Gravado em poucas horas por quatro garotos pobres da cidade industrial/cinzenta de Birmingham (Inglaterra) e lançado numa sexta-feira 13, o álbum traz logo de cara a sinistra "Black Sabbath". O clima aterrorizante da tempestade na introdução, a letra macabra - brilhantemente interpretada pelo Ozzy Osbourne -, a variação da dinâmica e o riff de guitarra em trítono - intervalo de notas dissonantes que, diz a lenda, chegou a ser proibido pela Igreja Católica -, foram inspirados nos filmes de terror que lotavam os cinemas. Daí saiu o conceito genial da banda, arquitetado pelo letrista, baixista e "líder intelectual do grupo", Geezer Butler. E pode apostar que, se ainda hoje a faixa não passa despercebida, há 40 anos atrás ela fez muito moleque se borrar de medo.
Somando riffs monstruosos - há guitarrista que faça isso melhor que Tony Iommi? -, linhas de baixo gigantescas do Geezer e a bateria swingadamente troglodita de Bill Ward, surgem verdadeiros hinos de missa negra, vide as clássicas "The Wizard" e “N.I.B.”, ambas de performances irresistivelmente esmagadoras.
Se por um lado o Ozzy não tem tecnicamente uma grande voz, por outro ele sempre soube dar vida as canções. Basta reparar no que ele faz na divertida "Evil Woman" (espetacular linha de baixo) e na impecavelmente construída "Behind The Wall Of Sleep".
O grupo, inicialmente de blues/jazz rock, carrega em “Sleeping Village” e na longa “Warning” o seu DNA. São performances cheias de combustão e dinâmica, com a banda trabalhando fluidamente o som enquanto ferramenta de dramaticidade.
No fim do álbum, o cheiro de napalm e o clima nebuloso jazzisticamente bluesy volta a dar as caras em "Wicked World". Não há utopias, não há Paz & Amor!
Considerado por muitos como um disco ingênuo e mal acabado, para outros ele é a essência da música pesada, tendo influenciado qualquer vertente de metal que surgiu ou venha a surgir. Icônico desde a capa.
No fim do álbum, o cheiro de napalm e o clima nebuloso jazzisticamente bluesy volta a dar as caras em "Wicked World". Não há utopias, não há Paz & Amor!
Considerado por muitos como um disco ingênuo e mal acabado, para outros ele é a essência da música pesada, tendo influenciado qualquer vertente de metal que surgiu ou venha a surgir. Icônico desde a capa.

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