segunda-feira, 14 de setembro de 2026

TEM QUE OUVIR: Violeta de Outono - Violeta de Outono (1987)

A década de 1980 foi o período de solidificação do rock alternativo por todo o mundo, não sendo diferente no Brasil. Ao mesmo tempo que grupos como Blitz, Legião Urbana e RPM chegavam ao estrelato, o estilo se sustentava em pequenas cenas, movidos por fanzines, selos independentes, casas undergrounds, além, é claro, de grupos de menor alcance comercial, mas prestígio por seus trabalhos de ruptura em meio a pasteurização da indústria. Não é bairrismo apontar São Paulo como o grande celeiro do rock alternativo brasileiro. Dentre tantos grupos que merecem um espaço no Tem Que Ouvir deste humilde blog, o Violeta de Outono tem um apelo pessoal especial.


Diferente de outros grupos, o Violeta não teve como berço a USP ou redação da BIZZ. Era uma banda de operários da música, que já haviam passado por outros projetos, e concentraram à criação num grupo que transcendia as estereotipias do período. O pós-punk típico do período estava lá, mas também ecos psicodélicos e progressivos sessentista que, naquele período, era visto com maus olhos por uma geração que, ao querer se desprender do passado, criou novas normas para ser refém. Por exemplo, é difícil pensar em outro grupo daquela cena fazendo uma versão para Beatles, ainda que a música escolhida fosse a vanguardista "Tomorrow Never Knows". Aqui ela revela a excelência do grupo.

Fabio Golfetti é o grande personagem à frente do trio, completado por Cláudio Souza (bateria) e Angelo Pastorello (baixo). Com referências que iam de Pink Floyd, Gong e Terje Rypdal, ele driblou suas limitações vocais com letras delirantes que criam paisagens mentais, além de uma proficiência guitarrística latente. Sua voz tímida e pequena ganham amplitude através de reverbs espaciais. Na linda "Declínio de Maio" isso fica nítido. Vale notar que nela a psicodelia encontra a rigidez rítmica e os violões do The Cure. Atenção para a técnica de glissando oriunda do Daevid Allen no início do solo de guitarra.

Mas é "Outono" que abre o álbum, de forma muito mais direta e próxima de seus contemporâneos. É um pós-punk maduro e, vale dizer, até mesmo de maior acabamento técnico quando comparado aos conterrâneos. Há algo tanto de Smiths quanto de Echo & The Bunnymen em seu alicerce instrumental.

É interessante como a acústica "Faces" se aproxima mais dos experimentalismos do Pink Floyd que das canções ao violão da Legião Urbana. Não é música pra acampamento!

De ritmo ritualístico e notas de guitarras agindo como um drone, é fácil reconhecer em "Luz" a vanguarda para sonoridades presentes do rock alternativo brasileiro (mundial) contemporâneo, vide Boogarins e Bike. A canção cresce com vigor e textura. Maravilhosa.

O rudimento na caixa de bateria em "Dia Eterno" é a sinalização pra um clássico do rock nacional. A letra alucinante não chega a lugar algum, dando uma sensação flutuante, mesmo diante de um ritmo veloz típico do pós-punk. O solo de guitarra do Golfetti é dos mais emblemático do período. Melódico e e etéreo. 

O disco ainda guarda nas mangas a densidade contemplativa de "Noturno Deserto" (com tremenda performance de todos) e "Sombras Flutuantes", a mais longa do disco, que como bem o nome leva a crer, é um delírio sônico. Impressiona os timbres que o Golfetti tirava já naquele período. 

Embora tenha fica sempre restrito a um nicho de admiradores, o Violeta de Outono sempre passou ileso pelos altos e baixos do rock nacional oitentista. Não são muitos que conhecem esse disco, mas é cada vez maior aqueles que cultuam.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Elis Regina, Detrito Federal, Língua de Trapo e The Hidden Cameras

Elis Regina
A entrevista com o Roberto Menescal no Roda Viva desta semana me fez relembrar o clássico álbum da Elis Regina lançado em 1972. Com produção do Menescal, o disco foi um dos que mais vendeu da Elis. Não por acaso estão nele inúmeros clássicos, vide “20 Anos Blue”, “Bala com Bala”, “Mucuripe”, “Águas de Março”, “Cais” e “Casa No Campo”. Maravilhoso.

Detrito Federal
Tanto se fala no punk de Brasília que fui ouvir essa banda de excelente nome. Lembro na adolescência de um amigo ter o disco (o da clássica capa amarela), mas acho que não cheguei a escutar na época, então fui ouvir agora. Achei que seria uma demonstração de atitude e peso em detrimento ao “punk” do Capital Capital. É mais “urgente” mesmo, mas ainda é uma bobeira mais tosca que exitosa. Longe de mim querer ser bairrista, mas fiquem com punk de São Paulo mesmo. 


Língua de Trapo
Daquelas bandas que ouço falar desde sempre, mas que não me animava em ouvir com maior atenção. Mas caí no Língua de Trapo (1982) e dei uma chance. É o que eu imaginava: uma piada que perdeu a graça. Nada contra, é bacaninha, mas nesse sentido de equilibrar humor e uma reflexão/elaboração sobre a canção popular, o Premê faz muito mais minha cabeça (pra não falar do Grupo Rumo, que aí é outra categoria). Na época devia ter um frescor mesmo, mas ele não se conservou.


The Hidden Cameras
Estou involuntariamente em audição de grupos que desviaram daquela ideia heteronormativa do indie rock 00’s. Dessa vez cheguei por acaso no The Smell Of Our Own (2003), álbum de sonoridade grandiosa. Acho que eles mesmos chegaram a afirmar ser um “som de missa gay”. Faz total sentido. Uma pérola do indie pop.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Mike Stern, Rainbow, Derek Bailey & Dave Holland e Alberta Hunter

Mike Stern
Odds Or Evens (1991). Vi a Juvi falando sobre esse disco ser um de seus prediletos de guitarra fusion. Gosto muito do Mike Stern, mas não lembrava ter escutado, então assim fiz. Ele já tem uma produção bem mais polida/cristalina, o que pro gênero não é um problema.

Rainbow
Desde aquele encontro do Blackmore com o Deep Purple, voltei a ficar obcecado pelo guitarrista, o que fez com que eu chegasse a discos que nunca dei grande bola. E sendo franco, Down To Earth (1979) passa longe da atrocidade que muitos falam. Bem mais comercial e inferior aos anteriores (normal, 97% do rock é inferior ao Rising), mas com ótimos momentos.

Derek Bailey & Dave Holland
Improvisations For Cello and Guitar (1971). Registo ao vivo lançado pela ECM. Seu nome é descritivo. Agora, o resultado sou eu que aviso: não é nada convencional. É um trabalho de experimentação. Esqueça forma, harmonia e melodia. Tem momentos que até confunde o quê é o quê, com as cordas tensionando próximo do limite. Eu me interesso pela ideia do improviso, mas assumo que não é prato pra toda hora. Vá por sua conta em risco.

Alberta Hunter
Amtrak Blues (1980). Fui procurar algo de blues que fugisse da guitarra - uma recorrência auditiva minha - e caí nesse excelente disco. Que cantora! Grande voz e carisma. Fora que esse blues que flerta com o jazz tradicional é de charme único. Uma beleza! Prepare uma bebida e divirta-se.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

TEM QUE OUVIR: Marina - Fullgás (1984)

Quando o assunto é o rock brasileiro dos anos 1980, existem algumas verdades inquestionáveis. Uma é que há clássicos inegáveis do gênero - pra não dizer da música brasileira como um todo - vide Cabeça Dinossauro, Selvagem? e Dois, só para citar os mais óbvios. Todavia, mesmo esses, envelheceram mal aos olhos de um público que os vê como "rock de conservador de meia idade". Isso passa não somente pelos artistas, mas principalmente pelo público que formaram. Com isso, não espanta uma juventude, por ranço, virando as costas para esse período do rock brasileiro. Curiosamente, vejo o oposto ocorrendo com a Marina Lima.

Se na virada do milênio minha geração praticamente ignorou sua obra, agora ela voltou a ter o prestígio que merece, afinal, estamos falando de uma das interpretes mais elegantes do pop brasileiro. Nem mesmo suas limitações vocais atuais e lançamentos esquecíveis são capazes de tirarem Fullgás (1984) do centro da discussão do pop rock brasileiro.

Filha de economista e irmã do poeta Antônio Cícero, Marina passou parte da infância e juventude nos EUA. Juntando isso ao seu amor pela MPB, fermentou-se um caldo cultural diferenciado.

Embora com alguns bons discos e sucessos na bagagem, Fullgás, seu quinto álbum, escancarou a artistas aos olhos do público. Vale lembrar que ele foi lançado antes dos maiores clássico do tal BRock e do primeiro Rock In Rio. Sua produção é assinada pelo João Augusto. 

O super hit "Fullgás" abre o disco já elevando os padrões do pop nacional. A letra do Antônio Cícero é poeticamente charmosa. Há um clima de suspense irresistível na construção harmônica e timbristica, sendo interessante perceber que seu arranjo é basicamente eletrônico, com bateria programa e sintetizadores (do Ricardo Cristaldi) em primeiro plano. Como elemento "humano" há a antológica linha de baixo do Liminha, com direito a fantástico solo no final. Clássico!

"Pé Na Tábua" não deixa o balanço cair. O baixo do Pedro Baldanza é um espetáculo. Faixa curtinha de leveza pop que muito lembra as rádios e novelas do período.

Ainda no campo da ficha técnica, vale notar Lobão e Sérgio Della Mônica em colaboração na construção rítmica de "Pra Sempre e Mais Um Dia", canção de caminho melódico elegante. Mesmo de voz "pequena", Marina dá a interpretação precisa para a canção.

Se a década de 1980 foi a década de synthpop, então podemos dizer que o gênero tem seu representante brasileiro de alta estatura através de faixas como "Ensaios de Amor" e "Nosso Estilo". Por sua vez, a new wave, que chegou como uma euforia de plástico que logo perdeu a graça, tem em "Mesmo Que Seja Eu" o astral pop na medida.

Lobão volta apareceu enquanto compositor e baterista no hit atemporal "Me Chama". Um canção enigmática, que na voz da Marina soa belíssima, noturna e sexy. Sua rouquidão frágil é irresistível.

Embora seja a mais datada do álbum, é interessante ouvir a construção sonora eletrônica do Lulu Santos em "Mais Uma Vez". Será que ele tava ouvindo Gary Numan?

Sofisticação e elegância prevalecem em baladas pop como "Mesmo Se o Vento Levou" e "Veneno". É o AOR/sophisti-pop brasileiro.

São muitas as artistas brasileiras atuais que atingiram sucesso comercial (financeiro), mas sem conquistar prestígio artístico. Marina conseguiu ambas as coisas naturalmente. Além disso, tem servido de influência direta para nomes como Mahmundi e Júlia Mestre. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Leo Peracchi e Sua Orquestra, Scissor Sisters, I Shot Curis e The Durutti Column

Leo Peracchi e Sua Orquestra 

Exaltação Ao Baião (1956). Como bem explicita a capa do disco, aqui há uma interpretação das composições do Humberto Teixeira. É uma visão orquestrada/“erudita” (ou universal) do baião. Deste modo, é não somente um álbum lindo, mas também um documento cultural. Quem se interessa por arranjo vale dar uma atenção extra.


Scissor Sisters

Scissor Sisters (2004). Lembram quando isso era tido como uma novidade? E lá se vão mais de 20 anos. Que fim levou hein? É um pop rock bacana, principalmente por seu toque glam e balanço disco. A estética gay diante do padrão heteronormativo do new metal também revelava frescor.


I Shot Cyrus

Tiranus (2003). A banda andou fazendo show recentemente e empolguei a relembrar esse clássico do hardcore brasileiro. Um atropelo barulhento e descontrolado. É disso que gostamos. Perfeito pra ouvir na academia.  


The Durutti Column 

Esse mitológico grupo liderado pelo guitarrista Vini Reilly lançou álbum novo. Fui então dar uma atenção especial para alguns de seus discos antigos. A começar pela clássica estreia The Return Of The Durutti Column (1980), que nem considero dos mais instigantes, mas que surpreende ao não parecer com nada que havia no período. São peças de guitarras em cima de pequenos movimentos eletrônicos. Se for pra colocar em algum gênero, acho que seria o chill-out. Há um fluxo de consciência que se assemelha ao que aconteceria se o Robert Fripp e o Bill Frisell se encontrassem. Ultra recomendado para fanáticos por diferentes linguagens na guitarra. A sequência com o LC (1981) parte do mesmo princípio, mas aqui já criando temas mais fixos e timbres mais “etéreos”. Interessante perceber que o que aqui soa como invenção, virou uma escola de guitarra na década de 1980. Dá pra visualizar Johnny Marr, John Frusciante, Thurston Moore, Edgard Scandurra, dentre outros, bebendo dessa fonte. Fora as inúmeras bandas de dream pop. Curioso. Já no Without Mercy (1984) percebo uma evolução composicional, aproximando as guitarras da música minimalista e erudita contemporânea, por vezes até as tirando do primeiro plano. Dá pra dizer que rola um experimentalismo eletrônico abstrato (na falta de uma definição melhor). Álbum delicioso, soturno e delirante. Impossível para mim ignorar um disco chamado The Guitar And Other Machines (1987), onde, como só poderia chegar, a guitarra do Vini se soma a elementos eletrônicos. Há neste momento suas primeiras grandes distorções, bem com aquela timbragem oitentista, embora com uma linguagem e fraseado próprio. Ótimo exemplo da aproximação da música minimalista com a eletrônica. Muito legal. Pra finalizar (ao menos por enquanto), ouvi ainda o Vini Reilly (1989), talvez seu auge, onde ele tá ainda mais técnico, dramático e criativo. Aqui surge mais o violão, além de canto lírico. Álbum lindíssimo! Tá confirmado, eis um dos grandes

grupos da década de 1980 e um dos guitarristas mais subestimados da história.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

TEM QUE OUVIR: Dolly Parton - Jolene (1974)

Por mais que a música country seja um gênero peculiarmente restrito a cultura norte-americana - onde atingiu grande adesão popular, sendo no resto do mundo apenas um segmento de nicho - Dolly Parton é daquelas personalidades que transcendem o estilo, sendo Jolene (1974) muito responsável por isso.


Com um cabelo imponente que elevava sua baixa estatura, maquiagem burlesca e roupas típicas de uma princesa do campo, ela criou um demarcador estético reproduzido até hoje por nomes como Miley Cyrus e Sabrina Carpenter (exemplos que migram para além da música country).

O enorme sucesso "Jolene" abre o disco revelando a destreza interpretativa de Dolly, dona de vibrato característico, atingindo notadas agudas confortáveis para seu timbre (ao contrário de tantos que interpretaram a canção) e enorme capacidade narrativa ao tratar com admiração a amante "de seu homem". Destaque ainda para sua melodia com traços medievais e violão de dedilhado complexo. Não por acaso a canção virou um standard da música country, tendo sido regravada do White Stripes à Beyoncé.

Apresentado já na capa, o álbum guarda outro enorme sucesso: "I Will Always Love You". É verdade que foi a versão da Whitney Houston que jogou canção a níveis estratosféricos, mas a força já estava em Dolly. Fora que seu arranjo orgânico e a doçura contida na interpretação original envelheceu muito melhor. Vale lembrar que ambos os hits são de autoria da Dolly, demonstrando que ela não era uma marionete da indústria, mas uma artista de voz ativa. Inclusive, "I Will Always Love You" aborda seu rompimento com o Porter Wagoner, personalidade da TV norte-americana, que ajudou na difusão da música country e que tinha Dolly como sua pupila.

Eu sou um fanático pelo trabalho de cordas presente na música country, sendo que "When Someone Wants To Leave" expõe essa qualidade. Violão, slide e pedal steel amarrados com esmero. Bumbo no tempo forte, chimbal ditando o ritmo, levada na caixa em sua metade final e thumping bass completam o arranjo. Vale ainda se atentar a letra, que poeticamente trata com naturalidade o fim de um relacionamento. Para nós brasileiros, acostumados aos melodramas do sertanejo, é interessante analisar culturalmente esse aspecto dentro da música country.

É um destaque à parte o pedal steel do lendário Pete Drake em "Highlight Of My Life". Aqui há um template de como captar e construir um arranjo de country. Que sonoridade!

Em "Randy" as guitarras se entrelaçam com a voz de Dolly numa performance cheia de personalidade e carisma. Tremenda canção!

A melancolia de "Lonely Comin' Down" recebe contornos de arranjo e dinâmica épicos se comparado as outras canções deste disco. Beira o cinematográfico. Vale dizer que à composição é uma parceria com o Porter Wagoner.

Destaque ainda para a paisagem rural glamorosa construída na aconchegante "River Of Happiness"; o clima rock n' roll na excelente balada "Early Morning Breeze", o refrão choroso de "Living On Memories Of You" (mais um show de guitarras e belo uso de gaita no arranjo); e a caipirice adorável de "It Must Be You".

De curta duração - 10 faixas em 25 minutos -, Jolene é a concisão e excelência de Dolly Parton e, portanto, da country music. Um disco que ainda ecoa por suas canções e pela influência que deixou, seja na Shania Twain, Taylor Swift ou Kacey Musgraves.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

ACHADOS DA SEMANA: The Who, Quito Ribeiro, Facção Central e Acid

The Who

Preciso assumir algo que só vai me desabonar: não sou grande fã do The Who Sell Out (1967). Nunca fui. Entendo suas inovações formais e conceituais, mas acho seu desenvolver confuso (não por complexidade, mas por “não decolar”). Claro, tem grandes faixas, mas me refiro a experiência como um todo. Sinto também que os arranjos “não cabem” na produção. Isso posto, The Who é maravilhoso e foi bom reouvir o álbum, nem que seja pra reafirmar que ele não está entre meus prediletos da banda.


Quito Ribeiro 

Uma Coisa Só (2007). Embora tenha quase 20 anos, esse álbum soa dentro da contemporaneidade da música brasileira. Quito é um compositor de prestígio, o que levou a contar com a colaboração de muita gente talentosa nessa sua estreia. Tem Domenico, Kassin, Davi Moraes, Pedro Sá, Moreno Veloso, Daniel Jobim… resumidamente, aquela alta casta já conhecida por todos. Atente-se às texturas da produção (por vezes oriunda do dub), arranjos (principalmente das percussões) e composições em si. É bem bacana. 


Facção Central

Por conta de um vídeo de humor que me deparei no Instagram, fui instigado e revisitar esse grupo histórico do rap nacional que, confesso, não escutava há muito tempo. Lembro que quando criança ouvia muito na casa de um amigo, assim como as coletâneas da Espaço Rap, que também tô querendo revisitar. Voltando ao Facçao Central, impressiona como as canções não perderam a força. É uma poética dura, melancólica, feroz. Muito mais que quaisquer “limitações técnicas”, fica a energia e dramaticidade das composições e interpretações. 


Acid 

Maniac (1983). Discão do segundo (ou terceiro?) escalão da NWOBHM. Vire e mexe pego algum desses “clássicos” do heavy metal pra revisitar. Bom pra ouvir no banho, tomando uma cerveja, antes de ir pra um show (cada um com sua alegria, não julgue). Interessante como a banda soa como um Motörhead com menos peso e com um vocalista que lembra o Geddy Lee no início. Se essa descrição te empolga, vá em frente!