quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Grand Funk Railroad, Gov’t Mule, Minutemen, ZZ Top e Cidadão Quem

Grand Funk Railroad
Closer To Home (1970). Aquele típico disco que um velho rockeiro como eu adoro ouvir pra sair da ressaca do carnaval. Entenda isso como quiser. Dessa vez achei esse até melhor que o Red Album, que sempre foi meu predileto da banda. Aqui os timbres tão mais redondinhos, a lapidação na performance e canções melhor desenvolvidas. Um salto sem perder o vigor. 

Gov’t Mule
The Deep End Vol.1 (2001). Nunca tinha me ligado nesse disco. Ele foi lançado após a morte do … Com isso, demonstrando até seu prestígio na cena, baixista de prestígio de juntaram pra gravar esse álbum. Nomes como …. O resultado é matador e divertido. Fora que, pra variar, o Warren Haynes tá tocando muito. Que timbre ele tira, né! Bonzão. 

Minutemen
Fui assistir um documentário sobre a o Minutemen (We Jam Econo, de 2005), o que me levou a dar melhor atenção ao The Punch Line (1981), estreia deles. Impressionante como eles soavam entrosados. Todos tão tocando muito, mas tenho uma predileção pro Mike Watt. Ele é embaçado. Canções curtinhas, mas que nem por isso pecam em criatividade. E é nítido que o RHCP bebeu muito dessa fonte. 

ZZ Top
Motivado por um vídeo do Nuno Mindelis, fui escutar alguns trabalhos “recentes” do ZZ Top que não tinha dado bola até então. Simplesmente adorei o XXX (1999). A banda tá soando poderosa, com todos tocando muito bem (normal) e extraindo timbres robustos que se comunicam tanto com a tradição blues rock quanto com o rock alternativo do período (dos que também bebiam da fonte do blues, como Beck e Jon Spencer). São “saturações analogicamente modernas”. Muito legal.

Cidadão Quem
Banda muito querida no Rio Grande do Sul, mas que nunca chegou por aqui. O Tavares tava falando o quão adora o Outras Caras (1993) e eu fui dar uma escutada. É bem bacana. Verdade seja dito, conceitualmente é nem tão diferente do que propunha o Engenheiros do Hawaii, mas aqui acho melhor resolvido. Bem tocado, com uma “polidez” de produção pra adentrar na indústria, cheio de ótimos solos de guitarra, com uma comunicação com os países vizinhos da América Latina, um certo apelo radiofônico do hard rock… é bacana.

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