Dream Theater
Acho um pouco intrigante como o Dream Theater não consegue mais soar como no Awake (1994). Aqui tá o peso, a modernidade, o virtuosismo, dentre outras características que ainda permeiam o conceito do grupo, mas a capacidade de criar composições memoráveis, a fluidez das performances e o calor da produção é disparadamente superior. Sonzão.
Gary Moore
Blues Alive (1993). Não sei se já comentei aqui, mas eu adorava esse disco na adolescência. É aquele blues pesado o suficiente pra fazer a cabeça de um moleque metaleiro entusiasta da guitarra shred. Imaginei que escutando agora - após décadas sem ouvir, após me familiarizar melhor com a “rusticidade” do blues “tradicional” - acharia menos interessante, mas eu adorei. Ele não é tão polido quando um Bonamassa. Há ainda um vigor alimentado por um timbre encorpado que poderia tá nas mãos do Zakk Wylde. Seus bends e vibratos podem até serem exagerados, mas me soam muito bem. Muito bom.
Meat Puppets
Costumo recorrer ao clássico II (1984) quando quero ouvir o grupo, mas fui pegar o Up On The Sun (1985) e dá pra dizer que ele é tão bom quanto. É impressionante o quão ele é influente. Dá pra sentir ecos do que viriam a fazer Nirvana, Dinosaur Jr., Pavement e, curiosamente, o Geese. Os vocais “mortões” entregam. Aqui também há um excelente trabalho de guitarras (clean, com influência country). Adorei redescobrir.
Aerosmith
As vezes fica tão centrado em pesquisas musicais que esquecemos como são bons alguns álbuns batidos do rock. Fui reouvir o Rocks (1976) inspirado pela famosa lista com os discos prediletos do Kurt Cobain e fiquei maravilhado com o groove funky em meio ao hard rock do grupo e com as performances do Joe Perry. Muito legal.
John Surman
Upon Reflection (1979). Daquelas pérolas lançadas pela ECM. É um jazz abstrato que se jogarem no campo da música erudita eu aceito. Tudo arquitetado por um homem só, aparado de clarinete, sax e sintetizadores, que formam a cama para seus solos livres. Há respiro em meio ao formato inusitado. É belo, mas também estranho. Obs: “Caithness To Kerry” parece um forró.
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