sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Gong, Black Uhuru, Steve Hackett e Kevin Ayers

Gong
Fiquei tanto tempo sem ouvir essa lendária banda progressiva/psicodélica que até esqueci o quão eram pesados. Ao menos é isso que saltou aos meus ouvidos escutando o Camembert Electrique (1971). Tem cada riffão! De certo modo lembra até o Hawkwind. Muito bacana.

Black Uhuru
A morte do Sly Dunbar me levou a de imediato botar algum dos inúmeros álbuns que ele gravou pra ouvir. Peguei o Tear It Up (1982), registro ao vivo do Black Uhuru. A audição terminou com eu e minha filhinha fazendo “passos de reggae”. Isso diz muito sobre os ritmos envolventes do Sly em perfeita simbiose com o baixo estrondoso do Robbie Shakespeare. 

Steve Hackett 
Nunca tinha escutado nada solo do Steve Hackett. Até por conta do show que ele vai fazer no Brasil, achei que valeria dar uma atenção. O Spectral Mornings (1979) representa muito os desafios do rock progressivo no período, visto que embora seja muito bem acabado, parece regurgitar formas do gênero. É bacana, mas nada tão inspirado. 

Kevin Ayers 
Whatevershebringswesing (1972). Curioso ouvir esse após a audição do álbum do Steve Hackett porque aqui fica explícito o invencionismo do rock progressivo em seu apogeu. As canções são complexas e ricas em forma e arranjos, mas sem pedantismo. Elas tem frescor e até um certo “humor zappiano”. Tudo muito bem tocado, claro. Inclusive, vale dizer que tem o Mike Oldfield em alguns baixos e guitarras.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Twittes sobre o Grammy 2026

Como faço todo ano, trouxe alguns relatos que tive ao assistir o Grammy. Nada muito desenvolvido, só demarcando o evento pelo calor do momento.


- Pensava que "APT." era só uma musiquinha que minha filhinha gosta, não algo pra abrir um Grammy.

- Clipse e Tyler serem destaques dentro da indústria na apresentação do Grammy mostra a excelência do rap contemporâneo.

- Esse Grammy é praticamente o line-up do Lollapalooza.

- Sabrina Carpenter é a Luísa Sonza que deu certo.

- Então esse The Marías é um dream popzão maneiro e eu tô moscando?

- Addison Rae me deixa genuinamente puto. Charli tem culpa nisso.

- Se eu fosse um pouquinho mais otário teria adorado a performance das Katseye.

- Esse Leon Thomas me parece meio genérico, mas mostrou tanta destreza na guitarra que vou dar o braço a torcer

- "Ordinary" desse Alex Warren é tipo aqueles apostas gospel financeiramente bem-sucedidas da Som Livre. Horrível.

- Olivia Dean no playback é pra desmentir qualquer organicidade e talento que atribuem a ela. Constrangedor.

- Esse Sombr é do Stranger Things?

- Não comentei sobre a Lola Young pra evitar ser um completo otário.

- Não fosse o Turnstile o Justin Bieber estaria usando esse modelo/estética de guitarra?

- Não seria mais honroso trazer o Dijon e o Mk.gee pro palco e fazer as coisas direito? [sobre a apresentação do Justin Bieber]

- Slash ali como se fosse NADA.

- Tyler Childers perto desses outros é o Willie Nelson. [sobre os indicados de country music]

- Tava demorando pro Andrew Watt aparecer com a Lady Gaga. Aí é o lugar dele. Boa apresentação.

- Melhor Álbum Pop #GrammyTNT [e postei a capa do "De Mysteriis Dom Sathanas" do Mayhem]

- Bruno Mars de tão revival já parece ser revival dele mesmo.

- O Grammy não merece receber a Joni Mitchell.

- Charli com seu astral Mortícia é muito pro meu coração.

- Eu gostei dessa gracinha com o Bad Bunny. [sobre o apresentador implorando pro Bad Bunny dar uma palhinha]

- Chamaram a Carole King e eu ouvi KERRY KING. Pensei “tá porra!”. Não que a Carole não seja gigante, tá!

- Tyler é tão talentoso que dá até medo dele entrar em parafuso e virar um Ye.

- Pharrell, apesar de todas as homenagens, ainda acho que é maior do que muitos imaginam

- Deve ser muito legal pro Chad Smith finalmente tocar ao lado de um baixista e guitarrista de verdade. [sobre se apresentar numa homenagem ao Ozzy ao lado do Slash e Duff. Brincadeirinha, gente]

- Tudo bem, a Lauryn Hill é demais, mas Eric Gales, Marcus Miller e Pino Palladino monopolizaram minha atenção até quando não estavam tocando. D’Angelo e Roberta Flack merecem. 

- Sobre a Cher só tenho uma dúvida: como ter essa pele com 79 ANOS?

- Kkkkkkkk isso foi real? [sobre a Cher subindo no palco pra apresentar um prêmio, discursando sobre ela, esquecendo de falar os indicados e depois se confundido ao ler o premiado]

- Plano fechado em Cher, Kendrick Lamar e Kamasi Washington é o que faz o Grammy valer.

- O fato dessa volta do Clipse ter ficado restrita no Brasil só a “galerinha que gosta de música” - me incluo entre esses tontos - é uma pena.

- Uma obviedade que me impressionou nesse instante: como o Harry Styles é bonito.

- Tava na cara que o Bad Bunny ia levar. Tá certo.

- Vale ainda destacar que FKA Twigs, Turnstile e Caetano Veloso & Maria Bethânia ganharam prêmios.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: “Extratone”, Leo Brouwer, The Smiths, Acadêmicos do Salgueiro e The Fixx

“Extratone”
Vi um vídeo no TikTok falando sobre esse subgênero. Achei curioso  e fui ouvir. É um eletrônico que prima pela velocidade (eles aumentam a velocidade do BPM das produções até virar uma massaroca ruidosa e frenética). Nem me atentei aos artistas, me rendi a playlists apenas pela curiosidade. Não dá pra ouvir muito tempo. 

Leo Brouwer 
Antes de dormir, com vontade de ouvir um violão solo, fui no Spotify e joguei o nome do cubano Lew Brouwer. que confesso conhecer mais por citações que por audição. O álbum Brouwer: Guitar Pieces (1975) pareceu uma ótima pedida. Não de total espanto me deparei com peças complexas em suas estruturas, externamente técnicas e, principalmente, com dissonâncias provocativas, que tiram o violão erudito da sobriedade que leigamente relaciono e, curiosamente, buscava ouvir. Em certos momentos parecem ter mais de dois violões em contraste. Não posso afirmar nem que sim nem que não. Sequer posso dizer quem toca, visto que pretendia ouvir o próprio o Brouwer, mas aqui me deparei com o nome do Óscar Cáceres enquanto intérprete. Seja como for, desviando do intuito e abraçando a oportunidade, cai num tremendo álbum. 

The Smiths
Hatful Of Hollow (1984). Todo mundo sabe, mas vale reforçar: que banda né! Não “somente” no sentido composicional e estético, mas no tocar mesmo. Todos ali são muito bons. Tem cada linha de baixo do Andy Rourke. Fora que o Johnny Marr é um mestre dos riffs e da condução harmônica. E o Morrissey? Não somente um gigante do texto, mas também de “flow” e timbre único. Foda! 

Acadêmicos do Salgueiro
Existe a possibilidade de eu vir a tocar num bloco carnavalesco esse ano. Logo eu, um doente do pé. A ideia é eu tocar surdo de terceira. Tentando me ambientalizar, busquei algum disco de escola de samba só pra afiar o vocabulário, procurar ouvir o instrumento dentro de um arranjo. Cai no Histórias das Escolas de Samba - Salgueiro 1975. Diga-se de passagem: sempre a Salgueiro! Não é a primeira vez que a escola revela ter alguns excelentes discos do seu catálogo no Spotify. Voltando à proposta, independente do disco ter aflorado ou não algum senso rítmico em mim, é uma grande experiência sônica ouvi-lo. Tem grandes canções e a força braçal da performance. Foda.

The Fixx
Reach The Beach (1983). Anos 80 sendo anos 80. Ouvi pelo timbre de chorus na guitarra e seus ótimos grooves. Adoro a cristalinidade dos timbres oitentista extraídos em estúdio nesse período. Os synths aqui tbm são bem legais, não soando sequer datados. O fato da bateria ser mais orgânica ajuda no todo da produção. Sobre as canções, de algum modo é tudo que o INXS queria ser. Pop grooveado e bem resolvido .

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

RETROSPECTIVA 2025: Não pode passar despercebido

Inicialmente esse era aquele espaço para postar uma música/single que não pode passar despercebida numa retrospectiva, seja por ter tocado muito (é agora que lembrarei os hits de qualidade duvidosa), por apontar novos horizontes, por ter um clipe interessante, por ser curiosa ou simplesmente muito legal. Elas ainda estão aqui, mas pós-pandemia, a quantidade de programas musicais tornou-se tão proficiente no YouTube que acabou se sobressaindo na minha "curadoria".

Vamos a elas:

Air: Tiny Desk Concert
Infelizmente não consegui assistir o show que eles fizeram no Brasil, então tive que me contatar com essa boa apresentação.

Back To Beginning
A tal despedida do Ozzy Osbourne. Era pra ser somente dos palcos, foi da vida. Não consegui assistir tudo, mas conferi um Mastodon menos vibrante (Brent Hinds vai fazer falta), Anthrax quebrando tudo em “Into The Void”, um Lamb Of God prejudicado pelo som, o Slayer mandando bem como sempre (com direito a uma tremenda versão de “Wicked World”), o Guns N’ Roses surpreendendo (Slash tocando muito, Axl cada vez mais carismático e tremenda escolha de versões do Sabbath), além dos supergrupos montados pelo Tom Morello, onde brilharam Jake E. Lee (bom ver ele em forma), Steven Tyler (ele não tinha perdido a voz? Tá cantando pra caralho), mas principalmente o Nuno Bettencourt, que segurou a onda com performances perfeitas. Tremendo guitarrista e profissional. Agora, quando chegou a vez do Ozzy, foi de chorar. Em “Mama, I’m Coming Home” a platéia desabou. O encontro com o Black Sabbath foi mágico. Geezer Butler segurou a bronca enquanto Iommi, Bill Ward e Ozzy brilhavam apenas com suas presenças. Histórico. Lindo.

Beth Gibbons: Tiny Desk Concert
Lindo. Pra por numa noite solitária de sexta.

Bring Me The Horizon - Wonderwall
Sim, é uma versão pra música do Oasis. E é daquelas pra não levar muito a sério. Achei divertido. Meio emozão nervoso.

Budang - Magia / Budangól
Quando saiu esse clipe fiquei viciado. Achei muito bem dirigido. Boas imagens que retratam a vibração da banda. Difícil não compará-los com o Turnstile.

Boogarins on Audiotree Live (Full Session)
É nítida a evolução da banda. Nesta performance eles tão soando brilhantemente redondos e sintonizados. Isso acompanhado do ótimo repertório do último disco faz deste vídeo uma agradável apresentação.

Brandão85 - Espinafre
Isso aqui deu um bafafa. Praticamente uma diss endereçado a todo o funk. Agora, muito além da polêmica, o que precisa ser dito é uma coisa só: a faixa nem é boa.

Charli XCX & John Cale - House
Um preparativo para o que vem por aí. Um drone ruidoso, maldoso e sinistro, mais próximo da Lingua Ignota que do BRAT. John Cale vem pra deixar tudo ainda mais poético. Isso vir do centro da música pop contemporânea é um absurdo.

clipping. Tiny Desk Concert
Um típico Tiny Desk improvável. Não sabia o que esperar, visto que o grupo explora muito ruídos e sons eletrônicos em sua produção. Talentosamente se jogaram em sons acústicos, expandindo as texturas, mostrando uma capacidade musical impressionante. Espetacular.

Clipse: Tiny Desk Concert
Simplesmente muito legal ver Pusha T e Malice numa interação orgânica. Fornecendo beat tá o grande Daru Jones. As músicas novas soaram ótimas.

Converge - Audiotree From Nothing
Que banda não! Os caras tão tiozinhos, mas são referência máxima do metalcore. Grandes canções e performances. Muito bem captado.

Deafheaven - Full Performance (Live On KEXP)
Fiquei impressionado como a banda aparenta ter melhorado muito suas performances ao vivo. Tá uma pauleira. As músicas novas soando muito bem. O baterista melhorou muito e a dupla de guitarras está muito precisa. Já o vocalista é aquele velho carisma de galã do inferno. Muito legal.

Deftones - Private Music SHOW (LIVE)
Vídeo promocional com uma performance ao vivo em estúdio muito bem construída. Tão transmitindo uma imagem mais séria, densa e profunda. Muito pesado, mas sem perder as texturas. Inclusive, muito bem legal como as guitarras e teclados se somam. Percebi aqui uma estética meio NIN. Bem legal.

Die Spitz - Full Performance (Live On KEXP)

Quem vê cara não vê fúria. Essas meninas (são muito jovens) arrebentaram. É um stoner/sludge/punk irresistível.

Divide and Dissolve - Full Performance (Live on KEXP)
Esse duo vem expandindo os limites do metal há alguns anos, mas confesso que só agora vi algo do grupo “em movimento”. Verdadeiramente muito bom. Sludge estranho e poderoso, com direito a interferências jazzisticas.

DJ Japa NK - Posso Até Não Te Dar Flores

Esse funk chegou ao Top 9 Global do Spotify, uma marca rara pra produção brasileira, até então só atingida por nomes como Anitta e Pabllo Vittar. Sobre a música? Nada que importe (honestamente). Mistura genérica de piserio, funk e trap.

Febre 90s / SonoTWS / pumapjl - Cartier Santos Dumont
Clipe esteticamente bacana, boa canção, guitarra chorosa… É tiozão, vai ignorando!

Fito Paez: Tiny Desk Concert

Esse não precisa sequer de um Tiny Desk Argentino, vai logo no original mesmo. Cada dia gosto mais do trabalho dele. Bonito e divertido.

Fontaines D.C. - “Can You Feel My Heart”
Uma impressionante e surpreedente versão para a música do BMTH com direito a citação de Nirvana. Muito bonito.

Fresno - Se Eu For, Eu Vou Com Você
Clipe legal, emulando a estética do Programa Livre. Uma ideia simples e eficaz, principalmente se você tem o contato do Serginho Groisman. Infelizmente essa música com o NX Zero é das mais fracas do projeto (embora de sax bacana).

Gaby Amarantos - Rock Doido (O Filme)
Adorei o disco e fui ver esse clipe/curta empolgado, mas confesso não ter gostado. Muita afetação e pouca excelência. Mas escutebem o disco!

Geese - From The Basement
Simplesmente um registro ao vivo em estúdio da banda queridinha do ano. Tem que conferir. E tá bem legal mesmo.

Helmet - Full Performance (Live On KEXP)
O Helmet tocou no Brasil e eu infelizmente não pude ir. Pouco tempo depois saiu essa live. Ao vivo deve ser bem legal, mas virou um Page Hamilton solo né. Vale assistir ainda assim. Eles tem canções que são a base do metal alternativo.

J. Eskine - Resenha do Arrocha

O cara se intitula o “gangster do arrocha”, se isso não é suficiente pra você querer ouvir a música, pode passar reto. Ritmo delicioso enquanto ele canta absurdos, fazendo uma colagem de funk, arrocha, pagodão baiano. Clipe divertido e muito bem feito. Um dos hits do carnaval.

Jeff Parker ERA IVtet: Tiny Desk
Uma apresentação classuda, contemplativa e atmosférica de jazz por aquele que é um dos grandes guitarristas das últimas três décadas, embora poucos tenham percebido isso.

Living Colour: Tiny Desk Concert
Achei mais curiosa que propriamente boa a participação deles no Tiny Desk. Acho que eles precisam de mais volume. Soou estranhamente contido. Mas vale conferir.

Luiza Brina: Tiny Desk Concert
Havia adorado o disco que ela lançou em 2024, mas ela simplesmente saiu do meu radar. Até que apareceu essa apresentação no “Tiny Desk original” e eu comprovei que ela é muito acima da média. Mais pelos arranjos e direcionamento estético que pela voz em si (que também é boa). Uma cantora brasileira para olharmos com mais atenção.

MC IG - 3 Milhões No Meu Pulso

Uma denúncia do racismo que o artista sofreu em São Paulo. Fez da sua frase espontânea o mote da composição. O resultado serve mais pela crítica que pelo conteúdo musical em si. Tá valendo.

MC Taya, spxxkxr, AIMISS, isotopxs - METAL MANDRAKE
O título da música já aponta do que se trata. Pesadão, grave e maluco. Acho maneiro. O single é melhor que o disco que ela lançou.

Nícolas Netto - Peguei No Vácuo
Aqui vale pela curiosidade e pela reflexão. Pós-música, outsider music, “brain rot”... termos que tentam explicar esse estranho fenômeno. Melhor não negar a existência. Um pouco preocupante.

Orcutt Shelley Miller - Full Performance (Live On KEXP)
Bill Orcutt, Steve Shelley e Ethan Miller. Que triozão da porra! Música instrumental rockeira viajante intensa.

Papangu - Dharma Sessions
O Gastão Moreira tá com esse excelente projeto de trazer bandas do cenário alternativo brasileiro para performances em estúdio muito bem captadas em áudio e som. O programa com o Papangu, banda que infelizmente não tive a oportunidade de assistir de corpo presente (bati na trave), foi meu destaque até o momento.

Paz Lenchantin - Hang Tough
A boa baixista com passagem pelo Pixies, A Perfect Circle e Zwag vai lançar material novo e como prévia lançou uma música que é um completo plágio de “Cálice” (Gilberto Gil e Chico Buarque). Pegou muito mal.

Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs - Full Performance (Live On KEXP)
Gente, não rola trazê-los pro Brasil não. Que banda, que performance! Obs: o visual do vocalista é um charme à parte.

Portishead - “Roads” 2025 - Together For Palestine
“Together For Palestine” diz tudo. E honestamente, é o que importa. Nem vou tecer maiores comentários.

ROSALÍA - Berghain (Official Video) feat Björk & Yves Tumor
Se for pra lançar um videoclipe hoje em dia, que seja uma caceta dessas. Uma tremenda prévia, que criou expectativa para o disco que seria lançado. Isso não somente pela ótima e impactante música, mas também pela simbiose visual.

“Secos & Molhados” - Ouvindo o Silêncio
Os membros vivos do Secos & Molhados (menos o João Ricardo, claro) se reuniram num documentário sobre o grupo. Como estava também a banda de apoio, aproveitaram pra gravar uma faixa inédita. A ideia era ótima, mas o resultado não. A frase de guitarra à la “Sinônimos” repetida constantemente chega a me tirar do sério. Produção/performance/arranjo/composição nada inspirados. Uma pena.

Stanley Clarke: Tiny Desk Concert
Incrível como ele continua tocando excelentemente. Que tremenda apresentação! E sejamos justos, não só dele né. É por essas e outras que gosto do Tiny Desk, visto que honestamente não sei se viria uma performance atual do Stanley Clarke em outro lugar com menos projeção.

Terraplana on Audiotree Live (Full Session)
Melhor registro em vídeo que já vi da banda. Tão evoluindo, soando mais coesos em sua densidade shoegaze. Legal que isso tem sido reconhecido internacionalmente.

The Armed - Full Performance (Live on KEXP)
Uma apresentação muito cavala. Transitando entre o rock alternativo, o hardcore, sludge e o estranho, a banda chega em momentos de catarse impressionante. As frases de sax, o timbre monolítico do baixo, a ruides eletrônica, a vosciferidade vocal… é embaçado!

Tim Bernardes - Prudência
Aquela produção de clipe com uma ideia simples e muito legal: uma simulação estética daquele programa Ensaio da TV Cultura, no molde dos anos 70, tipo o da Elis Regina. Como ninguém pensou nisso antes?

"Trap do Trepa Trepa"

Um corte de “humor” que virou o hit do carnaval. Honestamente não achei graça alguma. Dois twittes que li na semana do lançamento resumem muito bem o hype: Gui Guedes comentou: “(a música) não ser um trap é por demais forte simbolicamente para eu não me abalar”. Já o Chico Barney foi ainda mais preciso: “Tem umas coisas que todo mundo ri que acho impossível que seja um comportamento genuíno. Tem riso que não passa de carência”. Além disso me levantou uma questão do “pós-música”, onde não foi necessário compor, tocar ou produzir uma canção pra ela existir. Na verdade esse debate acho até interessante.

Tropical Fuck Storm - Full Performance (Live On KEXP)

Além do sonzão que já apreciava dos discos, aqui a banda se revelou muito “estilosa” ao vivo. Eles parecem divertidos. Tremenda performance. Confirmando “You Let My Tyres Down” como uma das minhas canções prediletas do ano. Tem cada guitarra!

Tropical Nada: Quem É Meu Pai?
Grupo do Daniel Furlan. Mais legal que a música em si (que é bacaninha) é o clipe, onde o artista habita programas de TV do passado. Divertido.

Turnstile - BIRDS
A música é ótima, mas aqui quero destacar o videoclipe. Um conceito simples: a banda tocando, num visual que lembra o show do Hendrix Live In Maui. Cores, edição e performances muito legais.

¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U | Boiler Room: Tokyo
Essa apresentação do Yousuke Yukimatso quebrou recordes de audiência. O DJ japonês virou uma estrela depois disso. Vai vir até tocar no Lollapalooza. Realmente há momentos de euforia coletiva impulsionada por produções intensas de techno. Eu entendo a graça.

Yussef Dayes In Japan (Film)
Como é bonito os vídeos que o Yussef Dayes lança, não? Como se não bastasse o som jazzisticamente imersivo e cósmico, em sobreposição às imagens temos um resultado cinematográfico. Nada tão tecnicamente não engenhoso, é só o bom gosto da locação, filmagem, cores e edição mesmo. Lindo. E puta batera!

Ah, tivemos também a “febre” BLOW RECORDS, que consiste em versões com aura pop/r&b/soul setentista e oitentista para músicas de funk. Tudo sintético, se não me engano produzido com IA. Seria apenas uma bobagem se não fosse sem graça e não revelasse a carência de um público classe média e branco de querer enquadrar o funk em seus padrões de consumo. Se for numa festa e começar tocar “Predador de Perereca”, “Popotão Grandão (1982)” e “Chupa Xoxota (1980)” é hora de reavaliar a rota da sua vida.


Agora, se teve algo que bombou aqui foi o Tiny Desk Brasil, inclusive furando bolhas. Os números mostram o sucesso. Deste modo, farei breves comentários sobre cada um deles. Mais sobre as escolhas que pelo conteúdo em si. Provavelmente ano que vem, se o projeto continuar, serei mais seletivo, me restringindo ao vídeos em si.


- João Gomes (O receio imediato era esse projeto ser um “Cultura Livre 2”, expectativa quebrada com a escolha de um artista verdadeiramente popular pra estrear o programa. Gostei do formato semelhante ao internacional, do visual (caricato e escuro, mas funciona), da sonoridade. Sobre a performance em si, foi legal ver o Pipoquinha ali no baixo, me remetendo ao que seria a versão nacional pra “Thundercat com Mac Miller no Tiny Desk”. Boa canções (eu gosto!), carisma e voz poderosa transbordando numa ótima apresentação, que não por acaso dominou as redes sociais naquela semana).
 
- Metá Metá & Negro Leo (Se o receio inicial era ser um “Cultura Livre 2”, com João Gomes estreando o receio foi ser um “Multishow no YouTube”. Logo, grande saca na sequência eles emendarem um Metá Metá & Negro Leo, dois grandes nomes do cenário alternativo brasileiro. Quase sumidades, não dando brecha para critica de desavisados. Apresentação legal).
 
- Péricles (O samba/pagode, tão popular quanto ignorado em curadorias artísticas brasileiras, encontrou no Péricles uma saída óbvia para seus preconceitos na figura do Péricles, artista de carisma inegável, que faz ser aceito por todos. Aqui ele entregou um repertório, classe e alegria comum a sua pessoa. Foi ótimo. Quero ver agora quais outros artistas de samba ele vão conseguir colocar no projeto).
 
- Céu (Confesso ter um certo bode com os rumos da carreira da Céu e seu canto fanho, mas não sei se por estar comemorando os 20 anos da sua estreia discografica ela me pareceu “iluminada” nessa apresentação. Adorei sua voz, sua presença e banda. Foi ótimo).

- Ney Matogrosso (Chover no molhado elogiar né. Ele é foda (voz e carisma) e a banda é ótima (que luxo uma cozinha com Dunga e Marcos Suzano). Um guardião do pop brasileiro).

- Tássia Reis (Tinha gostado bastante do disco dela, sendo que essa apresentação serviu pra ver que o domínio do seu repertório ao vivo também funciona. A ponte de MPB com rap é genuina).
 
- Sandra Sá (Se hoje se fala tanto em groove, brasilidade, feminismo e negritude, Sandra Sá tem que ser colocada num pedestal. Sua voz ainda tá ótima. Bacana).
 
- Arnaldo Antunes (As faixas estranhas muito me agradam, principalmente pelas presenças do Kiko Dinucci e Vitor Araújo trazendo acidez para as performances/arranjos. Na curtinha “Nome” que abre a apresentação isso fala alto. Agora, quando ele entra em “Não Sei Namorar” não me interessa em nada).
 
- Tim Bernardes (Tudo bem, ele tá em alta e é talentoso. Entendo sua presença. Mas aqui é o tipica produção “descolada” que nada me agrada. Canções tacanhas em seus melodramas. Arranjos simplórios escondidos por orquestrações vazias em densidade. E ai tem o bigodinho, o cabelo, a camisa do Flamengo… tudo pra trazer aquele ar classe média besta. Achei genuinamente chato. Pior Tiny Desk até o momento, tanto em escolha quanto em resultado).
 
- Liniker (Ela já tinha dado as caras no original, mas entendo ela participar aqui também. O Caju foi um marco no cenário nacional. Isso posto, não posso omitir que ela canta muito mal né (em timbre, escolhas melódicas, melismas e afinação). Essa música nova dela, “Charme”, é liricamente fraquíssima. Na real, de toda a apresentação, o que salvei mesmo foi a presença do Mackson Kennedy e da Ana Karina Sebastião).
 
- Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro (Aqui a alegria falou alto. Apresentação virtuosa, ensolarada, genuinamente brasileira e popular. A guitarrada é um patrimônio que precisa ser mais valorizado. Se tem um desses Tiny Desk que deveria ser assistido pelos gringos é esse. Adorei).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Prince, Eyehategod, The Blues Brothers, BaianaSystem, Frank Zappa e The Stooges

Prince
Lovesexy (1988). Um dos grandes discos do Prince, talvez nem sempre lembrado por conta da constrangedora capa. Inclusive, acho que ele serve de boa porta de entrada pra sua discografia, até por não ser longo. Aqui o pop, o funk e as experimentações encontram um balanço perfeito.

Eyehategod
Dopesick (1996). Disco pra ouvir com ódio na academia. É a pura força braçal do sludge metal. Simples assim.

The Blues Brothers
The Blues Brothers Original Motion Picture Soundtrack (1980), clássica trilha-sonora, que consegue trazer um blues/r&b tão polido quanto fiel à tradição dos gêneros, algo complexo de se fazer. Ouvir com meu pai, tomando cerveja, é o que faz a vida valer a pena. Sonzera divertidíssima.

BaianaSystem
Durante o fim de ano, em galera, as pessoas botam tudo quanto é tipo de som. Certo momento rolou uma sequência de BaianaSystem, banda que gosto, admiro, mas nunca coloco pra ouvir. Soou muito diferenciado em meio a tantas canções esquecíveis. Eles realmente sabem o que fazem em termos de composição, gravação, arranjo, performance... estética como um todo. Divertido e rico.

Frank Zappa
Zoot Allures (1976). Tava reouvindo esse disco que, se não me engano, foi o primeiro que ouvi do Zappa. Na época adorei, já que tava no meu auge guitarristico e aqui o Zappa se entrega ao instrumento. Ale´m disso, tem o Terry Bozzio na bateria. Alguns dos momentos mais “heavy” do Zappa estão aqui. Isso posto, não acho a melhor porta de entrada para seu trabalho. Mas é foda!

The Stooges
The Weirdness (2007). Muitos foram severos com esse álbum quando saiu. Tudo bem, não tem o vigor e a magia do passado (natural, né!), mas é um tremendo disco de rock n’ roll. Capaz que se fosse o Hives lançando tivesse críticas melhores. As guitarras do Ron Asheton tão faiscantes, Mike Watt caiu como uma luva e o Iggy é o Iggy, ué. Lembrando que a produção é do Steve Albini, não tem invenção. Grande e subestimado retorno.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

RETROSPECTIVA 2025: Mortes

Eu sei, tô atrasado, mas a Retrospectiva continua aqui no blog. Paciência que até o fim do mês eu concluo ela.

Agora chegou a hora de relembrarmos quem nos deixou em 2025:


- David Lynch
Gênio do cinema. Um dos grandes nomes do surrealismo do cinema. Além de diretor e roteirista, também foi compositor e instrumentista.

- John Sykes
Um dos maiores guitarrista do hard rock e heavy metal. Passou por Tygers Of Pan Tang, Thin Lizzy, Whitesnake e Blue Murder.

- Garth Hudson
Lendário tecladista (ou melhor, multi-instrumentista) da The Band. Último integrante vivo do grupo.

- Marianne Faithfull
Cantora e atriz inglesa. Símbolo de uma época. Inspirou canções do Rolling Stones, teve músicas de sucesso. Excelente compositora.

- Roberta Flack
Icônica cantora norte-americana.

- David Johansen
Carismático vocalista do New York Dolls. Era o último integrante vivo do grupo.

- Roy Ayers
Vibrafonista, cantor e compositor de jazz-funk.

- Brian James
Guitarrista original e principal compositor do Damned.

- Dave Allen
Espetacular baixista do Gang Of Four.

- Clem Burke
Baterista do Blondie.

- Max Romeo 
Lenda do reggae.

- David Thomas
Vocalista, compositor e figura central do Pere Ubu.

- Nana Caymmi
Uma das maiores cantoras da música brasileira.

- Sly Stone
Lenda da música norte-americana. Um dos mais influentes e brilhantes artistas da black music.

- Brian Wilson
O mitológico compositor, produtor e arranjador à frente do Beach Boys.

- Douglas McCarthy
Vocalista e líder do Nitzer Ebb.

- Bira Presidente
Fundador do Cacique de Ramos e do Fundo de Quintal. Um dos mais importantes nomes do samba.

- Hélio Delmiro
Lenda da guitarra brasileira.

- Mick Ralphs
Guitarrista e compositor do Mott The Hoople e Bad Company.

- Ozzy Osbourne
Lenda do heavy metal. Vocalista original do Black Sabbath. 

- George “Jojo” Kooymans
Guitarrista, vocalista, fundador e principal compositor do Golden Earring.

- Terry Reid 
Um dos grandes vocalista da história do rock.

- Arlindo Cruz
Um dos grandes nomes do samba do seu tempo.

- Perinho Albuquerque
Excepcional guitarrista brasileiro que trabalhou com Caetano Veloso, Luiz Melodia, Gal Costa, dentre outros.

- Brent Hinds
Cofundador, vocalista e guitarrista do Mastodon.

- Rick Davies
Cantor, tecladista e compositor do Supertramp.

- Angela Ro Ro
Cantora brasileira de enorme importância na música brasileira.

- Hermeto Pascoal
Gênio da música mundial. Um dos grandes nomes da música brasileira. Improvisador acima de qualquer parâmetro.

- D’Angelo
Cantor, compositor e multi-instrumentista responsável pela renovação do r&b/neo-soul.

- Ace Frehley 
Guitarrista original do KISS.

- Anthony Jackson
Lenda do contrabaixo que tocou com The O’Jays, Chaka Khan, Donald Fagen, Al Di Meola, dentre outros. Desenvolveu o baixo de 6 cordas.

- Jack DeJohnette
Majestoso baterista de jazz com décadas de serviços prestados.

- Lô Borges
Um dos maiores compositores da música brasileira.

- Jards Macalé
Intérprete e compositor dos mais inventivos da canção brasileira.

- André Geraissati
Um dos grandes nomes do violão e da música instrumental brasileira.
 
- Gary “Mani” Mounfield
Espetacular baixista do The Stone Roses com passagem memorável pelo Primal Scream.

- Jimmy Cliff
Lenda do reggae.

- Steve Cropper
Lendário guitarrista que fez parte do time da Stax e do grupo Booker T. & The M.G.’s.

- Phil Upchurch
Guitarrista que acompanhou nomes como Michael Jackson, Donny Hathaway e George Benson.

- Brigitte Bardot
Musa do cinema e da música. Um dos principais símbolos da cultura pop francesa.


- Peter Yarrow (Principal cantor do Peter, Paul and Mary).
- Russ North (Vocalista da banda Cloven Hoof)
- Ed Askew (Cantor e compositor folk norte-americano).
- Wayne Osmond (Integrante da grupo Osmond Brothers).
- Airton Diniz (Fundador da Roadie Crew).
- Ragne Wahlquist (Pioneiro do heavy metal na Suécia. Vocalista e guitarrista do Heavy Load).
- Carlos Pitta (Cantor e compositor baiano. Além de sua carreira, ficou conhecido por ter descoberto a Ivete Sangalo).
- Sam Moore (Lendário cantor da soul music que fez parte da dupla Sam & Dave).
- Dinho Gonçalves (Percussionista e educador brasileiro. Tocou com nomes como Gal Costa, Rita Lee, Tito Madi, Johnny Alf, Hermeto Pascoal, dentre outros).
- Mestre Gildinho (Fundador do Os Monarcas, grupo importante da música tradicional gaúcha).
- Cristiano Fusco (Guitarrista fundador do Torture Squad).
- Maricenne Costa (Cantora paulistana que bossa nova).
- Mike Miller (Guitarrista de fusion que tocou com Chick Corea, Yellowjackets, Brand X, Vinnie Colaiuta, Quincy Jones, Gino Vannelli, dentre outros).
- Boss In Drama (DJ e produtora muito ativa no cenário nacional. Além do trabalho solo, trabalhou com Karol Conká, Linn da Quebrada, dentre outros).
- Hércules Nunes (Percussionista que trabalhou com inúmeros músicos, incluindo Paulinho da Viola).
- Matias de Oliveira Pinto (Violoncelista brasileiro. Lecionava na Alemanha).
- Mike Ratledge (Tecladista, compositor e fundador do Soft Machine).
- Vital Farias (Cultuado cantor e compositor brasileiro).
- Irv Gotti (Produtor musical que trabalhou com J-Lo, Ja Rule, dentre outros).
- Dave Jerden (Produtor e engenheiro de som que trabalhou em clássicos do Talking Heads, Brian Eno, Jane’s Addiction, Alice In Chains, dentre outros).
- Cacá Diegues (Grande diretor brasileiro. Seus filmes contaram com colaboração de nomes como Chico Buarque).
- Jamie Muir (Percussionista que fez parte do King Crimson)
- Mauro Santa Cecília (Poeta e letrista que colaborou com artista do pop brasileiro, vide Frejat).
- Rick Buckler (Baterista original do The Jam).
- Rich Hall (Promotor americano importante pro cenário do metal underground).
- Johnny Simmons (Baterista que estava no Galactic Cowboys).
- Lilian Knapp (Cantora que fez muito sucesso ao lado do Leno).
- Bill Fay (Ícone do folk britânico).
- Ricardo Kanji (Flautista e maestro brasileiro. Especialista em interpretação de música antiga).
- Angie Stone (Cantora de rap e neo-soul. Fez parte do grupo Sequence).
- Joey Molland (Guitarrista do Badfinger. Último integrante vivo do grupo.
- D’Wayne Wiggins (Músico e produtor americano. Fundador do Tony! Toni! Toné!).
- Ivo Ice (Precursor do rap brasileiro).
- Jesse Colin Young (Cantor fundador dos Youngbloods).
- Dirk Schröder (Vocalista da banda alemã Iron Angel).
- Young Scooter (Rapper de Atlanta).
- Val Kilmer (Ator que fez enorme sucesso, incluindo em sua atuação de Jim Morrison).
- Al Barile (Lendário guitarrista do SS Decontrol (SSD). Figura atuante na cena hardcore straight edge).
- Antonio Barros (Veterano compositor dono de sucessos como “Homem com H”).
- Ioannis (Autor de capas do Voivod, Fates Warning, Deep Purple, Sepultura, dentre outros).
- Alcides Lima, o Cidão (Fundador e um dos maiores nomes da Tradicional Jazz Band).
- Marco Soccoli (Nome conhecido nos bastidores da indústria bateristica).
- Les Binks (Baterista original do Judas Priest).
- Don Mock (Guitarrista muito conceituado no meio acadêmico).
- Papa Francisco (O Papa. Um dos mais "progressistas" e populares da história recente da Igreja. Vale lembrar que ele lançou um disco meio de “rock progressivo” em 2015).
- Cristina Buarque (Uma das maiores intérpretes e pesquisadoras da história do samba. Irmã do Chico Buarque).
- Roy Thomas Baker (Produtor conhecido por ter trabalho com o Queen, inclusive na gravação de “Bohemian Rhapsody”).
- Oswaldinho Viana (Violeiro, cantor, compositor e arranjador, muito ligado a música de Piraju).
- Edy Star (Cantor e último Kavernista vivo. Parceiro do Raul Seixas, ícone glam e um dos primeiros cantores a assumir a homossexualidade no Brasil).
- Félix Junior (Um dos grandes nomes do violão de 7 da atualidade).
- Mauro Motta (Produtor e compositor. Lembro muito da sua parceria com o Raul Seixas, mas trabalhou com inúmeros artistas).
- Andy Bey (Tremendo cantor e pianista norte-americano).
- Mike Peters (Vocalista do Alarm).
- Luiz Antonio Mello (Criador da Rádio Fluminense FM. Ajudou a popularizar o rock no Brasil).
- Jill Sobule (Cantora e compositora norte-americana de folk-pop).
- Ernst Mahle (Professor, maestro e compositor).
- Wilson Passos, Aranha (Compositor da Portela).
- Junior Byles (Um dos grandes nomes do reggae).
- Maria Lúcia Godoy (Veterana cantora lírica brasileira).
- Chris Hager (Ex-guitarrista do Rough Cutt e Mickey Ratt).
- Werenoi (Rapper francês).
- Neil Teixeira (Cantor, baixista e arranjador do Quarteto do Rio).
- Sebastião Salgado (Um dos maiores fotógrafos da história do Brasil).
- Sacha Jenkins (Produtor de televisão, cineasta, escritor, curador e músico. Ligado a cultura punk e hip hop).
- Bruno Ramos (Guitarrista da banda francesa Sortilège).
- Simon House (Tecladista e violinista que fez parte do Hawkwind e da banda do David Bowie).
- Rick Derringer (Espetacular guitarrista de rock n’ roll que brigou ao lado do Johnny Winter, Edgard Winter, nos McCoys e em carreira solo).
- Zero Awá (Percussionista da Orquestra Imperial).
- Al Foster (Baterista que tocou durante anos ao lado do Miles Davis).
- James Lowe (Músico que participou da banda psicodélico The Electric Prunes. Produziu o Todd Rundgren e Sparks).
- Sylvio Mazzucca Jr. (Contrabaixista, compositor e arranjador. Integrou o grupo ZonAzul. Trabalhou com Jane Duboc e Lô Borges).
- Lygia Santos (Importante pesquisadora, escritora e museóloga, envolvida principalmente com choro e samba).
- Jonathan Mayers (Co-fundador dos festivais Bonnaroo e Outside Lands).
- Mauro Araújo (Engenheiro e técnico de áudio conhecido por trabalhar em muitas produções do Kassin).
- Lalo Schifrin (Prestigiado pianista, arranjador e compositor argentino. Compôs grandes trilhas sonoras).
- Roger Martinez (Vocalista da banda de thrash/white metal Vengeance Rising).
- Mary Terezinha (Desbravadora cantora e acordeonista de música gaúcha).
- Tim Cronin (Baterista original do Monster Magnet).
- Kevin “Skids” Riddles (Baixista fundador do Angel Witch, Tytan e Baphomet).
- David Kaff (Ator e músico que integrou o Spinal Tap).
- Sol (Cantora que foi rival da Gretchen nos anos 80).
- Connie Francis (Cantora que fez sucesso na década de 1960).
- Alan Bergman (Aclamado letrista que colaborou em composições John Williams, Ennio Morricone, Marilyn Bergman, dentre outros).
- Preta Gil (Cantora, artista popular, figura atuante no carnaval, empresária e filha do Gilberto Gil).
- Chuck Mangione (Trompetista que fez sucesso com seu hit “Feels So Good”. Integrou a Art Blakey’s Jazz Messenger e Jazz Brothers).
- Décio Otero (Icônico coreógrafo e bailarino brasileiro).
- Paul Mario Day (Vocalista original do Iron Maiden).
- Robert Wilson (Encenador e coreógrafo americano).
- David Roach (Vocalista do Junkyard).
- Flaco Jiménez (Pioneiro acordeonista norte-americano).
- Eddie Palmieri (Pianista de jazz).
- Michael Lydon (Veterano jornalista musical).
- Jill Lisson (Baixista e vocalista do Funerus).
- Bobby Whitlock (Tecladista e compositor. Fez parte de Derek And The Dominos).
- Carlos Palombini (Pesquisador musical. Um dos maiores sobre o funk brasileiro).
- Nobuo Yamada (Cantor muito lembrado por ter gravado o tema do Cavaleiros do Zodíaco).
- Ronnie Rondell Jr. (Dublê famoso pela capa do álbum Wish You Were Here do Pink Floyd).
- Jamshied Sharifi (Regente lembrado por ter participado da gravação do show Score do Dream Theater).
- Rogério Meanda (Guitarrista da Blitz. Foi parceiro do Cazuza).
- Miguel Proença (Um dos grandes pianistas eruditos do século XX. Muito atuante em diferentes áreas).
- Nisse Karlén (Fundador do Sacramentum).
- Jim Kimball (Baterista do Laughing Hyenas).
- Jürgen Bartsch (Fundador da banda alemã de black metal Bethlehem).
- Raul Barboza (Acordeonista argentino, ícone do chamamé).
- Tony Beard (Baterista que acompanhou inúmeros artistas ao longo de décadas).
- Mark Volman (Guitarrista e vocalista do Turtles. Trabalhou com o Frank Zappa, T. Rex, dentre outros).
- Marcos Garcia (Fundador do Metal Samsara e colaborador de outros sites de música).
- Bruce Loose (Vocalista e baixista do Flipper).
- Atomic Steif (Ex-baterista do Sodom).
- Allen Blickle (Baterista original do Baroness).
- Viv Prince (Baterista do Pretty Things. Um dos primeiros “malucos” do rock).
- Tomas “Tompa” Lindberg (Frontman do At The Gates).
- Omen (Produtor que trabalhou com Drake, Beyoncé, dentre outros).
- JD Twitch (Produtor musical, integrante do duo Optimo e fundador de um selo independente).
- Danny Thompson (Tremendo baixista (baixo acústico). Fez parte do Pentangle. Colaborou com John Martyn, Nick Drake, Peter Gabriel, Kate Bush, dentre outros).
- Jim McNeely (Pianista de jazz).
- Marquinho PQD (Compositor de sambas. Parceiro do Arlindo Cruz).
- Marceu Vieira (Jornalista e compositor).
- Chris Dreja (Baixista e guitarrista do Yardbirds).
- Ken Parker (Luthier que desenvolveu a marca Parker Guitars, usada por nomes como Vernon Reid, Adrian Belew, Matthew Bellamy, Joni Mitchell, Mark Farner, Reeves Gabrels, dentre outros).
- Ace Finchum (Baterista da banda Tigertailz).
- John Lodge (Vocalista, baixista e compositor do Moody Blues).
- Ian Watkins (Vocalista do Lostprophets. Vale lembrar que ele foi um pedófilo condenado).
- Roberto Gomes (Importante luthier brasileiro).
- Edward Reekers (Cantor e compositor do Kayak).
- Sam Rivers (Baixista do Limp Bizkit).
- DJ Dabolina (DJ brasileiro de house e techno. Foi residente do Sound Factory).
- Dave Ball (Metade do duo Soft Cell, responsável pelas programações eletrônicas).
- Marcie Free (Vocalista que foi do King Kobra, Unruly Child e Signal).
- Foday Musa Suso (Músico e compositor gambiano).
- Vanessa Rios (Cantora do Capim com Mel).
- Vivian Jones (Cantor de reggae britânico).
- Carlos Sandroni (Musicolo, compositor e violinista brasileiro).
- Donna Jean Godchaux (Cantora que fez parte do Grateful Dead).
- Bryan Johnston (Guitarrista do Morpheus Descends).
- Adrian Maben (Diretor e produtor de cinema que, dentre outros trabalhos, produziu o Live At Pompeii e Pink Floyd).
- João Chagas Leite (Ícone da música nativista gaúcha).
- Cleto Escobedo II (Líder da banda do programa do Jimmy Kimmel).
- Tripa das Galáxias (Seletor e fundador da equipe CultiveDub Sistema Sonoro).
- Dave Burgess (Frontman do The Champs).
- Todd Snider (Compositor e cantor norte-americano. Um dos grandes nomes da renovação da música folk).
- Baster Barros (Baterista que fez parte do Os Ronaldos, grupo que acompanhava o Lobão).
- Franco Júnior (DJ e tecladista brasileiro).
- Ornella Vanoni (Veterana atriz e cantora italiana. Foi uma importante intérprete da bossa nova).
- Dino (Baixista que fez parte da formação inicial do Ira!).
- Jellybean Johnson (Multi-instrumentista muito responsável pelo Minneapolis Sound. Fez parte do The Time).
- Pam Hogg (Estilista. Difundiu a estética punk e trabalhou com nomes como Björk, Lady Gaga, dentre outras).
- Ivan Santos (Cantor e compositor paraibano. Foi parceiro do Lenine).
- Beto (Baterista do Rotten Flies).
- Leon Fuentes (Baixista que fez parte do Facing Fear).
- Bryan Keeling (Baterista de sessão norte-americano).
- Mauri Lima (Integrante da dupla Maurício & Mauri. Irmão do Chitãozinho & Xororó).
- Tetsu Yamauchi (Baixista japonês que fez parte do Free e Faces).
- Raul Malo (Vocalista e cofundador do Mavericks).
- Robe Iñiesta (Compositor e cantor espanhol do Extremoduro).
- Pampam (Fundador do Armagedom, icônica banda punk brasileira).
- Haroldo Costa (Importante escritor, produtor, pesquisador, ator, sambista e carnavalesco).
- Rob Reiner (Diretor e ator que, entre tantos trabalhos, dirigiu o clássico This Is Spinal Tap).
- Carl Carlton (Cantor soul com alguns hits).
- Joe Ely (Compositor e cantor importante do cenário country norte-americano).
- Mick Abrahams (Guitarrista com passagem inicial importante pelo Jethro Tull).
- Lindomar Castilho (Cantor brasileiro popular. Autor de um dos mais famosos crimes de feminicídio).
- Chris Rea (Cantor e guitarrista. Mais lembrado por “Driving Home For Christmas”).
- Odette Ernest Dias (Flautista e uma das fundadoras do Clube do Choro).
- Macarrão (Técnico de som muito conhecido por ter trabalhado com Mamonas Assassinas, Ratos de Porão, Raimundos, CBJR, dentre outros).
- Perry Bamonte (Tecladista e guitarrista do The Cure).
- Zé da Velha (Trombonista brasileiro. Um dos grandes nomes do choro).- Don Bryant (Veterano cantor de soul music).
- Francis Marmande (Jornalista francês apaixonado por música brasileira).
- Edu Costa (Engenheiro de áudio brasileiro).
- Gustavo Cebrian (Baixista e professor).

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

RETROSPECTIVA 2025: Bandas que voltaram / Bandas que acabaram

BANDAS QUE VOLTARAM

Acid Bath
Anunciaram a volta no final do ano passado e em 2025, após 28 anos parados, subiram novamente aos palcos. Chegaram até mesmo a dividir eventos com Mastodon, SOAD, dentre outros grupos que tem eles como referência. Um dos grandes nomes do sludge. Tomara que role deles virem para o Brasil.

Nevermore
Por enquanto, se não me engano, ficou só no anúncio. Nem a formação ficou clara, já que o vocalista Warrel Dane morreu. Inclusive, a família do vocalista parece que desaprova essa volta. Acontece. Aguardar pra ver os rumos que o Jeff Loomis dá ao grupo.

Figueroas 
Não devia nem ter parado. Projeto divertido demais. Espero ver um show em breve).

Superguidis
Banda impressionantemente já veterana do indie rock. Fizeram alguns shows relembrando o disco estreia. Legal.

Gene
Boa banda do britpop. Tão surfando na onda levantada pelo o Oasis. Acho que a reunião ficou pro ano que vem.

Dark Angel
Além dos shows, voltaram com um disco de inéditas após mais de três décadas, que confesso ainda não ter escutado. Ainda assim, não deixa de ser uma boa notícia.

Savatage
Após pedidos, grupo vem se reunindo para esporádicos encontros, inclusive no Brasil. Mas. como previsto, a formação atual é um grande catadão.

Tihuana
Não que alguém tenha pedido, mas lógico que até eles iam surfar na onda das voltas. Ficaram 12 anos parados. Honestamente, tirando os fãs (que me surpreende existirem), alguém sentiu falta?

Pulp
Lançaram o primeiro álbum em 24 anos. E é ótimo. É o suficiente. Qual a chance de virem ao Brasil?

Moptop
Voltaram com um disco novo. Honestamente não me informei mais sobre, já que honestamente não me interesso.

4 Non Blondes
Andaram fazendo alguns shows. Não que alguém pediu, mas beleza. Fato é que me deparei com um vídeo deles tocando o hit “What’s Up?” e fiquei surpreso como a voz da Linda Perry está intacta. Vale lembrar que ela é uma compositora de sucesso, de modo que não acho que voltaram por mera questão financeira.

Stereolab
Lançaram um tremendo álbum de inéditas após 15 anos. Parecem ter voltado exatamente de onde parou. Por sorte, ainda deram um pulo no Brasil. Bandaça!

Clipse
Voltaram já surfando merecidamente na crista da onda. O duo anunciou o primeiro disco e apresentações após 15 anos. Mesmo o antigo produtor, nada mais que o Pharrell, está envolvido no recente disco. Muito legal!

Macaco Bong
Inclusive com uma nova e ótima formação. Quero tentar assistir um show em breve.

Alice Cooper Band
Lançaram um disco de estúdio após 52 anos. Muito mais que o resultado em si (esquecível, divertidinho), foi legal a parceria do Alice Cooper de trazer e, deste modo, enaltecer seus antigos parceiros.

The Beta Band
Fizeram o primeiro show em 21 anos. Não vi mais nada sobre.

Rush
Por enquanto veio só o anúncio, mas já não deixa de ser uma notícia impactante (no bom e mal sentido). Na bateria agora terão a ótima Anika Nilles. Não me dou relevância ao ponto de comentar se eles devem ou não fazer isso. Se assim acham justo, por que não? Quem se interessar em assistir que vá.

Sugar
Anunciaram tour após quase três décadas. De quebra já veio uma faixa inédita. Torcer para que eles passem pelo Brasil. Bob Mould não dá bola fora.

Angra
Anunciaram uma pausa e, pouco tempo depois, um encontro com a formação Nova Era, que ficou pra 2026. Rafael Bittencourt não pareceu tão confortável com a ideia, mas correr o risco de alguém morrer (vide o que aconteceu com o André Mattos) também é desagradável. Fabio Lione também pareceu não curtir a ideia, tanto que deu área. Angra sendo Angra, gerando novela.
 
Triumph
Após três décadas, a banda canadense comunicou que vai se reunir com a formação clássica para comemorar os 50 anos de grupo. Torcer para que não seja constrangedor. Até nisso copiaram o Rush (piada, gente). Que seja bacana.

Barão Vermelho
E como já estava sendo ventilado por aí, o Barão Vermelho vai se reunir com a formação inicial, trazendo o Frejat e Dé Palmeira para grandes shows. Ney Matogrosso participará “fazendo a vez” do Cazuza. Tiveram o bom senso de manter o Fernando Magalhães. Tem tudo pra ser legal (não que eu esteja disposto a pagar pra conferir).

Oasis
Ah, e teve a volta do Oasis, anunciada no ano passado, mas posta em pratica neste ano. E deu tudo certo, ou seja, fãs felizes e muita gente ganhando dinheiro.  


BANDAS QUE ACABARAM

Cirith Ungol
Banda de heavy/doom tradicional. Fizeram um show de despedida no Brasil e tudo. Ao que consta, ficou insustentável para eles ter a banda em atividade. Resultado direito das crises econômicas que afetam a indústria musical.

Front 242
Histórica banda de EBM. Fizeram o último em sua terra natal, na Bélgica. Tá aí um evento que gostaria de ter presenciado.

Refused 
A idade chega para todos, até para aqueles que aparentemente ainda tinham lenha pra queimar. Farão o último show daqui uns dias. Passaram pelo Brasil, mas infelizmente perdi o show.
 
Orange Goblin
Em 2025 anunciaram sua tour de despedida. Não acompanhei que fim deu. Era uma banda bacana, mas após 30 anos realmente perderam o impacto.

Wu-Tang Clan
O grupo é tão envolto a mistérios e publicidades (na mesma medida) que eu nem duvido que estarão de volta daqui 5 anos (possivelmente não com todos, o que também é normal). Isso posto, vão rolar shows ainda em 2026.

Blacksea Não Maya
Trio português de música eletrônica. Confesso não ter me inteirado sobre o fim do grupo.

GEL
Mal começou e já acabou. Era uma promessa e apenas isso se tornou. Ao que consta o guitarrista cometeu vários delitos contra os outros integrantes, aí ficou insustentável. Bizarro.

Francisco, el Hombre
Anunciaram shows de despedida. É só o que sei.

Ministry
Eu adoro a banda, mas achei o anúncio meio caça-níquel. Tanto que não li mais nada sobre. Isso posto, ainda gostaria de assisti-los ao vivo.

Sá & Guarabyra
Como bem posto por eles: “morte natural”. Tão morando em cidades distantes, são idosos, fizeram tudo que podiam… tá ótimo. Grande dupla.

The Who
Anunciaram seus últimos shows nos EUA. Ficou com cara de “mal acabado”, ainda mais com aquela demissão estranha (e dupla) do Zak Starkey. Sei lá hein! Tem hora que é melhor tirar o time de campo em silêncio.

Johnny Mathis 
O lendário cantor, aos 89 anos, anunciou sua aposentadoria nos palcos. Não dá pra reclamar. Que desfrute de seus anos de vida.

Golpe de Estado
Mesmo após a morte do Nelson Brito (e já sem Catalau, Paulo Zinner e Hélcio Aguirra) a banda continuava se apresentando com uma formação boa, mas completamente descaracterizada. Achei zuado. Mas talvez estavam apenas cumprindo datas. Fato é que veio o comunicado de fim do grupo. Foi ótimo enquanto durou e os discos estão aí para sempre que a gente quiser relembrar. A banda que mais assisti ao vivo na vida.

Planet Hemp
Até o Planet surfando nas famigeradas tour de despedidas, resultado num enorme show no Allianz. Eles merecem! Ao menos no caso deles não devem voltar tão cedo. Chuto uma tour de 50 anos (que chegará mais rápido do que parece).

Jesus Piece
Jovem banda de metalcore que ainda tinha lenha pra queimar, mas os desentendimentos internos foram mais fortes.

Mineral
E novamente a cultuada banda de emo anuncia uma pausa. Se tudo der certo daqui um tempo eles voltam.

Carne Doce
Só consegui pensar em “Goiânia” do Lupe de Lupe. Nada mais a dizer.

Whitesnake
Após aquele vai e não vai, eis que o David Coverdale anunciou a sua aposentadoria e, consequentemente, o fim do Whitesnake. Melhor assim, sem tour de despedida e maiores micos. Foi uma grande banda e uma grande voz.

X
Tava numa tour de despedida. Uma pena não ter passado pelo Brasil. Banda subestimada até o fim da existência. 

ZULU
Ao que consta, o vocalista é tão otário que a banda acabou. Ele inclusivo sofreu acusações de abuso.

Sum 41
Honestamente não tinha me atentado que ainda existia. 

E ainda teve o Black Sabbath, que após uma turnê de despedida triunfante, fizeram um último show, em sua cidade natal, com a formação original e com outras grandes bandas da história do heavy metal prestigiando os criadores do gênero. Lindo. Ficou ainda mais comovente com a morte do Ozzy poucas semanas depois. RIP Ozzy, RIP Black Sabbath.