sexta-feira, 4 de setembro de 2015

TEM QUE OUVIR: Peter Frampton - Frampton Comes Alive! (1976)

Detratores do Peter Frampton é o que não faltavam. Galã de uma geração - as meninas adoravam seus cabelos cacheados e os olhos claros -, era praxe os rapazes atirarem o astro na fogueira, ainda que escondidos ouvissem os discos do Humble Pie que tinham o Frampton na guitarra. 


A verdade é que todo ódio foi causado pela fama. Fama essa que o guitarrista conseguiu com o duplo Frampton Comes Alive! (1976), álbum ao vivo recordista de vendas, que tão bem resume o que ele havia feito até então.

Independente das gravações serem realmente ao vivo ou não, fato é que o disco é um clássico do rock, lançado numa época em que o estilo era popular e se comunicava com a juventude.

Musicalmente o álbum revela um tratamento pop dado ao hard rock. Revezando entre faixas viscerais com grandes momentos guitarrísticos - vide "It's A Plain Shame" e, principalmente, "Do You Feel Like We Do" - e baladas adocicadas - vide os hits "Baby, I Love Your Way" e "Show Me The Way", sendo essa última dona de um clássico timbre de talk box - o álbum agrada os rockeiros mais tradicionais e uma juventude saudosista. O groove e as melodias de canções como "Something's Happening" e "Doobie Wah" também empolgam.

Posteriormente a imagem de Peter Frampton se desgastou. Seus cabelos caíram e os sucessos sumiram. Todavia, talentosos que é, o guitarrista pareceu não se importar, lançando hora ou outra bons trabalhos, selando parcerias com músicos importantes (vide David Bowie) e matando a saudades de seus fãs em shows que nunca deixam de fora faixas do Frampton Comes Alive!. Quem dera o pop rock descartável fosse sempre assim.

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