sábado, 3 de setembro de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Broadcast, Sham 69, Ataulfo Alves, Butthole Surfers e Amorphis

Broadcast
Até então não tinha parado pra ouvir essa banda, mas fiquei encantado com o disco Haha Sound (2003). Tem muita da psicodelia do período (meio Flaming Lips), mas com pitadas de Velvet Underground e trip hop, além de camadas/texturas eletrônicas, belas melodias, ótima mixagem e a voz apaixonante da falecida Trish Keenan. Uma maravilha.

Sham 69
Não me levem a mal, mas tenho para mim que o Sham 69 é uma banda de “punk bubblegum”. E falo isso como algo positivo. Adoro como o som deles não é sisudo, mas sim dono de enorme crueza, carisma e energia típicos do início do rock n’ roll (típico da subvertente Oi!). Coloquei pra tocar algumas faixas iniciais do grupo enquanto brincava com minha filhinha e tivemos ótimos momentos.

Ataulfo Alves
Estava eu trafegando pelas gravações deste tremendo compositor/cantor brasileiro e me dando conta de como ele é pouco lembrado. E pior, quando abordado, muitas vezes é para apontar o teor “machista” de “Ai Que Saudade da Amélia", uma ignorância identitaria que, como tantas, apenas contribui para apagar da história uma das melhores vozes negras da canção popular brasileiras. Não caia nessa armadilha, ele é um compositor e cantor primoroso, não por acaso revisitado pelo Itamar Assumpção.

Butthole Surfers
O que vocês escutam quando querem limpar o ouvido de cabeçudices que por ventura estão pesquisando? Uma das minhas pedidas é o Butthole Surfers. Mas tem que ser os discos da primeira metade da década de 1990, que são “menos” estranhos e mais rockeiros/pesados/”grunges”. Vale lembrar que o ótimo Independent Worm Saloon (1993) é produzido pelo John Paul Jones. Depois ainda me perguntam o porquê dele ser meu integrante predileto do Led Zeppelin.

Amorphis
Até então nunca tinha dado bola pra essa banda. Por ser finlandesa, associei a um encontro de death metal com power metal, fusão mais detestável que existe. Mas após ler elogios ao álbum Tuonela (1999), fui dar uma chance. E eu adorei. É melódico sem ser bundão, pesado sem ser tr00. Estilisticamente fica entre o heavy metal e rock progressivo. Essencialmente um disco de boas composições. Mas já percebi que é um ponto fora da curva da banda, que por sorte (minha) trafega pelo meu gosto, visto que os fãs do grupo não são adeptos desse trabalho.

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