Ennio Morricone
Assisti o documento do Ennio Morricone e fiquei admirado com seus trabalhos iniciais enquanto arranjador. Nunca tinha pensado nele enquanto um arquiteto da música pop, que tensionou a canção popular inserindo cordas, contrapontos e sonoplastias em canções que, sem isso, perderiam muito do atrativo. Tem uma playlist no Spotify só com esse trabalhos para nomes como Rita Pavone, Paul Anka, Françoise Hardy Gino Paoli, Gianni Morandi, Jimmy Fontana e outro que sequer tinha ouvido falar. Muito legal. Verdadeiramente um gênio e revolucionário da música do século XX.
Rita Lee & Tutti Frutti
Com a morte do Carlini foi inevitável não rever alguns discos que ele gravou, incluindo trabalhos com Guilherme Arantes, os subestimado discos com o Camisa de Vênus, mas principalmente o Entradas e Bandeiras (1976), disco espetacular, talvez até melhor que o clássico Fruto Proibido (1975). Tremendas canções e uma sensível lapidação nos arranjos, performances e produção. Foda. RIP Carlini.
Laraaji
Ambient 3: Day Of Radiance (1980). Não sou grande entusiasta dos trabalhos de música ambient do Brian Eno, de modo que esse tinha passado despercebido por mim. Mas vale escutar por ele ser uma parceria com o Laraaji, até então um artista de rua. Aqui o ambient é menos atmosférico e sintetizado e mais orgânico, minimalista e étnico, explorando instrumentos como o dulcimer e a cítara na criação de paisagens que parecem derreter numa cascata de notas.
Dead Boys
Young, Loud and Snotty (1977). Clássico do punk 77. Não é absurdo dizer que eram a banda mais perigosa daquela geração. Acho o Stiv Bators uma das grandes vozes do punk. Era um porra louca, mas sua atitude interpretativa faz valer a pena. E por mais maluco que fossem, eles tocam direito e até tem certo senso melódico. Esse debut envelheceu bem demais.
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