Meat Loaf
Nunca tinha escutado o emblemático Bat Out Of Hell (1977). O álbum sempre fugiu ao meu radar. A morte do Meat Loaf trouxe ele novamente à tona. Confesso que não achei grande coisa. Claro, a produção (e guitarras) do Todd Rundgren elevam o que poderia ser uma mera tentativa americanizada de emular o Queen e Elton John. Ainda assim o resultado é muito “pomposo” e pasteurizado, intercalando baladas questionáveis com momentos rockers mais divertidos (méritos aqui também do compositor Jim Steinman). Ainda que não ache grande coisa, vale conhecer.
Cecil Taylor
Unit Structures (1966). Aqui a coisa é tão séria que honestamente nem sei se compreendo tudo. Mesmo para a estética do free jazz (beirando o erudito), é ultra vanguardista, costurando cada instrumento através de melodias, acordes e ritmos improváveis. Complexo, mas recompensador.
Tom Jobim
Poucas semanas atrás rasguei elogios ao álbum Urubu (1976), dizendo que talvez até era o mesmo disco predileto do genial compositor brasileiro. Matita Perê (1973) agora pegou o posto. A fórmula é a mesma, meio bossa nova, meio jazzístico, meio erudito. Tem cada arranjo soberbo (Claus Ogerman, né). E só pra ficar em território conhecido, ouçam novamente “Águas de Março” e percebam como se toca contrabaixo em bossa nova. Ron Carter é minimalista e preciso. Esptacular!
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