Chico Buarque
Li uma declaração do Vitor Brauer dizendo que o álbum Vida (1979) foi fundamental para ele se permitir cantar. É o espírito DIY através de uma voz longe de ser unanimidade (eu adoro!). Foi aí que me toquei como o Chico Buarque, por trás de toda sua sofisticação composicional, nunca me soou intimidador. Ainda que superficialmente, fui gostar dele antes de Caetano e Gil. Isso provavelmente por ele ter o pé fincado na tradição, vide alguns sambas aqui presentes (“Deixe A Menina”) que não me surpreenderia se fosse de autoria do Noel Rosa. Curiosamente a sequência com “Já Passou” é praticamente uma bossa vanguardista. Lembrando que os pianos e arranjos são do Francis Hime. Álbum maravilhoso e por muitos negligenciado.
La Máquina de Hacer Pájaros
Minha filhinha ganhou de um amigo meu o disco de estreia dessa ótima banda liderada pelo Charly Garcia. Acho que não escutava desde que conheci, há uns 15 anos. É bom pra caramba! Totalmente progressivo. De certo modo, me remeteu ao que seria o Tudo Foi Feito Pelo Sol (dós Mutantes) para os argentinos.
Marshall Crenshaw
Marshall Crenshaw (1982). Um disco de pop rock com a cara do período. Sua principal qualidade é o esmero nos arranjos, performance e timbragens (datada, mas sem soar mal, já que não é excessivamente polida). Tem algo de Police, mas também de AOR. Bem bacana.
Wilson Simonal
A Copa do Mundo despertou em mim uma torcida que me levou a relembrar o trabalho do Wilson Simonal, artista que confesso conhecer mais por faixas isoladas que pelos discos. Peguei o sugestivo A Nova Dimensão do Samba (1964), gravado em seu esplendor vocal, com uma seleção de repertório preciosa, banda afiada (quem gravou as baterias?) e arranjos impecáveis (Eumir Deodato chega a assinar alguns). Tudo tão impecável que até deu vontade de avaliar seu momento de baixa. Li sobre o Ninguém Proibe o Amor (1975) ser muito apreciado (Ed Motta é um dos fãs confessos) e fui atrás. Há muita qualidade, mas também certa melancolia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário