Miles Davis
E.S.P. (1965), um dos melhores registros do segundo quinteto do Miles Davis. O que o Herbie Hancock toca aqui não é desse mundo. É interessante observar que improviso para ele (e deveria ser para todos nós) não é somente o solo, mas cada acorde inserido na harmonia. Ele tá sempre soando atento e espontâneo, reagindo ao que cada instrumentista toca. É fantástico.
Bach
Sob regência do Philippe Herreweghe, escutei a Paixão Segundo São Mateus, um das grandes pérolas não somente do Bach e da música barroca, mas da humanidade enquanto ser pensante. Tudo lindíssimo. É verdade que exige tempo e atenção, mas vale cada segundo. Nesta versão é utilizada a instrumentação típica do período. Fino.
Dead Kennedys
Não menos entusiasmante foi reouvir Frankenchrist (1985) do Dead Kennedys. É muito legal como a banda estava instrumentalmente afiada neste momento. Tem boas linhas de baixo e passagens de guitarras matadoras, vide o timbre cortante e abordagem de surf rock. Ah, tem também as letras do Jello Biafra, que dispensam elogios.
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