segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

ACHADOS DA SEMANA: O Rappa, George Benson, Gary Moore e Shelter

O Rappa
Lado B Lado A (1999) e O Silêncio Que Precede o Esporro (2003). Lembram quando esses discos saíram? Por anos eles desfrutaram de grande prestígio. Décadas se passaram e parece que ninguém mais da bola. Inclusive o Falcão, de boa pinta, se tornou um saco irrelevante artisticamente. Marcelo Yuka morreu e levou os méritos com ele. Dito isso, só agora senti que era o momento de ouvir os discos. É sério! Sempre achei os hits chatíssimo, de modo que o único álbum que conhecia era o Rappa-Mundi (1995, que não chego a gostar, mas fez parte da minha infância, então guarda um pingo de afeto). Voltando ao Lado B, jurava que ele era produzido pelo Tom Capone, mas foi pelo Chico Neves e contém colaboração do Bill Laswell. Ambos merecem muito do mérito pelo sucesso disco, já que sua sonoridade (robusta e de graves profundos) é das melhores qualidades dele, isso junto de uma cozinha (Yuka e Lauro Farias) completamente alinhada/consistente/poderosa/cheia de groove. Tem bons arranjos também. Dito isso, as composições, mesmo quando bacanas, não fazem minha cabeça. Já O Silêncio (esse sim com produção assinada pelo Tom Capone), confesso que sequer consegui escutar inteiro. Chato pra cacete. Aqui o Falcão começa com suas vocalizações insuportáveis. Sequer os arranjos e a produção motivaram a audição. Resumidamente: não perdi grande coisa e tá justificada a queda de prestigio.

George Benson
Tenho a tendência de alimentar minhas audições guitarristicas quando vou deitar. Dias desse peguei o Bad Benson (1974) e não consegui dormir. Ele está incontrolável. Como pode uma mente e dedos tão velozes (e limpos da execução)? É cada improviso. Brilhante!

Gary Moore
Back On The Streets (1978). Estreia solo desse espetacular guitarrista. Fui ouvir já prevendo reforçar a minha tese de que ele é um dos guitarristas mais influentes do rock. Se nessa época ele soava singular, anos depois era possível perceber muitos que saíram da sua linha (do John Sykes ao Joe Bonamassa passando pelo Zakk Wylde). Esse disco é bem lugar, intercalando momentos mais hard rock com outros de jazz rock. Demais!

Shelter
Eles nunca fizeram a minha cabeça, mas tocaram recentemente no Brasil e isso despertou minha vontade de ouvir o Mantra (1995), clássico da banda. A verdade é que a temática Hare Krishna é o grande diferencial do grupo. Sonoramente acho que, de alguma forma, eles fazem uma ponte com o new metal. É bacana.

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