Trazendo na bagagem o prestígio conquistado pelos trabalhos anteriores, não foi tão difícil para o trio conseguir espaço. Logo eles estavam se apresentando no Festival de Woodstock, flutuando no imaginário hippie e fazendo da Califórnia o novo cenário musical para grandes compositores.
Composta para Judy Collins, "Suite: Judy Blues Eyes" abre o disco. A fusão da música folk com as guitarras elétricas do blues rock serviram de inspiração pra eletrificação da música country americana. O mesmo ocorre na lisérgica "Pre-Road Down". Já a beleza acústica tradicional se mantém em "You Don't Have To Cry".
Ao abordar o assassinato do Robert F. Kennedy, "Long Time Gone" periga soar datada, mas isso não necessariamente é ruim quando nos transporta para paisagens rurais, além de contextualizar os problemas políticos da época.
As aberturas vocais são incríveis, ainda mais por estarem à serviço de letras poéticas, vide as lindas "Guinnevere", "Lady Of The Island" e "Heplessly Hoping". Dá pra afirmar que essa é a grande qualidade do trio. Os arranjos vocais podem ser encarados como um contraponto orquestral, tamanha a riqueza melódica/harmônica.
Vale ainda destacar a guitarra exuberante e por vezes subestimadas de Stephen Stills. Na psicodélica "Wooden Ships" ele brilha.
No ano seguinte, incentivados por executivos de gravadora, a banda buscou a colaboração de outro genial artista: Neil Young. Mas isso é assunto pra um próximo "Tem Que Ouvir". O interessante é observar que a união de Crosby, Stills & Nash continua no imaginário dos amantes da década de 1960. Um patrimônio da cultura norte-americana.
No ano seguinte, incentivados por executivos de gravadora, a banda buscou a colaboração de outro genial artista: Neil Young. Mas isso é assunto pra um próximo "Tem Que Ouvir". O interessante é observar que a união de Crosby, Stills & Nash continua no imaginário dos amantes da década de 1960. Um patrimônio da cultura norte-americana.

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