Eric Gale
No encontro do jazz com a soul music, esse guitarrista é dos melhores. No álbum Multiplication (1977), seu som desvia da pasteurização de dominaria essa fusão anos depois através do smooth jazz (ou até mesmo antes, com o George Benson). Há aqui ainda uma “crueza” implícita tanto no tocar quanto na produção. Mas não me entenda mal, é pura elegância e sofisticação, tanto que na ficha técnica é possível reconhecer nomes como Steve Gadd e Willie Weekes.
Cazuza
Finalmente foi lançada a íntegra do show O Tempo Não Para, que na sua versão original foi dos discos que mais ouvi na infância. Fazia tempo que não escutava. Constatação: ainda adoro. Sem dúvida o grande trabalho do Cazuza. A dobradinha “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” e “Codinome Beija-Flor” é emocionante. A banda também manda muito bem nas canções mais rockeiras. Vale ouvir.
Weakling
Dead As Dreams (2000), álbum precursos da cena black metal nos EUA. Se for pensar em como o gênero se desenvolveu no país (através de grupos Liturgy, Panopticon e até mesmo Deafheaven), dá pra dizer que é um trabalho ainda com pouca personalidade. Mas é bom, tem um tom épico, algumas influências do gótico, boas guitarras… recomendado para fãs do gênero.
Howlin' Wolf
Embora eu sempre tenha tido respeito e admiração pelos veteranos do blues, parece que somente agora (ou seja, no último ano) venho realmente apreciado a rusticidade e genialidade composicional e interpretativa desses artistas. Neste segmento, Howlin' Wolf é realmente dos maiores. Sua voz é poderosa. Isso sem mencionar os momentos em que ele conta com o soberbo Hubert Sumlin na guitarra, um precursor dos sons distorcidos. Uma escola de blues e rock n' roll.
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