The Selecter
Too Much Pressure (1980). Não confio no caráter de quem não dá um sorriso diante deste disco. Ska britânico na origem. Saiu pela 2 Tone (óbvio!). Divertido, frenético, fresco… É legal demais.
John Legend
Nunca fui com a cara do sujeito. Acho arroz de festa e insosso (ainda mais quando tenta ser “sexy”). Mas após ler um texto elogioso da Pitchfork sobre o Get Lifted (2005), decidi dar mais uma chance. Longe de ser um espetáculo, mas suas passagens pianísticas e as produções do Kanye West fazem deste disco um interessante cruzamento do r&b com o hip hop. Todavia, as composições e a interpretação vocal ainda me impedem de gostar com convicção. Apenas ok.
Diafanes
Por acaso lembrei dessa banda paulistana de rock alternativo que, embora tenha feito pouco barulho, eu cheguei a ouvir com atenção na época. O Ciro Visconti é um ótimo guitarrista. Já a cantora eu ainda fico intrigado sobre sua peculiar voz e escolhas melódicas, algumas inclusive influenciadas pela música japonesa. Vale relembrar ou, na maior parte dos casos, conhecer. O disco Obviously Clear (2008) é bacana.
Mark Lanegan
Quando o Mark Lanegan morreu, vi muita gente elogiando o álbum Bubblegum (2004), disco que não conhecia e só agora fui ouvir. Não posso dizer que me surpreendeu e nem que isso seja um problema. É o velho Lanegan com sua voz cascuda, textos bem escritos e influência de blues no seu rock tão fúnebre quanto o sótão da Casa Abandonada. Fora que tem alguns amigos dando aquela força, nomes como PJ Harvey, Josh Homme, Greg Dulli e Duff McKagan. Nada mal.
Zero
Banda do cenário underground paulista oitentista que sempre ouvi falar, mas nunca tinha escutado. Peguei os dos discos lançados naquela década para conferir. Do Passos No Escuro (1985) só gostei da faixa título, já o Carne Humana (1987) achei melhor resolvido, com produção mais redonda, interpretações apaixonadas do Guilherme Isnard, boas guitarras e apropriação devida do que faziam os new romantic. Todavia, se em tempos de escassez a banda tinha uma papel fundamental, hoje com a facilidade de se ouvir as bandas inglesas do mesmo gênero, convenhamos que fica pequeno pro Zero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário