sexta-feira, 27 de março de 2026

ACHADOS DA SEMANA: "VA Urgh! A Music War", Bad Brains, Iron Maiden, Esther Phillips e Pepê Castro Neves

"VA Urgh! A Music War" (1980)
Não conhecia esse filme-show, mas o Barcinski fez um ótimo vídeo sobre ele e fui procurar pra assistir. Nem vale eu ficar falando da sua importância, melhor ver o vídeo do Barça. Ou então procura logo o show. Tem inteiro e com boa qualidade no YouTube. Já vou adiantar as performances que mais gostei: Police (como tocavam!), Oingo Boingo (aqui numa fase mais bem-vindamente “crua”), XTC, Klaus Nomi (registro clássico dele, que já tinha visto sem saber que pertencia a esse filme), Dead Kennedys, Steel Pulse, Cramps, Pere Ubu (que eu acho que nunca tinha visto em vídeo), Devo, John Otway, Skafish e Wall Of Voodoo, sendo que esses três últimos sequer conhecia. Tudo muito bem captado. Imperdível.

Bad Brains
Tudo bem, a estreia deles mora em nossos corações e é verdadeiramente um dos discos mais urgentes já gravados, mas o I Agains I (1986) também é um clássico. Mais irregular, com produção nem tão quente, mas ainda com pontos muito altos. As performances de todos são excelentes. Muita banda bebeu dessa fonte.

Iron Maiden
A Dunlop lançou um wah-wah homenageando o álbum Killers (1981) e foi motivo suficiente para eu reouvir o disco após anos. Os cinco primeiros da banda sempre revezam entre meus prediletos, mas dessa vez arrisco dizer que o Killers tá no topo. Tem a espontaneidade do debut, só que mais lapidado, tanto nas composições, performances e produção. Muito legal. E ah, tem boas passagens de wah-wah que, honestamente, nunca tinha associado ao Iron.

Esther Phillips
Meu pai adora a Beth Hart e não serei eu que irei censurá-lo. Mas botei o From A Whisper To A Scream (1971) da Esther Phillips na sua presença como forma de dar um toque de “não é isso que você tá procurando, não?”. Que voz naturalmente esplêndida! A performance da banda (que conta com Bernard Purdie, Cornell Dupree, Eric Gale, Gordon Edwards, dentre outros) também é majestosa. Fora a produção e arranjos (inclusive orquestrados) típicos do período. Uma maravilha! Não deixem de escutar.

Pepê Castro Neves
Coração Vulgar (1979). Não conhecia nem artista nem disco, mas tava salvo aqui então fui ouvir. Ao encontrá-lo no canal do YouTube do Tônico Manoel já esperei pelo fino da canção brasileira. No repertório há canções de Paulo César Pinheiro, Sá & Guarabyra, Nelson Cavaquinho, Toninho Horta, Cacaso, Sueli Costa, Guinga, Aldir Blanc, Egberto Gismonti, dentre outros. Impressionante, não? E o piano e a voz daquele que assina o álbum não decepciona. Muito pelo contrário, seu canto é sólido e o piano com certo grau de virtuosismo. Por terem “sambas discretos” ao piano, cheguei a lembrar do Benito di Paula, embora aqui exista um refinamento maior (sem demérito ao Benito), inclusive ao trazer arranjos espaçados, sem grande fuzuê. Excelente álbum.

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