sexta-feira, 25 de março de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Neil Sedaka, Arrigo Barnabé, Isobel Campbell & Mark Lanegan, G3 e Brian Jonestown Massacre

Neil Sedaka
O que fazer quando sua filhinha acorda às 6h da manhã de um sábado? Botar um Neil Sedaka pra rolar. Tem uma compilação no Spotify chamada Collections (2003) que é bem boa. E vale uma reflexão: se na década de 1960 o seu pop rock era ultra polido e comportado, hoje ele soa muito especial. É legal inclusive comparar suas gravações com as primeiras dos Beatles e ver como o quarteto era muito mais “pesado” e cheio de atitude. Em compensação, os arranjos e as gravações do Sedaka são mais elaboradas. O Wrecking Crew está envolvido? É possível.

Arrigo Barnabé
Fui conferir se finalmente tinham colocado o Clara Crocodilo no Spotify (ainda não!) e me deparei com uma Missa In Memoriam Itamar Assumpção (2006) que eu desconhecia a existência. Confesso que, leigo que sou, a mim nem me remeteu a nada tão bucólico. Não parece um réquiem. Me soa na verdade como algo bem contemporâneo da música erudita, com direito a grandes tensões melódicas e desenvolvimento complexo. O Arrigo é foda.

Isobel Campbell & Mark Lanegan
Confesso que eu sequer desconfiava da parceria da cantora-violoncelista do Belle & Sebastian com o recém falecido Mark Lanegan. Ouvi o primeiro álbum da dupla, Ballad Of The Broken Seas (2006). Adorei como suas vozes opostas tão bem combinam. Fora que as composições (meio folk, meio blues, meio alternativo) são muito boas, principalmente liricamente.

G3
Aquele show do Joe Satriani com o Steve Vai e Eric Johnson completou impressionantes 25 anos (!!!). Fui reassistir (depois de uns 15 anos) e adorei. A performance de todos é absurda, inclusive dos músicos de apoio dos três guitarristas. Quem ouve isso e acha que é puro exibicionismo guitarristico tá completamente equivocado, visto que as composições são ótimas. Foda!

Brian Jonestown Massacre
Conheci a banda há uns 7 anos e fui acompanhando com entusiasmo seus lançamentos, sem nunca voltar ao passado e escutar os álbuns antigos. Sanei essa falha com o Take It From The Man! (1996) e o Their Satanic Majesties’ Second Request (1996), ambos de sonoridade bem mais “simples” quando comparado aos rumos rockeiros-hipnóticos que eles vieram a desenvolver. A influência de Rolling Stones é descarada. Curioso pensar que, embora americanos, sonoramente não são tão dissociados do britpop da época (só que mais psicodélico e garageiro). É bacana. O Anton Newcombe sabe o que faz.

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