segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

DESAFIO PAIS DO BAURETS - #15discospara2022

Assim como tenho feito nos últimos anos, vou propor um desafio musical para este 2022. A ideia é inspirada no Desafio Livrada, o desafio literário do canal Livrada, que propõe 15 leituras para serem feitas durante o ano.

Serão quatorze discos da escolha de vocês e uma única feita por mim. A única regra é respeitar as categorias.

Por mais que seja simples ouvir 15 discos durante um ano, a ideia é arriscar nas escolhas, tentar algo fora da curva, arriscar gêneros pouco familiarizados e explorar os álbuns de maneira profunda.

Seguem as categorias deste ano:

Um disco "voz e violão"
Nada de “se esconder” por trás de grandes arranjos, produções ou instrumentação. Que tal ouvir um disco de voz e violão. Folk, bossa nova, samba, indie… tanto faz o gênero.

Um disco de produção caseira
Com o avanço tecnológico nas formas de produção, vale pensarmos em discos gravados em pequenos home studios, algo que acontece desde a década de 1970, mas que cresceu muito, inclusive por conta da pandemia.

Uma obra medieval
Auto explicativo, basta explorar compositores do período medieval. Embora pareça meramente arcaico (no sentido pejorativo desta palavra), foi escrito nesta época lindas obras sacras vocais (cantochão). É um desafio, mas vale a insistência. 

Um disco de rap britânico
Vejo que grande parte das pessoas que conheço se restringem ao rap nacional e americano. Para tentar escapar disso, o rap britânico é uma ótima pedida. Tem muita coisa boa. Obviamente vale grime, mas não precisam se restringir a isso.

Um disco que aborda a cultura nordestina
Auto explicativo. As pessoas, a poesia, o clima, a comida, o solo, as riquezas, a pobreza... tudo isso faz do nordeste brasileiro uma fonte de música primorosa. Vale dizer que não vale pegar meramente um artista nordestino, tem que ser uma obra que contextualize a região.

Um disco obsceno
Diante de uma sociedade ainda tão moralista, vale ouvir um pouco de "baixaria". Lembrando que não precisa ser rasteiro para ser obsceno. Procure algo ao menos humorado, sexy, com balanço, sem ser cooptado pela indústria. Não é uma categoria tão fácil quanto parece.

Um disco anti-religioso
Em desafios passados já sugeri ouvirmos discos religiosos, de modo que algo anti-religioso pode ser pertinente também. Pesquisem a fundo. 

Um disco de um artista performático
Sabe aquele artista que domina os palcos, que tem carisma, que leva o público na palma das mãos, que visualmente salta aos olhos... pois então, será que em disco ele funciona da mesma forma? Exemplo: com exceção do Secos & Molhados, vocês já deram a devida atenção para os discos de estúdio do Ney Matogrosso? Fica uma dica.

Um disco sobre fim de relacionamento
São tantos casos (inclusive de álbuns atuais) que vou poupar explicações. É só procurar. Alguns são bem bonitos e confessionais, outros melosos e chato. Arrisquem com inteligência.

Um disco com uma capa que você tatuaria (só pela imagem, sem saber o som)
Procurem capas de discos aleatórias. Sei lá como vocês farão essa pesquisa. Apenas cheguem com discos improváveis com capas legais.

Um disco que seus pais adoram (ou outra pessoa da criação de vocês)
Pais, avós, tios, babás, professora... peguem alguém dá criação de vocês e perguntem qual o disco predileto. Se falarem algo muito óbvio, que vocês já conheçam muito bem, perguntem para outra pessoa. Cheguem a algo até então desconhecido por vocês.

O último disco de um artista que se matou
Auto-explicativo. Obviamente não faço isso para cultuar o suicido, mas sim para conhecermos os sentimentos mais profundos de um artista através de sua obra. Agora, vale um adendo, se isso for um gatilho para você, está permitida a substituição por um disco meramente bucólico (da forma que vocês entenderem, dentro dos seus limites).

Um disco de um selo independente da sua região
Artistas pequenos e independentes sofreram muito nesta pandemia. Uma forma de apoia-los é consumindo sua arte. Se possível compre o disco. Se possível vá ao show. Não tem nada na sua região? Se desloque alguns quilômetros e procure algo. É de uma grande capital? Que tal algo de um bairro afastado ou então de uma cidade vizinha menor. O importante é conhecer e ajudar um artista pequeno local.

Um disco em vinil (ajude um sebo)
Importante: nada de comprar vinil zero bala. Ou então compre também, mas visite um sebo, pegue um disco usado. As vezes com R$10 você consegue um achado. Não tem toca disco? Ainda assim compre o disco e ouça depois virtualmente. Quem sabe esse não é o primeiro passo para comprar uma vitrola.

Heitor Villa-Lobos na Semana de Arte Moderna
Já que estamos no ano do centenário da Semana de Arte Moderna - evento fundamental da cultura brasileira, que inaugurou o modernismo e influenciou diversos artistas (vide o Tropicalismo e a Vanguarda Paulista, só para ficar no nosso território) - vou propor ouvirmos todo o material que o Villa-Lobos apresentou nos três dias de espetáculos. Parece intimidador, mas nem é tanta coisa assim. Fora que é um material de valor histórico e musical gigantesco. Vai ser especial.

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