segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Me afogando nas lágrimas do hardcore melódico brazuca

Dentre tantas cenas musicais distorcidas pela grande mídia e pelo público ignorante (de ignorar/desconhecer, não de ser "burro") está o hardcore melódico brasileiro. Nem vou me estender ao assunto, apenas recomendo que todos assistam o ótimo documentário Do Underground Ao Emo (Daniel Ferro), produzido pelo canal BIS.


O que farei aqui é postar algumas músicas dos grupos desta cena. Algumas faixas são bastante conhecidas, outras nem tantos. Caso se interesse por alguma canção especifica, recomendo se aprofundar na respectiva banda. 

Dead Fish
Inegavelmente o melhor grupo dentre todos da cena. As letras são bacanas, o instrumental é encorpado, tem boas melodias e, o principal, a atitude DIY da banda é louvável. Um dos principais grupos do estado do Espírito Santo e, porque não, do rock brasileiro.

Sugar Kane
Grande banda curitibana que só vem melhorando com o passar do tempo. Embora o bom Continuidade da Máquina (2003) tenha feito o coração de muita gente, recomendo a audição do mais recente disco deles, Ignorância Pluralística (2014).

CPM 22
A banda que fomentou toda a explosão desta cena. Não é a melhor nem de longe e, para ser honesto, acho as letras fraquinhas (o Badauí fez alguma merda no passado, já que em 50% das músicas tá tentando superar alguma atitude tomada). Todavia, é interessante observar a popularidade incrível que a banda alcançou. Chega a parecer utópico para o rock nacional dos dias de hoje. Fez parte da minha pré-adolescência.

Hateen
O verdadeiro emo brasileiro. Melódico, com letras bastante pessoais e feito numa época que isso era alternativo. Dear Life (2000) é no mínimo honesto, o que dentro de uma cena que foi tomada por aproveitadores, não é pouca coisa.

Garage Fuzz
Não conheço muito bem, mas sempre que ouço lembro do Pennywise. Ainda que não seja a minha onda, acho The Morning Walk (2005) um discão.

Dance Of Days
Sabe aquela banda que de tão ruim é legal? Pois então... 

Rancore
Ainda que não apareça no documentário citado acima, acho que da para colocar o grupo na mesma cena, não? Eu gosto do disco Seiva (2011). A produção do Rafael Ramos é impecável e os arranjos de guitarra são bem interessantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário