Se no ótimo disco de estreia a banda já mostra para que veio, com Toxiciy (2001) as composições soaram ainda mais densas, frenéticas e sagazes. Muito disso graças a produção fantástica do Rick Rubin, que destoa dos timbres ultra processados e afinações baixas daquele período. Esse disco definitivamente não parece um disco do Creed.
A intensidade visceral de "Prison Song" (que aborda o encarceramento nos EUA) e "Deer Dance" (sobre a violência policial) não nos faz esquecer a qualidade melódica por trás das canções, ora com influência do Frank Zappa (presente também na acidez politica), ora remetendo a música da Armênia. Isso se faz presente desde o estilo vocal bizarro/anasalado/falado do Serj Tankian, passando pelos riffs mastodônticos do criativo Daron Malakian.
Chega a ser cômico ouvir faixas como "Jet Pilot" e "Shimmy", tamanha a estranheza sonora e o surrealismo poético tão realista para um EUA daquele período. Aqui a politica é abordada com louvável sensibilidade, inteligência, irreverência e humor.
O clima de paranoia e peso presente em "Needles" e "X" é estranhamente vibrante, não se assemelhando a nenhuma banda do período.
Entre as canções que mais chamaram a atenção do público estão a tão frenética quanto emotiva "Chop Suey!" (dilacerante refrão, principalmente em seu final), a dramática "Toxicity" (com direito a criativa bateria do John Dolmayan) e a épica "Aerials" (que une peso e beleza de forma avassaladora). Atenção para a qualidade melódica em todas essas composições.
Entre as canções que mais chamaram a atenção do público estão a tão frenética quanto emotiva "Chop Suey!" (dilacerante refrão, principalmente em seu final), a dramática "Toxicity" (com direito a criativa bateria do John Dolmayan) e a épica "Aerials" (que une peso e beleza de forma avassaladora). Atenção para a qualidade melódica em todas essas composições.
Vale ainda destacar “Bounce” (meio Faith No More, meio Mr. Bungle), “Forest” (de refrão denso e esplendoroso), “Science” (que de algum modo me remete ao Dead Kennedys) e “Psycho” (com seus motivos armênios latente).
Peculiar, intenso, político, além de elegantemente divertido e melódico, o heavy metal finalmente superava as heranças datadas do Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica, apontando para novos rumos, que de tão particulares, não foi alcançado por nenhum outro grupo. SOAD reina em seu mundo distópico.
Peculiar, intenso, político, além de elegantemente divertido e melódico, o heavy metal finalmente superava as heranças datadas do Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica, apontando para novos rumos, que de tão particulares, não foi alcançado por nenhum outro grupo. SOAD reina em seu mundo distópico.

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