sexta-feira, 12 de novembro de 2021

ACHADOS DA SEMANA: Chico César, Avril Lavigne, Disturbed e Nelson Gonçalves

Chico César
Embora tenha enorme simpatia pelo Chico César (adoro suas entrevistas), confesso que nunca me interessei por sua música. Parte por achar “Mama Africa”, um dos hits da minha infância, um pé no saco. Mas claro, isso é injustiça minha, visto que “Á Primeira Vista” eu acho muito bonita (“Quando ouvi Prince, dancei”). Ambas as faixas estão no Aos Vivos (1995), que lembro ter tido bastante repercussão quando lançado. Como tenho amigos que gostam dele, resolvi dar uma chance ao disco. Não morri de amores, muito por conta do formato minimalista da apresentação, mas é inegável que há boas composições e que ele é um ótimo intérprete.

Avril Lavigne
Ao me deparar com o fato de gostar de artistas teens pop como Olivia Rodrigo, me peguei pensando em nomes com a mesma proposta sonora e comercial, mas da minha geração. Lembrei da Avril Lavigne, que inclusive muito trazia do pop punk que a Olivia parece se inspirar. Peguei pra escutar seu debut, o mega sucesso Let Go (2002), que na época ignorei (tava com 12 anos conhecendo Metallica, Iron Maiden… não dava pra ouvir Avril). Fui com a cabeça aberta, mas achei muito chato. Das composições açucaradas, passando pela mixagem do Tom Lord-Alge, acho que tudo envelheceu mal. No máximo gostei do som de bateria do Josh Freese em algumas faixas. O teen pop atual é bem mais legal. Agora preciso dar nova chance pra Alanis Morrissette, mas não tô com muita coragem.

Disturbed
Outra exumação que fiz essa semana foi com o álbum de estreia do Disturbed, The Sickness (2000), também de enorme sucesso quando lançado. Não é grande coisa, mas confesso que serviu muito bem de trilha sonora para as corridas noturnas que tenho feito. Tem no mínimo um peso legal. Ah, a mixagem é do Andy Wallace né, ele sabe o que faz. Fora que comparada a asquerosa versão da banda para “The Sound Of Silence”, essas gravações são biscoito fino.

Nelson Gonçalves
Poucas vozes me agradam mais ultimamente que a do Nelson Gonçalves. Seu canto é uma mistura de Scott Walker, Frank Sinatra, Johnny Cash e um velho boêmio qualquer. Isso sem mencionar seu repertório matador. Aquele álbum Passado e Presente (1974) anda em altíssima rotação aqui em casa.

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