quinta-feira, 11 de agosto de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Pete Townshend & Ronnie Lane, Alan Jackson, Duo Assad, Paul Anka e Sérgio Ricardo

Pete Townshend & Ronnie Lane
Rough Mix (1977). Sempre ouvi falar muito bem deste disco, mas nunca tinha escutado. Falha minha, visto que é o encontro de dois dos maiores nomes do rock inglês. É aquele típico disco de rock que tem intensidade de execução, mas também certo “respiro”, parte por conta do uso de instrumentos acústicos dentro dos arranjos, parte pela fluidez do repertório. Fora que há um forte clima de camaradagem, não somente entre os dois, mas com todos aqueles que participam do projeto. O resultado é ótimo.

Alan Jackson
Em algum momento na minha trajetória de estudante de guitarra, tive aulas com um professor que dominava a linguagem da música country. Não demorou para eu começar a adorar os guitarristas do estilo, dentre eles o espetacular Brent Mason, uma lenda dos estúdios de Nashville. Lembrei do disco A Lot About Livin’ (And A Little ‘Bout Love) (1992) do Alan Jackson, onde ele não menos que esmerilha. Claro, as composições do astro americano não são grande coisa, mas gosto dos arranjos, captação e performances dos músicos. Arrisco dizer que os solos de “Mercury Blues” são clássicos da história da guitarra.

Duo Assad
O Clássico Violão Popular Brasileiro (2014). O renomado duo formado pelo Sérgio & Odair Assad faz um rápido apanhado da escola violonística brasileira, trazendo obras do João Pernambuco, Villa-Lobos, Garoto, Dilermando Reis, Baden Powell, Luis Bonfá, Egberto Gismonti, Radamés Gnatalli, Paulo Bellinati, dentre outros. Tudo interpretado/arranjado com maestria comum a dupla. Uma preciosidade que abre portas para um mundo de bons sons.

Paul Anka
Por que ninguém fala mais nada sobre o Paul Anka? Ele foi cancelado e eu não fiquei sabendo? Seus hits gravados entre meados das décadas de 1950 e 1960 continuam soando maravilhosos. Ele é um excelente compositor e cantor. Isso sem mencionar os enormes arranjos orquestrados. Tem cada gravação! Tenho certeza que é o tipo de som que o Mike Patton escuta quando quer relaxar.

Sérgio Ricardo
Não Gosto Mais de Mim (1960). Se existe nome de disco mais depressivo eu desconheço. Fato é que esse ilustre-desconhecido é um magnífico compositor/cantor. O álbum é cercado de belas melodias e letras. Não sei quem foram os músicos e arranjadores, mas sei que o resultado entrega o que de mais especial havia no período na música brasileira. Pra melhorar só se a Maysa cantasse em dueto com o Sérgio Ricardo. Viagem minha ou combinaria?

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