Phish
Dia desses senti necessidade de um “rock para deixar de fundo”. Lembrei do Phish. Peguei o Farmhouse (2000) e tive uma grata surpresa. Não lembrava de ser tão bom. Claro, pode ser acusado de ser um “Dave Matthews Band que deu certo”, mas ainda assim, “deu certo”. E como o Trey Anastasio tem bom gosto, não? Inclusive, sinto que o John Mayer pegou mais coisa dele do que do Stevie Ray Vaughan. Ah, vale dizer que depois voltei alguns anos e dei uma conferida no Billy Breathes (1996), disco em que o baixista Mike Gordon mostra a que veio. Bem legal também. Ouçam sem preconceitos.
Dolores Duran
Convenhamos, algo em nossa formação cultural inconscientemente nos leva a crer que a canção popular brasileira começou no inegavelmente especial Festival da Canção de 1967. Mas nem tudo é Chico e Caetano. Dito isso, voltei alguns anos e fui de encontro a Dolores Duran, uma das grandes vozes que o Brasil já teve, hoje pouco lembrada. Adoro como seu samba-canção, com um pé no bolero, soa boêmio e sofisticado. Tem cada melodia! Não ignorem.
Cat Power
Hoje ninguém parece dar muita bola pra Cat Power, né? Até faz certo sentido, já que sua carreira é um tanto quanto irregular. Mas dito isso, que repertório forte tem o Moon Pix (1998), não? Letras confessionais interpretadas por uma alma angustiada. Quantas artistas de bedroom pop não dariam a vida pra fazer um disco desses? Vale relembrar.
Vitor Ramil
É curiosa a pouca projeção do trabalho do Vitor Ramil, embora ele tenha longa carreira e selado parcerias importantes. Por exemplo, ouvi essa semana dois álbuns de fases diferentes: Tango (1987), que lembra muito o trabalho do Caetano na época (uma MPB de produção radiofônica), só que com o luxo de pode contar com o Nico Assumpção no baixo; e Tambong (2000), ainda hoje soando sofisticado e moderno. Um artista valoroso.
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