segunda-feira, 31 de março de 2025

Pitacos sobre o Lollapalooza

Não fui no festival. Mas vi alguns shows pela TV, de forma que quero deixar registrado aqui algumas impressões que tive.

SEXTA

- Só vi a Olivia Rodrigo. Queria ter assistido o Caribou e o Dead Fish, mas acho que nem transmitiram. Adorei o show da Olivia. É jovem, rockeiro, divertido, despojado, tem boas canções (dentro do que ela se propõe), a banda (só de mulheres) é ótima (e representativa)... Falaram que faltou fôlego pra Olivia, mas acho que ela soa espontânea e energética na performance, sem grande compromisso em ser impecável (e, com isso, abrindo mão do playback). Adoraria ter assistido com minha filhinha.

SABÁDO

- Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo fez um showzão, mesmo quando tocando mal, mesmo quando aparentando certa tosquisse. É o "ruim" que dá certo. As canções são boas, a performance é espontânea e o carisma transbordante. Bem legal.

- Dá tristeza ver a Marina Lima. Mas não vou ficar batendo não, vocês já sabem os problemas.

- Todo ano surge um Benson Boone da vida né. Esse tem bom alcance vocal, braços malhados e curte dar uns mortais. As canções são qualquer coisa.

- Eu até ensaie gostar da Alanis Morissete, mas não dá. E olha que a banda dela é ótima hein. Mas a performance vocal (meio Eddie Vedder de saias), a presença de palco (pra onde ela vai que não para quieta?) e, principalmente, as canções não me pegam. Acontece.

- Shawn Mendes tem algo de John Mayer encontra o Bruce Springsteen. Isso tirando todas as coisas boas que poderia sair desse cruzamento. Ao menos ele é bonitão mesmo.

DOMINGO

- Gosto muito do Terno Rei, mas eles parecem sempre no piloto automático.

- Tinha uma imagem mais "glamorosa" do que seria a apresentação do Michael Kiwanuka. Não sei se é sempre assim, mas os arranjos soaram bem mais enxutos ao vivo, obviamente por não conter as orquestrações ali presentes (sequer em teclados ou VST). Ao menos soou organicamente competente. Fora que as canções são boas, sua voz é maravilhosa, a banda redondinha. Foi um bom show, que seria melhor ainda num espaço menor.

- Eu sei, eles são divertidos, são jovens, são latinos, a apresentação no Tiny Desk é divertida... mas acho as canções do Ca7riel & Paco Amoroso ultra genéricas. 

- Um amigo veio de BH pra São Paulo pra conferir o shows do Parcels. Não conhecia, então fui conferir. Achei um porre. Groove de plástico, quase que como um Chic esbranquiçado. Performance insossa e canções sem brilho. Pela impressão que essa apresentação me deixou, não devo gostar nada dos discos.

- Não dá pra assistir Foster The People. Um dia já foram bons? Eles revezam com Cage The Elephant presença no Lolla, não? Acho mais ralo que café de orfanato.

- Tirei do Foster The People e botei no Bush, banda que nunca gostei, mas a troca foi da água pro vinho. Que bons timbres eles tiram no palco hein. Adorei os sons de guitarra e a performance segura do baterista. Vale dizer que fui fazer uma breve pesquisa sobre eles e vi que o segundo disco é produzido pelo Steve Albini. Acho que vou ter que ouvi-lo. 

- O Bush gerou o Creed e o Nickelback. Mas lembrem-se, o verdadeiro culpado é o Pearl Jam (mais uma vez). 

- Teve uma música ali do Bush (acho que "Swallowed") que o rapaz cantou a cappella que conseguiu deixar pior do que é. Por que fazer isso, ainda mais num festival? 

- A apresentação do Tool foi COISA SÉRIA. Melhor do que eu esperava. Mesmo com aquela transmissão aberta, sem focar nos instrumentistas, ainda assim fiquei preso na apresentação. A ótima qualidade do som da transmissão ajudou. Que performances estupenda. A cozinha é perfeita, mas quem saltou aos meus ouvidos foi o Adam Jones. Timbrões, performance segura, texturas criativas... tremendo guitarrista. O Maynard também não decepcionou. Por um instante invejei quem foi (depois pensei no valor, na distância, em ficar de pé... fui dormir em paz). 

- Esse batera novo do Sepultura o que tem de bom tem de sem sal né? Mas tudo bem, foi contratado no susto, foi uma bola na fogueira. É um jovem talento mesmo. De resto, apresentação mais do mesmo. Sempre foram ótimos em cima do palco. Só poderiam ter separado um tempo maior pra eles, não?

- Essa Charlotte de Witte parece ser uma ótima DJ. Não conhecia, mas adorei o que ouvi. Um techno encorpado. Vou procurar. Obrigado Justin Timberlake por não autorizar a transmissão e me permitir conhece-la.

sábado, 29 de março de 2025

ACHADOS DA SEMANA: Pentagram, Pullovers e Evinha

Pentagram 
A banda vai tocar no Brasil e decidi ouvir. Curiosamente, já tinha assistido o espetacular documentário sobre o vocalista/líder Bobby Liebling, mas não lembrava de me debruçar sob os discos. Peguei o Relentless (lançado em 1993, mas com gravações de 1982) e achei espetacular. Sabia que ele era influente dentro do cenário doom/stoner/sludge, só não contava com canções tão poderosas. Timbragem corrosiva e grave, riffs monstruosos e envolventes, performance orgânica…. Tá tudo ali. Adorei. Depois ouvi o First Daze Here, que contém gravações deles na década de 1970 e que revela que em termos de peso e densidade eles não estavam tão longe dos contemporâneos do Black Sabbath. Ouçam. 

Pullovers 
Tudo Que Eu Sempre Sonhei (2009). Na época que saiu não fui pego pelo misto de tristeza, ironia e humor das letras, mas a banda lançou um novo álbum e decidi revisitar o álbum, compreensivelmente querido por muitos, visto que aquilo mesmo que me incomoda, também demonstra carisma e aproximação com o público. Sonoramente é um indie rock bem polido, sem grande criatividade, mas redondo, inclusive na performance e gravação.

Evinha 
Cartão Postal (1971). Esse álbum já tinha ganhado um status cult há algum tempo, mas agora tá na crista da onda por conta dos samples presentes no disco do BK. É uma preciosidade pop, com direção musical do Lindolfo Gaya, a voz cheia de ternura da Evinha e um repertório primoroso assinado por nomes como Roberto & Erasmo, Marcos & Paulo Valle, Taiguara, Beto Guedes, dentre outros.

sexta-feira, 21 de março de 2025

ACHADOS DA SEMANA: Earth Crisis, Eric Clapton, Superguidis e Green On Red

Earth Crisis
A banda esteve pelo Brasil e dei uma revisitada no Destroy The Machines (1995), um clássico do metal/hardcore straight edge (1995), sendo que eles oferecem tudo que os gêneros pedem: riffs nocauteantes, sonoridade robusta e agressividade interpretativa. O show deve ser foda. Me contentei em ouvir na academia puxando ferro.

Eric Clapton
Vi um vídeo em que o Biofa comentou que o From The Cradle (1994) representava o auge do Eric Clapton enquanto guitarrista. Um exagero, mas entendo que o Clapton tava com fome de guitarra. Foi seu disco lançado após o enorme sucesso do unplugged, fazendo com que ele buscasse sua origem num repertório clássico de blues, dando margem a um desempenho faiscantes na stratocaster. Sua voz, por sua vez, me soou muito “branco britânico emulando um venho negro americano”, até porque é isso mesmo. Vale conferir com atenção e roubar alguns licks (que ele provavelmente roubou de alguém).

Superguidis
Ao que consta, a banda andou fazendo show de reunião. Motivo suficiente para eu desenterrar o Superguidis (2006), quase 20 anos após o lançamento (impressionante!). Não deixa de ser um clássico do indie rock brasileiro e do rock gaúcho. É positivamente tosco (em performance e gravação) e carismático nos textos. Divertido. É o Pavement brasileiro.

Green On Red 
Gravity Talks (1983). Sei lá o porquê de estar com esse álbum salvo no Spotify, mas estava. É uma psicodelia em meio a cena punk. Tem algo de power pop também, remetendo a um Big Star sem arrojo. Fora o destaque dado aos teclados (mais setentistas que oitentistas). Lembrando que a banda era liderada pelo Dan Stuart. Maneiro.

segunda-feira, 17 de março de 2025

TEM QUE OUVIR: Beethoven / Berliner Philharmoniker / Herbert von Karajan: Symphony No.5 (1963)

Eis um leigo falando de música erudita. Mas sou leigo em tudo, então devo estender meu atrevimento a outros campos. E como já mencionei aqui no blog quando escrevi sobre os registros da Variações Goldberg do Bach feitas pelo Glenn Gould, sempre me incomodou os álbuns de música erudita não estarem nas matérias de "discoteca básica". É música, é fonograma, é relevante e é cultura pop. Duvida? Ouça os primeiros segundos presentes na quinta 5ª Sinfonia do Beethoven e tente me desmentir. Enquanto álbum, a clássica - em mais de um sentido - gravação da Filarmônica de Berlin, sob regência do Herbert Von Karajan e com lançamento pela Deutsche Grammophon é uma recomendação recorrente.


Sendo a 5ª sinfonia em meia aos 9 emblemáticas obras escritas pelo Beethoven, ela se tornou um símbolo da música erudita. Ou se preferir, música clássica, visto que ela se enquadra ao período do classicismo, embora também seja possível aponta-la como uma das obras de transição para o romantismo. A obra foi escrita entre os anos de 1804 e 1808.

Se a Filarmônica de Berlin parece ser naturalmente pleiteada de carregar o bastião do compositor alemão, por sua vez o maestro Karajan foi para muitos o grande maestro do século XX. Ambos são donos de destreza, magnitude, exuberância e rigidez técnica para tal empreitada.

Embora todos reconheçam a primeiras notas do primeiro movimento da sinfonia - e desculpem minha limitação, mas não consigo dissociar de um tremendo riff de heavy metal, tamanha sua força sônica -, a experiência de ouvir com a devida atenção é sempre impactante. E vale dizer que, embora seja uma gravação da década de 1960, seu registro é esplendoroso. Mérito da regência, da execução, da captação, da acústica e da obra em si, pensada de modo que funciona organicamente na arte de combinar sons. Um começo denso, dramático e de alternância emotiva de dinâmica.

A beleza do segundo movimento apazigua o ouvinte, quase como uma chegada triunfante ao paraíso após enfrentar a morte. As trompas em alguns momentos remetem a uma marcha fúnebre (embora de ar esperançoso). É um hino. Vale aqui dizer que essa foi a primeira sinfonia do Beethoven em tonalidade menor.

O terceiro movimento é o mais curto e também menos impactante, parecendo revistar o tema inicial. Ainda assim, não sou maluco de não me impressionar com as cordas, sejam elas contrabaixos, violoncelos, violas ou violinos, cada um ocupando seu espaço na orquestração com maestria. As madeiras (flauta, oboé, clarinete, fagote) também estão em perfeita interação majestosa. Fora os enormes tímpanos. Retiro o que disse, ela é extremamente impactante!

O desfecho triunfante com o quarto movimento deveria ser capaz de levantar a plateia de um teatro (isso se esse ambiente não fosse tão passivo). Uma enormidade em forma de criação e performance. A palavra é um clichê, mas dado seu caráter quase sacro - se não religioso, sem dúvida artístico -, devo reforçar que ele é capaz de causar arrebatamento. Impressionante.

Agora, mais importante que qualquer consideração minha, é todos ouvirem esse álbum com disposição, além de mente e coração aberto. Sua enormidade abraça o ouvinte e é convidativa, por mais que muitas vezes seja cercada de prepotência de quem não as deve deter.

quinta-feira, 13 de março de 2025

ACHADOS DA SEMANA: Mad Professor, Wolfmother, James Brown, John Fogerty e Popol Vuh

Mad Professor
O mestre do dub andou tocando pelo Brasil. Não fui vê-lo, mas nada me impediu de ouvir o Dub Me Crazy!! (1982), clássico do gênero. Tá tudo ali. É uma tremenda mixagem. Criativo, imersivo e instigante. Cada vez gosto mais.

Wolfmother
Surpreso que a estreia desse grupo está fazendo 20 ANOS (!!!). Lembro quando saiu. Não vou mentir que eu, então com 14 anos, achei muito legal. Adora o clipe de “Dimension”. Depois passei a considerar muito pastiche e abandonei a banda. Mas reouvindo agora, tem sua graça. De certo modo, passei até a entender a molecadinha que gosta de Greta Van Fleet. Álbum divertido, com toques de Grand Funk e Black Sabbath. Deve ter sido a primeira vez que ouvi falar em stoner. Enquanto alguns foram pro Arctic Monkeys, eu assumo que tava mais pro Wolfmother.

James Brown
Vi uma entrevista com o Paulinho Guitarra em que ele diz que o Tim Maia deu o The Popcorn (1969) do James Brown pra ele tomar como base para o que viria a fazer. Fui ouvir e entendi tudo. É um álbum instrumental, onde a guitarra do Jimmy Nolen tá na cara, não só através das bases, mas também de bons solos. Vale dizer que ele tem sido um guitarrista que finalmente vem ganhando seu devido valor. Recentemente a revista Rolling Stone até o colocou entre os 20 maiores nomes do instrumento. Agora, vale apontar uma questão bem específica: interessante como guitarristas de funk dão preferência a stratocaster sendo que o Nolen usava uma semiacústica. Nesse sentido acho que o Nile Rodgers renovou a linguagem do instrumento no estilo à partir dele para até então.

John Fogerty
Centerfield (1985). O tal disco de volta do Fogerty. E ele parte justamente de onde parou. Incrível como o álbum tem a polidez oitentista, mas sem soar datado. É acima de tudo orgânico. Impressionante também como ele sabe tudo de rock n’ roll. Isso engloba a forma que ele enxerga a canção, mas também suas linhas de guitarra e performances vocais. O fato dele ter tocado todos os instrumentos é absurdo. Um professor do rock.

Popol Vuh
Saiu um novo Nosferatu, que ainda não vi. Mas revi o primeirão (do Murnau) e amei. Lembrei da versão do Herzog, o que me levou à trilha sonora produzida pelo Popol Vuh. É o típico disco que, por mais soturno que seja, gosto de ouvir pra dormir. Adoro como as faixas são construídas, os climas que são gerados. Um disco (obviamente) imagético.

segunda-feira, 3 de março de 2025

ACHADOS DA SEMANA: Capiba, Luiz Caldas, Jorge Aragão e Archers Of Loaf

Atrasado por conta do Carnaval.

Capiba
O Carnaval começou. Blocos se espalham pelo Brasil, cada vez mais brancos, puramente mercantil e com enfoque na "curtição" em detrimento da cultura popular (disso isso sem qualquer moralismo). Com isso, pra aproximar minha filhinha de uma sonoridade carnavalesca, Capiba, compositor recifense referência em frevo, foi uma excelente pedida. No Spotify tem um álbum chamado 25 Anos de Frevo (1959) repleto de saborosos e coloridos arranjos. Bote pra tocar e vá brincar com seus filhos.

Luiz Caldas
A axé music está sendo celebrada por seus 40 anos. Essa idade se deu pelo lançamento do Magia (1985), primeiro álbum a se enquadrar no gênero que fez enorme sucesso comercial. Embora simpatize e reconheça o enorme talento do Luiz Caldas, confesso que nunca parei pra ouvir seus discos. Senti que era a deixa. Fiquei surpreso com a qualidade instrumental. É o Luiz Caldas nas guitarras? É o Cesinha na bateria? Não achei a ficha técnica. Tem bons reggaes e a quase progressiva “Tilintar”. Adorei.

Jorge Aragão
Tenho a impressão que Jorge Aragão está cada vez mais popular (não que ele já não fosse). Ou ao menos mais popular na minha bolha. Todavia, confesso que ele nunca orbitou minhas predileções. Mas o Tônico Manoel falou bem do álbum A Seu Favor (1990) e eu fui ouvir. Tenho que ser honesto e assumir que não é minha praia. Os timbres polidos (com direito a teclados e baixo de 6 cordas) parecem ter envelhecido mal. Ainda assim, é interessante notar como tudo que está aqui viraria tendência no mais popular pagode noventista. As composições são muito bonitas (liricamente e melodicamente), mas a voz do Jorge - dona de um melancolismo quase inseguro, chegando a semitonar - não me cativa. Acontece.

Archers Of Loaf
Icky Mettle (1993). Pra quebrar o clima de carnaval, um celebrado álbum do indie rock noventista. Tenho para mim que ele soa como se o Pavement fosse emo. É bacana.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

ACHADOS DA SEMANA: O Rappa, George Benson, Gary Moore e Shelter

O Rappa
Lado B Lado A (1999) e O Silêncio Que Precede o Esporro (2003). Lembram quando esses discos saíram? Por anos eles desfrutaram de grande prestígio. Décadas se passaram e parece que ninguém mais da bola. Inclusive o Falcão, de boa pinta, se tornou um saco irrelevante artisticamente. Marcelo Yuka morreu e levou os méritos com ele. Dito isso, só agora senti que era o momento de ouvir os discos. É sério! Sempre achei os hits chatíssimo, de modo que o único álbum que conhecia era o Rappa-Mundi (1995, que não chego a gostar, mas fez parte da minha infância, então guarda um pingo de afeto). Voltando ao Lado B, jurava que ele era produzido pelo Tom Capone, mas foi pelo Chico Neves e contém colaboração do Bill Laswell. Ambos merecem muito do mérito pelo sucesso disco, já que sua sonoridade (robusta e de graves profundos) é das melhores qualidades dele, isso junto de uma cozinha (Yuka e Lauro Farias) completamente alinhada/consistente/poderosa/cheia de groove. Tem bons arranjos também. Dito isso, as composições, mesmo quando bacanas, não fazem minha cabeça. Já O Silêncio (esse sim com produção assinada pelo Tom Capone), confesso que sequer consegui escutar inteiro. Chato pra cacete. Aqui o Falcão começa com suas vocalizações insuportáveis. Sequer os arranjos e a produção motivaram a audição. Resumidamente: não perdi grande coisa e tá justificada a queda de prestigio.

George Benson
Tenho a tendência de alimentar minhas audições guitarristicas quando vou deitar. Dias desse peguei o Bad Benson (1974) e não consegui dormir. Ele está incontrolável. Como pode uma mente e dedos tão velozes (e limpos da execução)? É cada improviso. Brilhante!

Gary Moore
Back On The Streets (1978). Estreia solo desse espetacular guitarrista. Fui ouvir já prevendo reforçar a minha tese de que ele é um dos guitarristas mais influentes do rock. Se nessa época ele soava singular, anos depois era possível perceber muitos que saíram da sua linha (do John Sykes ao Joe Bonamassa passando pelo Zakk Wylde). Esse disco é bem lugar, intercalando momentos mais hard rock com outros de jazz rock. Demais!

Shelter
Eles nunca fizeram a minha cabeça, mas tocaram recentemente no Brasil e isso despertou minha vontade de ouvir o Mantra (1995), clássico da banda. A verdade é que a temática Hare Krishna é o grande diferencial do grupo. Sonoramente acho que, de alguma forma, eles fazem uma ponte com o new metal. É bacana.