Zé Vicente da Paraíba / Aristo José dos Santos
Violeiros (1964). Não sei de onde tirei esse disco, mas só pela capa já entendo o porquê de tê-lo salvo. É o repente na essência. Pensei no rap, nos mouros, no Bo Diddley. Daqueles discos/documentos que sequer o Tinhorão ousaria falar mal.
Violeiros (1964). Não sei de onde tirei esse disco, mas só pela capa já entendo o porquê de tê-lo salvo. É o repente na essência. Pensei no rap, nos mouros, no Bo Diddley. Daqueles discos/documentos que sequer o Tinhorão ousaria falar mal.
Red Hot Chili Peppers
Stadium Arcadium (2006). Sendo justo, gostei desse disco quando ele saiu. Mas ele é longo, o tempo é curto e nunca mais voltei nele. Reouvindo agora achei ótimo (embora com gordurinhas). Aos poucos tô percebendo que, mesmo aqueles discos do RHCP que a gente adora bater (talvez pela prepotência de menosprezar as bandas que gostamos quando chegam no mainstream) também são bem legais. Mais pop, mas com composições bacanas e ótimas performances (principalmente do Frusciante, o único solista do rock mainstream do período).
Big Pun
Eu adoro e estou sempre atento à produção do rap contemporâneo, mas tem algo na sonoridade noventista do gênero que habita na minha memória afetiva. É isso que passou pela minha mente ao ouvir o Capital Punishment (1998), um dos últimos grandes suspiros do gênero naquela década. Tem o apelo pop, o estilo mafioso, o boom bap, a latinidade e o flow trabalhado. É bem legal.
John Williams
Ao dormir costumo recorrer a orquestrações ou álbuns de guitarra para ouvir. Me conforta e me leva a uma análise critica/perceptiva que só a calmaria da noite possibilita. Como costumo cair no sono (perdão, sou falho) um único disco fica a semana toda nessa toada. Entre o erudito e a guitarra, o violão do John Williams (não confundir com o compositor de trilha-sonora) foi um caminho conciliador. Sou incapaz de fazer grandes análises técnicas, mas Spanish Guitar Music (1990) é daqueles momentos em que a ranhura do popular parece se aproximar do virtuosismo erudito. Tremendo fraseado, timbre, interpretação. Lembro que quando criança quis aprender a tocar "Asturias" (acho que ouvi num disco do Doors), mas mal conseguia "Roadhouse Blues". Talvez chegara a hora. E de que filme é "Tango"? Que lirismo! Escutem o disco todo.
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