Embora com enorme atraso, eis que chegamos a "tradicional" lista de melhores do ano do País do Baurets.
Reconheço que citar mais de 100 discos de um único ano é exagero, ainda mais atualmente, onde tudo parece ser tão descartável (não enquanto obra, mas enquanto hábito de ouvinte). Todavia, não deixaria de postar algo bacana só para me enquadrar num número pré-estabelecido.
Apesar da grande quantidade de álbuns, fiz descrições pessoais e curtinhas (não são críticas, muito menos resenhas, são DESCRIÇÕES), justamente por entender que, embora as pessoas tenham sede de conhecimento, nem todos têm tempo/interesse/prazer de ouvir tantos lançamentos, muito menos de ler a minha irrelevante opinião sobre tais obras.
Mas tá aí, o trabalho sujo está feito. Com direito a uma faixa destaque pra cada disco (exceto nos "MELHORES DISCOS DO ANO", ao menos esses escutem inteiro).
Mais que uma crítica, esse post é um apoio para quem quer caçar uma novidade (e um HD externo para eu mesmo catalogar minhas audições/preferências).
Obviamente, muitos prováveis grandes discos ficaram de fora simplesmente por eu não ter tido acesso e/ou tempo de ouvir. No passado isso me causava angústia, hoje deixo rolar, conformado com a impossibilidade de ouvir tudo. De qualquer modo, se tiverem alguma grande indicação para fazer, é só colocar nos comentários.
Apesar da grande quantidade de álbuns, fiz descrições pessoais e curtinhas (não são críticas, muito menos resenhas, são DESCRIÇÕES), justamente por entender que, embora as pessoas tenham sede de conhecimento, nem todos têm tempo/interesse/prazer de ouvir tantos lançamentos, muito menos de ler a minha irrelevante opinião sobre tais obras.
Mas tá aí, o trabalho sujo está feito. Com direito a uma faixa destaque pra cada disco (exceto nos "MELHORES DISCOS DO ANO", ao menos esses escutem inteiro).
Mais que uma crítica, esse post é um apoio para quem quer caçar uma novidade (e um HD externo para eu mesmo catalogar minhas audições/preferências).
Obviamente, muitos prováveis grandes discos ficaram de fora simplesmente por eu não ter tido acesso e/ou tempo de ouvir. No passado isso me causava angústia, hoje deixo rolar, conformado com a impossibilidade de ouvir tudo. De qualquer modo, se tiverem alguma grande indicação para fazer, é só colocar nos comentários.
Separei tudo em ordem alfabética. Nacionais e internacionais, tudo misturado. Acho que assim fica mais fácil procurar algum lançamento específico. Todavia, como tem quem se interesse em saber as predileções nacionais, deixo aqui a menção honrosa aos discos do Antônio Neves, Antropoceno (o EP Terra do Fogo), BK, Budang, Bufo Borealis, Eliana Pittman, FBC, Gaby Amarantos, Renegades Of Punk, Stefanie, Thiago Amud e terraplana. Destrincho cada um deles mais abaixo. Vale ainda dizer que algumas descrições dos álbuns nacionais estão mais longas e detalhadas, visto que eram roteiros para vídeos que nunca saíram do papel.
Sem mais delongas, vamos para a lista:
Daqueles discos que bastou eu dar o play pra de imediato pensar “gostei disso!”. É um black metal na sua expansão mais atmosférica (no sentido da influência do shoegaze/post-rock) e estranhamente acessível, já que conta com riffs tão matadores (numa onda sludge) que é difícil não embarcar. E falando em riffs, vale dizer que os solos de guitarra também são um destaque (não somente no disco, mas no ano). As vocalizações são versáteis, embora nada tão facilmente convidativo. Adorei a produção, soando nem tão caótica como comumente acontece no gênero, mas também sem soar artificial. É abrasivo. Talvez o grande disco de blackgaze desde o Sunbather.
- Bad Bunny: DeBÍ TiRAR MáS FOToS
No cenário do reggaeton atual, o Bad Bunny sempre me soou acima da média. Curiosamente, comercialmente também é o maior artista do gênero, chegando agora no Brasil com enorme força. Dito isso, com esse trabalho - que saiu na primeira semana do ano e foi por mim o primeiro lançamento escutado de 2025 -, ele me deixou ainda mais entusiasmado. Tudo que faz do reggaeton um gênero pop (os ganchos, as batidas eletrônicas/dançantes, a latinidade, o calor, a alegria) se somam a tradição da música porto-riquenha, trazendo o ritmo da salsa via sonoridades orgânicas, ricas e maravilhosas. O álbum tem uma evolução criativa, intercalando o passado, o futuro e o presente numa dinâmica imprevisível (e ainda muito acessível). Não posso dizer que adoro sua voz, mas ela funciona dentro da proposta. Fora que sua interpretação carrega um caráter emotivo em alguns momentos, tratando principalmente o sentimento de perda. Já em outros, há uma sensualidade comum ao gênero. Vale ainda dizer que a mixagem é pesada e cristalina. Um álbum do pop latino tão em voga, mas com qualidades muito superiores ao que tem sido produzido. Não por acaso tem sido tratado como um clássico do gênero e retrato de uma época, ainda mais diante da política hostil do Donald Trump contra os imigrantes, principalmente os latinos. Até a capa já é emblemática. Levou o Grammy de álbum do ano.
No cenário do reggaeton atual, o Bad Bunny sempre me soou acima da média. Curiosamente, comercialmente também é o maior artista do gênero, chegando agora no Brasil com enorme força. Dito isso, com esse trabalho - que saiu na primeira semana do ano e foi por mim o primeiro lançamento escutado de 2025 -, ele me deixou ainda mais entusiasmado. Tudo que faz do reggaeton um gênero pop (os ganchos, as batidas eletrônicas/dançantes, a latinidade, o calor, a alegria) se somam a tradição da música porto-riquenha, trazendo o ritmo da salsa via sonoridades orgânicas, ricas e maravilhosas. O álbum tem uma evolução criativa, intercalando o passado, o futuro e o presente numa dinâmica imprevisível (e ainda muito acessível). Não posso dizer que adoro sua voz, mas ela funciona dentro da proposta. Fora que sua interpretação carrega um caráter emotivo em alguns momentos, tratando principalmente o sentimento de perda. Já em outros, há uma sensualidade comum ao gênero. Vale ainda dizer que a mixagem é pesada e cristalina. Um álbum do pop latino tão em voga, mas com qualidades muito superiores ao que tem sido produzido. Não por acaso tem sido tratado como um clássico do gênero e retrato de uma época, ainda mais diante da política hostil do Donald Trump contra os imigrantes, principalmente os latinos. Até a capa já é emblemática. Levou o Grammy de álbum do ano.
O já veterano e produtivo grupo continua a trazer ambição e experimentalismo para o indie rock através de um disco tão complexo quanto maduro. É tudo muito intrincado, dos ritmos passando pelos arranjos e escolhas timbrísticas. Cobre essa amálgama com a voz confortável da Satomi Matsuzaki. Vale dizer que algumas faixas me remeteram ao King Crimson oitentista (ou ao que faria o Beat se decidisse trabalhar num material inédito). Ouça “Ha, Ha Ha Ha, Haaa” e me diga se estou delirando. Excelente trabalho de guitarras (de todo instrumental na realidade). É progressivo, alternativo e funky. Fora que há comentários sociais pertinentes, só que embalados por uma sonoridade que consegue ser inventiva sem ser pedante. É muito êxito estético. Talvez por eles lançaram muitos discos, sua qualidade passou quase despercebida (por mais latente que seja). Adorei.
- Dijon: Baby
Meu contato com a obra do Dijon era distante. Mas quando o Justin Bieber lançou o SWAG, o nome do Dijon veio à tona e ele sabiamente colocou esse álbum pra jogo, decodificando assim uma redundantemente nova linguagem de neo-r&b/soul que há anos vem reverberando no cenário alternativo. Auxiliado pelo Mk.gee e o Pino Palladino (lendário baixista de impressionante interação com artistas contemporâneos), esse álbum traz um r&b expansivo, ora lo-fi, ora externamente pop. Adoro sua voz, assim como o colorido dos arranjos e da produção, que por vezes toma caminhos complexos de texturas e timbres. Ouso ao dizer que o Prince poderia assinar esse disco.
Embora com pouca repercussão, esse trabalho tinha tudo pra hypar. Uma das maiores vozes da música brasileira, cantando um repertório do Jorge Aragão e auxiliada por arautos da música brasileira contemporânea, como o produtor Rodrigo Campos. E o resultado é impecável, combinando a tradição do samba com elementos que positivamente deturpam o gênero nos arranjos. Logo na abertura com “Lucidez” isso já fica claro, onde o ritmo eletrônico e a presença do Thiago França cria uma atmosfera cinzenta acalentada pela melodia e voz da Eliana. O sucesso tão maltratado de “Eu e Você Sempre” soou com um fresco que há décadas não tinha. Até foi possível lembrar como ela é bonita. Programação eletrônica, guitarra (em certo momento até ruidosa), além de um cavaquinho (ora dissonante, ora contrapontístico) formam a maravilhosa “Novo Endereço”. Impossível ainda não citar “Locuras de uma Paixão”, mais tradicional, além de brilhantemente tocada e interpretada, não fosse um subversivo baixo levemente saturado, provavelmente um hoffner tocado com palheta. E o que é aquele synth arpejado em “Tendência”? Há algo de lo-fi no instrumental de “Minta Meu Sonho” que traz uma dor desgastada pelo tempo. Vale dizer que toda essa concepção/estética moderna/eletrônica serve às composições e ao canto da Eliana. Não é um filtro falso e presunçoso, mas um direcionamento ousado e de resultado incrível. A derradeira e exuberante “Papel de Pão” exemplifica isso com brilhantismo. Aos 79 anos, Eliana Pittman lançou um dos melhores álbuns de 2025.
- Freddie Gibbs & The Alchemist: Alfredo 2
O “segundo ato gastronômico” do duo vem pra se igualar ao primeiro por suas canções irresistíveis. O flow do Freddie é um dos mais intoxicantes desta geração. Ele tem malícia, malemolência, maldade e graça. Por sua vez, as produções do Alchemist trazem aquele charme rústico dos samples de vinil, embutindo sobriedade ao clima gangsta. É uma perfeita dualidade em prol de grandes canções. Anderson .Paak e JID colaboram. Agora, com essa capa bem que o álbum poderia se chamar Lámen, né?.
Sequência ao excelente NO HANDS (2024), esse álbum mantém a energia em alta, trazendo beats arrasam quarteirão com aquela abordagem que fica entre o miami bass, Beastie Boys e o rap da virada do milênio. A vitalidade do duo é fantástica. Suas rimas afiadas são aliadas de composições ganchudas, donas de refrãos poderosos. É uma faixa entusiasmante depois da outra. Participam do disco Rebecca Black e JPEGMAFIA.
Não conhecia essa banda norueguesa - que canta num dialeto local -, mas fui tomado de imediato pela energia post-hardcore deles. Aqui estão alguns dos timbres mais insanos do ano. Em alguns momentos parece um cruzamento do 100 gecs com o Refused. Adorei as linhas (e timbres) de baixo e a performance rasgante do vocalista. Uma pancada que traz vitalidade e originalidade pra um subgênero já preso a fórmulas. É pra socar, é pra dançar.
- Ichiko Aoba: Luminescent Creatures
Eu já havia adorado seu aclamado álbum anterior, mas achei esse ainda melhor. É o aconchego em forma de música, mas sem ser complacente. Acho impressionante como através de detalhes é gerado texturas sonoras. O ruído da captação, o ar que se desloca no silêncio… tudo é musical. Seu canto terno em japonês - língua incompreensível para mim -, mais uma vez me remete ao Jonsi (Sigur Rós). A algo de new age e ambient, mas também de jazz e post-rock. Lindas harmonias e melodias (“tower” parece até ter influência da música brasileira). Perfeito para noites chuvosas e solitárias.
- Imperial Triumphant: Goldstar
A banda vem se estabelecendo como uma das mais presentes entre os prediletos do ano (acho que é o terceiro álbum deles que coloco nessa posição). Inicialmente mais “direito”, o disco vai se revelando aventureiro e complexo na criação de temas brutais de metal extremo com nuances vindas sabe-se lá de onde (um pouco do erudito, um pouco do jazz, ora só estranhices vanguardistas mesmo). Não sei como eles conseguem soar tão pesados mantendo organicidade da produção. A performance da cozinha é sempre um destaque, embora seja importante reforçar as texturas e dissonâncias que as guitarras proporcionam. Vale dizer que em “Pleasuredome” temos a presença de dois dos meus bateristas prediletos: Dave Lombardo e Tomas Haake. Dá “samba”! Fora que há citação a Hendel e Beatles dentro do contexto do metal extremo. Uma loucura. Eu adorei.
- Lambrini Girls: Who Let The Dogs Out
Parece que estamos vivendo uma nova onda do riot grrrl, sendo a estreia desse duo uma amostra da urgência contagiante que esses grupos podem alcançar. É um punk rock criativo, que em muitos momentos me remeteu ao Idles (o que não é pouca coisa). A cantora berra com convicção letras de revolta. Não é exatamente panfletário, tá mais pra “emputecido”. Instrumentalmente o grupo corresponde com baixos gordurosos, guitarras guilhotinantes e levadas de bateria “dançantes” (dentro da estética punk). Contestador e divertido. Precisa de mais alguma coisa?
Parece que estamos vivendo uma nova onda do riot grrrl, sendo a estreia desse duo uma amostra da urgência contagiante que esses grupos podem alcançar. É um punk rock criativo, que em muitos momentos me remeteu ao Idles (o que não é pouca coisa). A cantora berra com convicção letras de revolta. Não é exatamente panfletário, tá mais pra “emputecido”. Instrumentalmente o grupo corresponde com baixos gordurosos, guitarras guilhotinantes e levadas de bateria “dançantes” (dentro da estética punk). Contestador e divertido. Precisa de mais alguma coisa?
- Little Simz: Lotus
Disco feito em meio a turbulência. Ao que consta, a rapper rompeu com seu antigo parceiro musical, o Inflo, após ele pegar dinheiro emprestado com ela e não pagar. Sendo ela um dos principais nomes do rap da atualidade, a música serviu como desabafo. Aqui ela passeia por altos e baixos, sempre acompanhada de gente muito talentosa (Moses Sumney, Michael Kiwanuka, Yussef Dayes, Sampha, dentre outros), trazendo aquela riqueza jazzística/funk/orquestral já conhecida em seu trabalho. Muito bem produzido, sendo amplo em texturas e sentimentos sonoros. Tem groove, tem reflexão. Sua capacidade e pluralidade interpretativa é caso raro. Ela segurou a rédea e se manteve em salto.
Essa banda inglesa vem construindo nos últimos 10 anos expectativa e reputação com sua meia dúzia de EPs lançados. Agora, finalmente com seu primeiro álbum, tudo se materializa de forma sólida. A energia angustiante dos temas se traduz sonoramente numa amálgama de King Crimson, Pere Ubu, Jesus Lizard e RATM. É pesado e furioso, mas também progressivo. Riffs levado pelo saxofone (no maior estilo “21st Century Schizoid Man”), a cozinha bruta, o repertório maduro, um vocalista que interage naturalmente com o rap, uma gravação que respeita a dinâmica… são muitas as qualidades que fazem desse trabalho algo impactante. Fudido.
Em pouco mais de 35 minutos, há uma sequência impressionante de faixas de jazz rap, aqui se apropriando da instrumentação/performance orgânica de talentosos músicos. As baterias são um estrondo (em timbre e groove), os metais são acachapantes (e quase fúnebres) e há ótimos caminhos harmônicos. Há um elemento funky e enorme/variado colorido timbristico, que se comunica com o complexo flow do rapper, que aborda em suas rimas temas envoltos a mortalidade. Não há marasmo, mas também não há excessos. Tudo funciona com técnica, graça, força e balanço.
- Model/Actriz: Departures
Segundo álbum do grupo e segundo a entrar entre meus prediletos do ano. E olha que eles não repetem a fórmula, visto que aqui eles dão mais enfoque às melodias e a batidas dançantes. Isso sem abandonar o peso e a soturnidade que trafega entre o Depeche Mode e NIN. Há um tom confessional, carnal e de reviver memórias (e cicatrizes) na temática das composições. As ótimas performances e produções (variadas e encorpadas) alimentam o conceito. Álbum abrasivo feito para noites intensas.
Eu fico verdadeiramente admirado quando alguém consegue lançar um bom trabalho de pop rock em pleno 2025. Verdade seja dita, aqui não com “alcance pop”, mas com muitos trejeitos estéticos do gênero, assim como do rock alternativo noventista. Nas canções mais rockeiras/encorpadas há doses de sujeira nada covardes. Já nas baladas aparece a qualidade melódica que ela sempre demonstrou, ora ou outra com ecos interpretativos de r&b, Björk e, curiosamente, Michael Jackson. Uma tremenda voz que justifica e abastece os ganchos e refrãos. No final ainda sobra espaço pra uma versão de “Sometimes” (MBV). Adorei.
O Squid já vinha ameaçando entrar nos melhores do ano, mas esse aqui bateu em cheio em mim. Oriundos sonoramente daquela mesma cena de BC,NR e black midi (só para citar os mais representativos), sua fusão espontânea de pós-punk com rock progressivo é tão natural que não dá pra saber quando uma referência começa e a outra termina. É uma perfeita simbiose estilística via canções bem estruturadas, tanto em termos de composição, quanto de arranjo e performance. Em alguns momentos a cozinha parece inserida num fluxo repetitivo à la krautrock, enquanto cordas e metais colorem as canções majestosamente. Forte.
Dentro da sua geração, o Thiago Amud é uma sumidade, um talento um raro, comprovado neste seu sexto álbum. E já vou lançar a informação que o Caetano Veloso e o Chico Buarque participam deste disco. Uma espécie de carteirada, de selo de aprovação, tão importante para que, quem sabe, uma nova geração dê atenção a esse artista contemporâneo. O disco é um passeio maravilhoso por experimentações típicas de quem faz parte de uma tradição do que há de mais vanguardista na canção brasileira. As letras, melodias, harmonias, arranjos, a consciência musical, gravação, performances… tudo é de outro nível. O álbum começa num samba-enredo joãobosquiniano, deságua numa canção melódica e com traços de música erudita contemporânea, segue com uma faixa intensa/ruidosa/rockeira à la Walter Franco e Arrigo Barnabé, depois um frevo veloz ao lado do Chico. E isso são só as quatro primeiras faixas. Ouça tudo com atenção.
A banda já vinha lançando discos poderosos há tempos, mas aqui chegaram no seu álbum mais coeso. Alinhando uma energia oriunda do punk rock/art punk (meio Devo, meio Popol Vuh) com um acabamento tipicamente sueco, o carismático vocalista Sebastian Murphy se equilibra em canções bem estruturadas, donas de ganchos fixantes, sax carismáticos e alguns ruídos guitarristicos. A produção é abrasiva e polida na medida. O mesmo vale para a abordagem lírica, que politiza e expõe as desgraças do mundo (e de nossa saúde mental) sem perder a graça. Um álbum que nos faz correr em direção ao som.
- Weatherday: Hornest Disaster
Não vou omitir que esse disco tem algumas escorregadas composicionais (não de serem ruins, mas de não serem tão boas quanto outras). Algo típico de uma geração auto-produzida que lança tudo sem grande critério. E com isso temos 19 músicas em mais de 1h10. Dito isso, esse trabalho me pegou de jeito. Principalmente sua primeira metade, onde o artista se joga num indie/emo/lo-fi/noise/pop punk altamente ganchudo, com direito a performances abrasivas e emotivas, tanto por seu canto desesperado, quanto por sua guitarra imunda (e em alguns momentos complexa). Tem algo de Dinosaur Jr., mas com a cara de uma nova geração. Produção não somente crua, mas brilhantemente saturada, trazendo texturas que muito bem combinam com a angústia das composições. Nem todo mundo vai embarcar, mas preciso deixar registrado que eu adorei.
ABAIXO ESTÁ O BOJO DA LISTA. SÃO OS ÁLBUNS QUE OUVI PARA CHEGAR AOS MEUS PREDILETOS. CLIQUE NO MAIS INFORMAÇÕES CASO SE INTERESSAR.
TAMBÈM SEPAREI UMA BREVE SEÇÃO PARA FILMES DE MÚSICA.
SEPAREI ENTRE "BONS" (6-8), "MEDIANOS" (4-6) E "RUINS" (0-4)
DESTAQUES EM NEGRITO.
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