Crisis (2006). Daquele departamento “discos para ouvir na academia”. Gosto da intensidade, embora seja um tipo de produção que fazia mais sentido na época que saiu. Notei uma certa similaridade no direcionamento melódico dos refrões com o que faz o Killswitch Engage, só que aqui na praia post-hardcore/emo. Bacana.
Lenine
Lenine é inegavelmente muito talentoso. Das personalidades que despontaram na MPB na década de 1990 é dos que mais gosto. É que reconheço nele ruídos típicos do período que transcendem o formato da canção brasileira. O Dia Em Que Faremos Contato (1997), seu primeiro álbum solo, é uma boa amostra disso. Muito groove e brasileiro, mas também “alternativo” e cosmopolita. Lembrando que colaboram no disco Marcos Suzano, Chico Neves, Liminha, Pedro Sá, dentre outros.
Translator
No Time Like Now (1983). Se não me engano soube desse disco porque o Edgard Scandurra citou como uma referência para o som do Ira!. E faz sentido. Ele transita entre o pós-punk e power pop. Embora o álbum seja bem oitentista, por ele abdicar de teclados e se calcar na sonoridade de um quarteto, ele não soa datado. Tem canções bem legais.
Tank
Nunca tinha escutado essa banda clássica do terceiro escalão do heavy metal. Vi que o Filth Hounds Of Hades (1982) era uma unanimidade e fui conferir. É bacana mesmo. Lembra um Motörhead com bem menos peso (o que não é um problema). A produção inclusive é do Fast Eddie Clarke. Sem dúvida um dos alicerces do speed metal. Adorei o fato do vocalista Algy Ward (ex-baixista do Saints e Damned) não soar detestável, o que costuma ser dentro desse segmento (ao menos aos meus ouvidos). Boas composições. Bem divertido.
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