sexta-feira, 8 de julho de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Kula Shaker, Fucked Up, The Bangles, Sérgio Mendes e Nuclues

Kula Shaker
K (1996). Acabei de conhecer e já é um dos meus discos de britpop prediletos. Tem rock direito à la Rolling Stones, psicodelia e, o maior diferencial, uma incursão por sonoridades indianas feita com propriedade, personalidade e numa época em que isso tinha caído em desuso. Mas apesar de toda a estética/conceito diferenciado, o que prevalece são boas canções muito bem tocadas e gravadas.

Fucked Up
The Chemistry Of Common Life (2008). Após tantos lançamentos, achei que valeria relembrar esse disco que aponta os caminhos ambiciosos (nem sempre certeiros) que essa banda de punk/hardcore tomaria. E pensando agora, a conclusão é óbvia: é melhor disco do grupo mesmo. Tem urgência, boas canções, sujeira, flerte tanto com o indie quanto com o hard rock, shoegaze, ópera rock… É certamente um dos melhores discos de rock daquele ano.

The Bangles
Grupo feminino que fez bastante sucesso na década de 1980 e hoje é pouco lembrado. Botei o All Over The Place (1984) pra tocar enquanto fazia a janta com a minha filhinha e tive uma grata surpresa. Aqui as composições são melhores que de futuros hits que elas tiveram. Tem um clima de série americana que retrata os anos 80. Fora que é tudo muito bem arranjado e tocado, diga-se de passagem, pela própria banda, sem utilizar músicos de estúdio. Pérola esquecida do pop rock.

Sérgio Mendes
Tenho uma dívida auditiva com o Sérgio Mendes. Pretendo aos poucos pegar seus discos para conferir. Comecei essa missão fora de ordem. Fui no Fool On The Hill (1968), lançado numa época em que ele já estava inserido na indústria musical norte-americana. Embora muitos considerem seu som easy listening, aqui fica comprovado que há grooves interessantes e ousadia nos arranjos que fogem da típica “bossa nova de elevador”. As melodias e interpretações vocais são mais "acessíveis", mas nem por isso de menor valor. Vale dizer que entre os músicos que tocam no disco estão o Dom Um Romão (bateria, percussão) e o Oscar Castro-Neves (violão).

Nuclues
Elastic Rock (1970). Mas não se empolgue com o “rock” do título, visto que aqui o estilo é tensionado via a eletrificação do jazz que começava a ser explorada na época. E quem participa desse grupo obscuro? Ian Carr, John Marshall, Karl Jenkins, Chris Spedding (sempre ele!), dentre outros menos conhecidos. Todos numa simbiose sonora viajante e espontânea.

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