Elis Regina
A entrevista com o Roberto Menescal no Roda Viva desta semana me fez relembrar o clássico álbum da Elis Regina lançado em 1972. Com produção do Menescal, o disco foi um dos que mais vendeu da Elis. Não por acaso estão nele inúmeros clássicos, vide “20 Anos Blue”, “Bala com Bala”, “Mucuripe”, “Águas de Março”, “Cais” e “Casa No Campo”. Maravilhoso.
Detrito Federal
Tanto se fala no punk de Brasília que fui ouvir essa banda de excelente nome. Lembro na adolescência de um amigo ter o disco (o da clássica capa amarela), mas acho que não cheguei a escutar na época, então fui ouvir agora. Achei que seria uma demonstração de atitude e peso em detrimento ao “punk” do Capital Capital. É mais “urgente” mesmo, mas ainda é uma bobeira mais tosca que exitosa. Longe de mim querer ser bairrista, mas fiquem com punk de São Paulo mesmo.
Língua de Trapo
Daquelas bandas que ouço falar desde sempre, mas que não me animava em ouvir com maior atenção. Mas caí no Língua de Trapo (1982) e dei uma chance. É o que eu imaginava: uma piada que perdeu a graça. Nada contra, é bacaninha, mas nesse sentido de equilibrar humor e uma reflexão/elaboração sobre a canção popular, o Premê faz muito mais minha cabeça (pra não falar do Grupo Rumo, que aí é outra categoria). Na época devia ter um frescor mesmo, mas ele não se conservou.
The Hidden Cameras
Estou involuntariamente em audição de grupos que desviaram daquela ideia heteronormativa do indie rock 00’s. Dessa vez cheguei por acaso no The Smell Of Our Own (2003), álbum de sonoridade grandiosa. Acho que eles mesmos chegaram a afirmar ser um “som de missa gay”. Faz total sentido. Uma pérola do indie pop.
Nenhum comentário:
Postar um comentário