Analisar friamente Elvis Presley - álbum de estreia lançado em 1956 pelo posteriormente conhecido como Rei do Rock -, tende a ser covardia. Entre o culto desproporcional e o demérito com olhar retroativo, o que fica é uma obra de valor imensurável para a história do rock.
Se o Elvis ainda não tinha o amadurecimento que viria apresentar em trabalhos posteriores - vide From Elvis In Meemphis (1969) - ao menos desde o início suas canções foram determinantes para a disseminação de um já existente rock n’ roll, que com ele chegara ao público branco. Isso alinhado a uma rebeldia comportamental subversiva.
Seu estilo de cantar trazia trejeitos do country, gospel e blues, mas com atitude particular e charme indiscutível.
Através de canções de autoria do Carl Perkins, Ray Charles, dentre outros, ele explorou um repertório que depois tornou-se clássico do rock, vide "Blue Suede Shoes" - uma abertura não menos que explosiva -, passando por "Tutti-Frutti" e "I Got A Woman". Todas com vitalidade e organicidade contagiante. Tremendas performances.
Na banda de apoio, seus primeiros fiéis escudeiros: Scotty Moore (guitarra) e Bill Black (baixo). Na produção: Sam Phillips. Nomes que, somados a capa - homenageada pelo Clash no London Calling (1979) -, retratam grande parte da cultura da década de 1950.

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