Masayoshi Takanaka
Ok, 1977 foi um ano importantíssimo para o punk rock, mas a partir de agora vou passar a lembrar sempre do Masayoshi quando pensar nesse período. Ele lançou dois discões, Takanaka e An Insatiable High. Acho curiosíssimo como sua música remete ao pop brasileiro que despontaria na virada pros anos 80, só que aqui a raiz solar dos arranjos de um Lincoln Olivetti é mais fácil de explicar que a do músico japonês. Vale dizer que é um tremendo guitarrista, ora remetendo ao Santana, ora a fase pop do George Benson, ora ao… Pepeu Gomes (!!!). Fantástico. Clássicos do que ficou conhecido como city-pop.
Explosion In The Sky
The Earth Is Not A Cold Dead Place (2003) é constantemente citado como o disco que fez muita gente gostar de post-rock. Entendo o porquê e até recomendaria para alguém que quer se introduzir no gênero. Todavia, reouvindo depois de muito tempo, o trabalho não me empolgou tanto. Os temas parecem evoluir para lugar algum. Timbristicamente também não há grandes texturas. Sendo bem honesto, é um disco bastante simplório.
Oscar Peterson
Não só o Oscar Peterson, mas ele acompanhado do Joe Pass e Niels-Henning Orsted Pedersen (que vem se tornando meu contrabaixista acústico predileto) no disco The Trio (1973). É um absurdo o que os três tocam nesta gravação. Interação primorosa de instrumentistas no auge da maturidade e virtuosismo. Dá para ouvir o deleite da pequena plateia. Um show para se estar, que na impossibilidade, ouvir já é um júbilo.
Biosphere
Substrata (1997). Disco para ouvir antes de dormir (e se possível dormir durante a audição). Não tô brincando e nem desmerecendo o álbum, mas é assim minha relação com esse tipo de música abstrata, minimalista e espaçada. Inclusive, é um ótimo registro de música ambiente, trabalhando muito bem timbres, texturas e desenvolvimento das faixas, criando perfeitamente o cenário gélido que o conceito pretendia. Bonito.
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