sexta-feira, 18 de setembro de 2026

ACHADOS DA SEMANA: Focus, Thin Lizzy, Judas Priest, Lou Reed, Siouxsie And The Banshees e toe


Focus
Por conta de um vídeo do Nuno Mindelis fui ouvir Focus e decidi checar um disco que não conhecia, o Hamburger Concerto (1974). O nome é uma bobeira, mas o som revela a excelente banda que era. Destaque para o Jan Akkerman, guitarrista que conseguia ser melódico, lírico e pesado na mesma intensidade. Fica ainda uma questão: onde foi parar a influência da música medieval/antiga nas bandas europeias? Beatles, Kinks, Deep Purple, Jethro Tull, Yes… vários grupos incorporam essa característica varrida do mapa após o surgimento do punk. Uma forma de romper com o passado? Um sinal da degradação do ensino musical nas escolas? Seja o que for, é uma realidade.

Thin Lizzy
Chinatown (1980). Que disco maravilhoso. Uma aula de guitarra rock ministrada pelo Scott Gorham e o subestimado Snowy White. Fora que cada vez gosto mais do estilo interpretativo do Phil Lynott. Se esse é um “álbum menor” da banda, então estamos falando de um dos maiores grupos da história do rock. Na real estamos mesmo.

Lou Reed
A Night With Lou Reed | Live At The Bottom Line (1983). Não lembro se já falei sobre esse show aqui no blog, mas ele tá completo no YouTube e eu reassisti. É daqueles shows pra se estar quando surge a famigerada e hipotética pergunta. De preferência ao lado do Andy Warholl. Lou Reed consegue dominar a atenção sem fazer nenhum grande movimento. Sua voz estranha, boas (e subestimadas) melodias, letras espetaculares e estilo brilhante de tocar guitarra (naquele esquema “tentativa e erro”) é suficiente para reconhecermos seu brilhantismo. Fora que a banda é um absurdo, com direito ao grande Robert Quine, a segurança rítmica do Fred Maher é o baixo fretless do Fernando Saunders. Tudo isso num lugar pequeno. Que show!

Judas Priest
Daquelas obviedades que vale reconfirmar de tempo em tempo: Screaming For Vengeance (1982) é dos grandes discos não só do Judas Priest, mas do heavy metal. Que banda! E que guitarras!

Siouxsie And The Banshees
Hyaena (1984). Vi o Fábio Golfetti falando sobre esse disco e fui ouvir. Ele não costuma ser mencionado entre os principais álbuns da banda, mas é. Talvez seja ignorado justamente pela maior “estranheza”. Muito criativo,

Toe
Esse grupo japonês está em passagem pelo Brasil. Conheço muita gente (umas 3 pessoas kkkk) que adora, então fui dar uma maior atenção. Peguei o The book about my idle plot on a vague anxiety (2005) e fiquei maravilhado com o som de bateria. As ideias do baterista também, MAS O SOM, que timbre encorpado, com dinâmica, com sala… maravilhoso. Bom álbum, que vai perdendo a força conforme evoluiu, mas que demarca bem a evolução do math rock. Por sua vez o For Long Tomorrow (2009) já apresenta uma evolução composicional ao explorar diferentes dinâmicas, uso de teclado e violão, elementos de post-rock e música minimalista, além de faixas com vocais. Isso sem abandonar as encrencas rítmicas. Muito bacana.

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