PAÍS DO BAURETS
terça-feira, 25 de agosto de 2026
TEM QUE OUVIR: Dolly Parton - Jolene (1974)
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
ACHADOS DA SEMANA: The Who, Quito Ribeiro, Facção Central e Acid
The Who
Preciso assumir algo que só vai me desabonar: não sou grande fã do The Who Sell Out (1967). Nunca fui. Entendo suas inovações formais e conceituais, mas acho seu desenvolver confuso (não por complexidade, mas por “não decolar”). Claro, tem grandes faixas, mas me refiro a experiência como um todo. Sinto também que os arranjos “não cabem” na produção. Isso posto, The Who é maravilhoso e foi bom reouvir o álbum, nem que seja pra reafirmar que ele não está entre meus prediletos da banda.
Quito Ribeiro
Uma Coisa Só (2007). Embora tenha quase 20 anos, esse álbum soa dentro da contemporaneidade da música brasileira. Quito é um compositor de prestígio, o que levou a contar com a colaboração de muita gente talentosa nessa sua estreia. Tem Domenico, Kassin, Davi Moraes, Pedro Sá, Moreno Veloso, Daniel Jobim… resumidamente, aquela alta casta já conhecida por todos. Atente-se às texturas da produção (por vezes oriunda do dub), arranjos (principalmente das percussões) e composições em si. É bem bacana.
Facção Central
Por conta de um vídeo de humor que me deparei no Instagram, fui instigado e revisitar esse grupo histórico do rap nacional que, confesso, não escutava há muito tempo. Lembro que quando criança ouvia muito na casa de um amigo, assim como as coletâneas da Espaço Rap, que também tô querendo revisitar. Voltando ao Facçao Central, impressiona como as canções não perderam a força. É uma poética dura, melancólica, feroz. Muito mais que quaisquer “limitações técnicas”, fica a energia e dramaticidade das composições e interpretações.
Acid
Maniac (1983). Discão do segundo (ou terceiro?) escalão da NWOBHM. Vire e mexe pego algum desses “clássicos” do heavy metal pra revisitar. Bom pra ouvir no banho, tomando uma cerveja, antes de ir pra um show (cada um com sua alegria, não julgue). Interessante como a banda soa como um Motörhead com menos peso e com um vocalista que lembra o Geddy Lee no início. Se essa descrição te empolga, vá em frente!
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
TEM QUE OUVIR: Morrissey - "Viva Hate" (1988)
terça-feira, 18 de agosto de 2026
TEM QUE OUVIR: Discharge - Hear Nothing See Nothing Say Nothing (1982)
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
ACHADOS DA SEMANA: Television Personalities, Ahab, Selena e Bill Haley
Ahab
The Call Of The Wretched Sea (2006). Não sei o porquê de ter salvo esse disco, mas fui dar uma busca e li sobre ser um álbum de “funeral doom metal”. E eu achando que o doom já era fúnebre por natureza. O trabalho apresenta exatamente o que se propõe: peso, ritmo arrastado e climas sombrios. Dentro desses parâmetros, beira o épico (no bom sentido, sem cafonice). O gutural do vocalista é do quinto dos infernos e há timbres impressionantemente grandiosos e graves. Tem cada riffão! É muito bom, mas tem que tá aberto pro inferno astral.
Selena
Amor Prohibido (1994). Já tinha visto circular esse álbum em algumas postagens sobre a música pop latina. Mesmo desconfiado, decidi ouvir. Não é que achei muito legal! Tem elementos da cumbia, do pop norte-americano, guitarra shred, algo que prevê o forró eletrônico atual, bons arranjos, produção colorida, performance vocal agradável, versão pra clássico dos Pretenders… Impressionante! Muito mais interessante que qualquer coisa que a Shakira fez. Ouçam sem preconceito.
Bill Haley
Bill Haley Presents Lee Jackson (1976). Como assim o Bill Haley tem um disco de rock gravado com músicos brasileiros (o tecladista é o Marcos Maynard) e influência da música brasileira?! E é legal pra caramba! Raul Seixas deve ter ouvido e pensando “fiz tudo certinho”. Não é samba rock, é rock samba! Vale dizer que é um álbum de regravações, com direito a clássica “Rock Around The Clock” com solo de “Brasileirinho”! É bizarro, mas é divertido também.
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