"Se o Rock N' Roll tivesse outro nome seria Chuck Berry". Essa frase do John Lennon dá uma ideia da relevância do guitarrista-compositor americano para o estilo mais popular do século XX. Elvis pode até ter popularizado o rock, mas é Chuck Berry o legitimo alicerce.
Chuck Berry se diferenciava de seus contemporâneos devido o grande criador e guitarrista que era. Um letrista que com poucos minutos conseguia narrar verdadeiros épicos. Um cronista legitimo do lado mais jovem e perigoso da América.
Como guitarrista, teve seus licks energéticos (e malemolentes) recheados por bends bluseiros e double stops copiado por Keith Richards, Billy Gibbons, Angus Young e tantos outros. Impossível pensar no desenvolvimento do instrumento - e do rock, até então mais calcado no piano - sem Chuck Berry.
Para entrar em contato com sua obra, Chuck Berry In On Top (1959) é preciso. Sem enrolação, o álbum traz o resumo de seus primeiros anos de carreira na Chess Records. 12 clássicos que dispensa apresentações. Algumas faixas contam até mesmo com o baixo do lendário Willie Dixon e o piano majestoso do Johnnie Johnson, dois outros alicerces do rock n’ roll.
Dentre as mais famosas estão "Carol", "Maybellene", "Johnny B. Goode", "Little Queenie" e "Roll Over Beethoven". Ainda hoje são poucas as composições na música popular que superam isso. É um manifesto geracional. Audição fundamental.

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