sábado, 6 de junho de 2026

ACHADOS DA SEMANA: NIN, Paul McCartney, Superchunk, Phew e Redd Kross

Nine Inch Nails
Pensando nos álbuns de estúdio do NIN, talvez por estar entre discos tão significativos pra mim, eu acabo esquecendo como o The Fragile (1999) é excelente. Ele tem a energia e saturação que tanto adoramos na banda. Tudo certo. Discão. 

Paul McCartney
Paul lançou disco novo, mas decidi voltar ao Flaming Pie (1997) pra entrar no clima. Fui nele pelo raciocínio “o que ele tava fazendo no auge do britpop”. A resposta é seu melhor discos desde então. Além das ótimas composições (e quando ele acerta a mão todos sabemos que não é pouca coisa), tem uma guitarras impressionantes tocadas pelo Steve Miller, Jeff Lynne e o próprio Paul, os três subestimados enquanto guitarristas. Vale muito relembrar. 

Superchunk
A banda tocou recentemente no Brasil, mas infelizmente não pude ir. Entretanto, nada me impediu de revisitar o Foolish (1994), clássico do indie rock noventista. Adoro o astral e a força das guitarras. Bem legal! 

Phew 
Essa artista japonesa não tem um trabalho fácil, mas vem ganhando projeção por conta das décadas de serviços prestados a um tipo de canção vanguardista. Com elementos eletrônicos, canto particular, atitude punk e formas não convencionais, suas composições soam essencialmente experimentais. Tava ouvindo tanto o Phew (1981) quanto o Our Likeness (1992), dois de seus álbuns mais prestigiados, muito por terem sido gravados no estúdio do Conny Plank com colaboração de nomes como o Jaki Liebezeit e Holger Czukay (ambos do Can). São estranhos, claro, mas também instigantes. Vale conferir.

Redd Kross
Outra banda que vai passar pelo Brasil. Maratonei alguns discos, a começar pelo Born Innocent (1982), nada mais que a perfeita amostra de que o punk rock é um salto temporal do garage rock. Tremendo disco de rock n’ roll. O Neurotica (1987) também tem essa raiz, mas se comunica mais com o power pop (linha Replacements) e até mesmo com o hard rock do período (vide alguns solos de guitarra, o timbre reverberoso de bateria e até mesmo o visual na capa). Bem legal também. Por fim peguei o Third Eye (1990) , álbum convidativo que coloca eles no centro do rock alternativo do período, gênero que eles ajudaram a desenvolver. Aqui o power pop é o grande enfoque. Soa datado, mas é bacana.

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