“Extratone”
Vi um vídeo no TikTok falando sobre esse subgênero. Achei curioso e fui ouvir. É um eletrônico que prima pela velocidade (eles aumentam a velocidade do BPM das produções até virar uma massaroca ruidosa e frenética). Nem me atentei aos artistas, me rendi a playlists apenas pela curiosidade. Não dá pra ouvir muito tempo.
Leo Brouwer
Antes de dormir, com vontade de ouvir um violão solo, fui no Spotify e joguei o nome do cubano Lew Brouwer. que confesso conhecer mais por citações que por audição. O álbum Brouwer: Guitar Pieces (1975) pareceu uma ótima pedida. Não de total espanto me deparei com peças complexas em suas estruturas, externamente técnicas e, principalmente, com dissonâncias provocativas, que tiram o violão erudito da sobriedade que leigamente relaciono e, curiosamente, buscava ouvir. Em certos momentos parecem ter mais de dois violões em contraste. Não posso afirmar nem que sim nem que não. Sequer posso dizer quem toca, visto que pretendia ouvir o próprio o Brouwer, mas aqui me deparei com o nome do Óscar Cáceres enquanto intérprete. Seja como for, desviando do intuito e abraçando a oportunidade, cai num tremendo álbum.
The Smiths
Hatful Of Hollow (1984). Todo mundo sabe, mas vale reforçar: que banda né! Não “somente” no sentido composicional e estético, mas no tocar mesmo. Todos ali são muito bons. Tem cada linha de baixo do Andy Rourke. Fora que o Johnny Marr é um mestre dos riffs e da condução harmônica. E o Morrissey? Não somente um gigante do texto, mas também de “flow” e timbre único. Foda!
Acadêmicos do Salgueiro
Existe a possibilidade de eu vir a tocar num bloco carnavalesco esse ano. Logo eu, um doente do pé. A ideia é eu tocar surdo de terceira. Tentando me ambientalizar, busquei algum disco de escola de samba só pra afiar o vocabulário, procurar ouvir o instrumento dentro de um arranjo. Cai no Histórias das Escolas de Samba - Salgueiro 1975. Diga-se de passagem: sempre a Salgueiro! Não é a primeira vez que a escola revela ter alguns excelentes discos do seu catálogo no Spotify. Voltando à proposta, independente do disco ter aflorado ou não algum senso rítmico em mim, é uma grande experiência sônica ouvi-lo. Tem grandes canções e a força braçal da performance. Foda.
The Fixx
Reach The Beach (1983). Anos 80 sendo anos 80. Ouvi pelo timbre de chorus na guitarra e seus ótimos grooves. Adoro a cristalinidade dos timbres oitentista extraídos em estúdio nesse período. Os synths aqui tbm são bem legais, não soando sequer datados. O fato da bateria ser mais orgânica ajuda no todo da produção. Sobre as canções, de algum modo é tudo que o INXS queria ser. Pop grooveado e bem resolvido .
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