sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

ACHADOS DA SEMANA: Fito Paez & Spinetta, Dead Fish, Fugazi, Naná Vasconcelos e Led/Who/Queen/Macca

Fito Paez & Spinetta
La La La (1986). Vi recentemente a série da Netflix sobre o Fito Paez e só então soube da parceria dele com o genial Spinetta. Esse disco mostra o quão bom compositores eles são. Por trás de todo melodrama interpretativo do pop argentino e de algumas sonoridades datadas, há lindas melodias, arranjos cuidados e um arrojo harmônico impressionante. Isso sem deixar de soar acessível. Ouça sem preconceitos.

Dead Fish
Embora adore o álbum Zero e Um (2004) desde seu lançamento, confesso que não lembrava de ter já escutado o disco posterior do Dead Fish, o Um Homem Só (2006). Mesma formação, menos inspirado, mas muito bem trabalhado. A dupla de guitarras era muito boa e sinto que o Rodrigo era mais lírico nesta época, embora ele pareça tá com a voz desgastada em algumas faixas. Produção redondinha, ainda que, assim como acontece em outros trabalhos da banda, sinto que falta variação. Quase peguei pra analisar andamento e tonalidade pra ver se isso interfere nessa sensação. Ótimo pra ouvir na academia.

Fugazi
Ah, falando em academia, reouvi o Steady Diet Of Nothing (1991), mas todo mundo sabe que ele é ótimo, de modo que não tenho o que acrescentar.

Naná Vasconcelos
Saudades (1980). O Geordie Greep citou esse disco como uma de suas inspirações recentes. Confesso que eu nunca tinha escutado. Naná Vasconcelos é daqueles artistas míticos que eu negligencio e, de certo modo, com esse álbum é fácil entender o porquê. É que ele exige tempo e imersão. Não basta simplesmente botar pra tocar. Tentei durante algumas semanas e só recentemente adentrei sua beleza. As composições evoluem de maneira tão livre e atmosférica que parecem fazer parte da natureza, sem interferência humana. Egberto Gismonti colabora com o disco. Vale dizer que saiu pela ECM.

Led/Who/Queen/Macca
Fui viajar com amigos. Chegando na casa, nos deparamos com uma coleção de CDs e um bom sistema de som. Com bebidas e fumo na cabeça, reouvir Led IV, Tommy, Jazz e Band On The Run foi uma maravilha. Discos perfeitos em composição, performance e sonoridade. Foi literalmente uma viagem.

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