Suba
São Paulo Confessions (1999). Ouço falar desse disco há muito tempo, mas ele sempre fugia do meu radar e acabava não escutando. Mas fui numa loja de discos e encontrei ele baratinho. Comprei. Ouvindo não posso dizer que ele envelheceu bem. Acho que é um produto artístico de uma época, sendo que nesse sentido, como representante de uma nova música brasileira diante da virada do milênio, ele é perfeito. Uma simbiose da bossa nova com a música eletrônica que, contemporânea ao trip hop, caia muito bem. As mãos do João Parahyba nas percussões é o ponto forte. Independente de qualquer gosto pessoal, sem dúvida o Suba foi um cara muito talentoso, que colaborou de forma definitiva na carreira de muita gente (Bebel Gilberto o caso mais evidente) e que teve uma morte prematura tristíssima.
Paulo César Pinheiro
Esse brilhante compositor brasileiro foi homenageado no Carnaval de São Paulo pela escola Estrela do Terceiro Milênio. Pensando nisso, fui ouvir seus discos, sempre negligenciados por mim (por todos). Começando pelo Paulo César Pinheiro (1974), um álbum de samba rústico e escuro (“samba gótico”). Adoro como sua voz tem ranhura. Talvez seja um samba mais pra quem não gosta do estilo que pra quem gosta. Sua parceria com Baden Powell está forte aqui. Já no também homônimo álbum lançado em 1980 há um exército de músicos talentosos, sustentados pela poesia do compositor. Estão aqui Dori Caymmi, Baden, Maestro Gaya, Maurício Tapajós, Radamés Gnattali, Wilson das Neves, Hélio Delmiro, Sivuca, Guinga e vou parar por aqui. Aqui já um maior esmero na produção (questão de tempo de estúdio mesmo, não necessariamente uma polidez técnica). O Brasil que os brasileiros do “imagina não ser brasileiro” não conhecem.
Rory Gallagher
Irish Tour ‘74 (1974). Tava “tocando” guitarra e queria algo inspirador, tanto pra extrair timbre de strato, quanto em performance mesmo. Esse clássico registro ao vivo do Rory Gallagher caiu como uma luva. Referência total em tudo que envolve a arte de tocar guitarra.
Márcia
Ronda (1977). Meu disco para quarta-feira de cinzas. Espero mais por sua audição que pela chegada do Carnaval. É que meu lance é samba triste. Acompanha uma bebida forte. Obs: eu tatuaria essa capa do Elifas Andreato.
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