sexta-feira, 24 de junho de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Elizeth Cardoso, Maysa, Robbie Williams e Bob Seger

Elizeth Cardoso
Tá certo, Canção do Amor Demais (1958) é um clássico indiscutível, mas se for pra ouvir algo dessa espetacular cantora, escolha o majestoso Preciso Aprender A Ser Só (1972). É um repertório matador assinado por uma lista de compositores impressionante. Os arranjos do Chiquinho de Morais e Erlon Chaves são biscoito fino. Isso, claro, sem esquecer da interpretação tão majestosa quanto sensível da Elizeth. De chorar.

Maysa
Ando Só Numa Multidão de Amores (1970). Bastaria o nome e a capa deste disco para colocá-lo num patamar elevado, mas de quebra tem arranjos orquestrados soberbos divididos entre Roberto Menescal e Luiz Eça. E, claro, tem a Maysa, com seu lirismo e interpretações desesperançosas, noturnas, boêmias, apaixonadas e, até mesmo, decadentes, no melhor sentido que essa palavra pode ter. Sofra por alguém e abra uma garrafa. Numa segunda. Seja profissional.

Robbie Williams
Live Thru A Lens (1997). Lembro quando saiu esse disco e só se ouvia falar sobre o amadurecimento musical desse outrora ídolo teen remanescente do Take That. Lembrei disso e só agora fui ouvir o álbum. Constatação: cada geração tem seu Harry Styles. É um disco em sintonia com o britpop da época, mas inferior ao que qualquer banda do período lançou. Esquecível, como de fato foi.

Bob Seger Stranger In Town (1978). Coisa de americano. Por sorte, quando ele fez suas canções mais memoráveis, a produção não era tão polida quanto os discos de heartland rock da década de 1980. Aqui ainda há o "peso" azeitado da Muscle Shoals Rhythm Section. Disco de rock pra ouvir descompromissado na estrada.

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