sexta-feira, 13 de março de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Polara, Santana, Paulinho Moska, Earth Wind & Fire e Fuck Buttons

Polara 
A banda vai tocar aqui na minha cidade e eu tirei a poeira do Tempestade Bipolar (2005) e Inacabado (2008), dois álbuns seminais do indie rock brasileiro. Adoro como a banda dentro de um contexto do cenário alternativo contemporâneo nunca se rebaixou composicionalmente e nem ficou blasé. Tem complexidade, jovialidade e energia. Inclusive é um grupo que soube se apropriar do melhor do emo numa época complicada pro gênero. Envelheceu bem, inclusive servindo de influência para novos grupos. 

Santana
Trafegando pelo YouTube no domingo a noite cai num show ao vivo do Santana de 1970. Live At Tanglewood, em HD, qualidade ótima. Melhor ainda a performance do guitarrista. A banda é ótima, mas ele rouba a cena. Seu controle do feedback, a maneira que parece estar sempre tentando domar a guitarra (isso enquanto transcende materialmente), o fraseado soberbo… coisa de gênio. Lembrei do Hendrix, do Jeff Beck e cheguei a conclusão que naquela época era difícil bater de frente com o Santana. 

Paulinho Moska 
Vontade (1993). Não lembro o porquê de ter salvo esse disco pra escutar, mas aqui estava e decidi ouvir. Eu nunca tinha escutado nada do Moska, mesmo achando ele um cara bacana (ao menos em entrevistas). Esse trabalho tem a cara do cenário alternativo brasileiro rockeiro “bem pensante” da época, que aparenta tratar o rock nacional e a mpb com a mesma paixão. Algo completamente pós-Cazuza. Um tanto datado, mas bacana. As canções são boas, há uma energia rockeira bem vinda e o Billy Brandão arrebentando nas guitarras. Talvez o problema seja ser correto demais, inclusive nos momentos “atrevidos”.

Earth, Wind & Fire
All ‘N All (1977). Assisti o documentário do Paulinho da Costa e corri pra reouvir esse disco. Earth, Wind & Fire no auge. É funk e pop, tudo com um acabamento perfeito da indústria musical norte-americana. Que discão!

Fuck Buttons 
Tarot Sport (2009). Relembrei essa pérola da música eletrônica. Um álbum imersivo em sua proposta de “acid techno noise”. Gosto de como as produções progridem através da repetição rítmica e dos timbres estragados. Lembrando que a produção é do Andrew Weatherall.

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