Silver Apples
Eu já tinha escutado o cultuado Silver Apples (1968) há muitos anos, de forma que não lembrava ser tão bom. Sabia ser influente e desbravador em suas experimentações eletrônicas, mas além de tudo isso, ele realmente soa instigante e musicalmente bem resolvido. É espantoso ver um beat de techno sendo aplicado décadas antes do gênero eletrônico ser desenvolvido (vide “Program”). É uma maravilha vanguardista, rock, ácida e viajante.
Seal
Adoro “Kiss From A Rose” (normal, todos gostam), então peguei o Seal (1994) para ouvir. É aquele pop tão metodicamente melodioso, executado e produzido que até me bodeia. Mas racionalmente, é biscoito fino. Lembrando que o disco foi desenvolvido ao lado das talentosíssimas Wendy Melvoin e Lisa Coleman, ambas conhecidas por trabalharem com o Prince.
Tom Jobim
Recentemente adquiri uma predileção pelo álbum Urubu (1976) dentre toda a discografia do genial compositor brasileiro. Acho que aqui não dá nem pra considerar mais um trabalho de bossa nova. Tem muito mais de música erudita, com direito a arranjos soberbos do Claus Ogerman. Fora a raiz das composições, com direito a melodias e harmonias que trazem tensões e dissonâncias no auge da beleza. Elegância é pouco.
Peter Hammill
Nadir’s Big Chance (1975), o disco progressivo mais punk da história. Exagero, claro. Mas que paulada é “Nobody’s Business”, não? Preciso ouvir mais a carreira solo do líder do Van Der Graaf Generator.
The Vaselines
Enter The Vaselines (2009), álbum lançado pela Sub Pop que tão bem compila essa banda que até fugiu do meu radar, embora sempre lembre por estar naquele seleto grupo de “prediletas do Kurt Cobain”. É fácil entender o porquê. É o alternativo de composições acessíveis. Boas melodias em meio à atrativas imperfeições técnicas.
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