domingo, 10 de maio de 2026

ACHADOS DA SEMANA: In Flames, Rolling Stones, Ohio Players, Dead Kennedys e Irá!

In Flames

Clayman (2000). Tocaram recentemente no Brasil e eu quis relembrar, embora a banda nunca tenha sido minha onda (e olha que eu era um adolescente metaleiro com amigos que curtiam o grupo). Fato é que esse elemento melódico do death metal não faz minha cabeça, ainda que eu reconheça que esse disco sobreviveu até que bem ao teste do tempo (ao contrário de outros trabalhos de metal do mesmo período que hoje soam mais pasteurizados). Tem riffões e boas performances. Na academia desce redondo. 


The Rolling Stones 

Nos 50 anos de lançamento do Black And Blue (1976), tava pensando em como ele é uma guinada dos Stones pro futuro. Aqui não está mais a “simples” banda de rock n’ roll. Eles deram um salto pra novos tempos inserindo reggae e funk na paleta sonora. E fizeram isso com talento e espontaneidade. O trabalho de guitarra aqui é brilhante, muito pela chegada do Ron Wood, mas também pela colaboração de outros músicos (vide o Harvey Mandel), além da fluidez rítmica do Keith ao se deparar com novas influências. Muito legal! 


Ohio Players 

Pleasure (1972). Eu tenho muitos defeitos, mas ao menos conviver comigo é a garantia que num fim de semana ou feriado prolongado vou botar uma sonzeira dessas pra tocar logo no café da manhã. Daí pra frente não tem dia ruim. Que groove, que arranjos (principalmente de metais). 


Dead Kennedys 

O documentário dos Raimundos foi tão forte para mim que me levou a procurar entrevistas antigas dos integrantes. Lembrei de uma Guitar Player com a banda na capa. Lá o Digão diz que o Bedtime For Democracy (1986) é uma escola de riff. Melhor então que reouvir Raimundos - que até tentei, mas não passava de três músicas -, é reouvir Dead Kennedys. Interessante como a guitarra soa estridente e ardida, sendo a cara do hardcore antes do gênero se “metalizar”. Um tremendo disco, embora nem sempre lembrado.


Ira!

Adoro o Ira!. Afirmo isso ao pensar em discos como Clandestino (1990), um retrato da crise criativa do grupo, mas ainda assim bem legal (não por conta do Nasi, muito pelo Scandurra). Vale relembrar. 

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