Rollins Band
The End Of Silence (1992). Não sei qual foi a impressão que esse disco causou na época, visto que ele tem uma carinha de “surfada na onda do momento”, algo que, verdade seja dita, o Henry Rollins pode fazer, já que foi um dos que começou/inspirou muito do estava em voga no período. Isso posto, passado mais de três décadas, essa mistureba de Helmet com Faith No More soa bem legal. Vale dizer que a produção é do Andy Wallace. Que som de baixão!
Chucho Valdés
Live At The Village Vanguard (2000). Aqui está a magia do virtuoso pianista cubano Chucho Valdés de fazer com que toda a complexidade latina do jazz soe convidativa aos ouvidos. Ele não economiza notas. É uma rajada, uma quebradeira solar. Quem toca (principalmente) bateria deveria dar uma atenção extra. Jazz pra estudar, contemplar e, até mesmo, pra deixar rolando em segundo plano em encontro com amigos.
Aniceto & Campolino
O Partido Alto de Aniceto & Campolino (1977). Esse disco - que salvei sabe-se lá por qual motivo -, surpreendeu ao apresentar para mim uma nova ideia de partido alto. Não é o samba do morro, é o samba rural. Tem até viola caipira em alguns momentos. O garfo e prato também surge enquanto instrumento. Embora seja um registro documental, vale ouvir pela beleza e alegria das canções em si, que transcendem qualquer peculiaridade mistificada.
Brincando de Deus
Recentemente rolou uma “discussão de twitter” sobre “novas bandas de nomes estranhos” do cenário indie/alternativo. Uma bobeira, já que vários desses grupos são ótimos. Mas, ao menos serviu para eu lembrar do Brincando de Deus, que não faria feio atualmente nem pelo nome e muito menos pelo som, que envelheceu muito bem. É um dream pop/shoegaze que pode ser colocado ao lado dos contemporâneos internacionais. Fica a recordação para o ótimo disco Better When You Love (Me) (1994).
Fábrica Ritmos (1992)
Compilação muito legal do início do funk (carioca) brasileiro. O groove do miami bass ainda era a base do gênero, embora ele já apresente uma malemolência própria. Tem sample bem legais (Afrika Bambaataa, Prince?, Beastie Boys? o narrador Silvio Luiz?). É divertido, inventivo, engajado, preconceituoso… é uma bagunça. Acho maneiro!

