terça-feira, 4 de junho de 2019

MINHA NAMORADA E MEUS DISCOS MERDA: Madvillainy, do Madvillain

A Re sempre gostou de rap, mas só recentemente percebi que ela aceita muito bem trabalhos mais "ousados" dentro do gênero. Com isso, propus que ela escutasse o clássico Madvillainy. Não sei se ela entendeu muito bem o disco, mas independente disso, o resultado desta percepção inicial dela com a obra vocês conferem aqui:

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por Rena Alves, do Maria D'escrita

Vocês acharam que essa coluna tinha acabado? Nada disso, eu sou apenas descomprometida com minhas atribuições mesmo. Risos. A vida é isso, amigos.

Na semana passada o Ju me mandou o disco Madvillainy (2004) do Madvillain. Eu não sei bem se estamos aqui falando de um cantor solo ou uma banda. Em alguns momentos tive a impressão de que mais de uma pessoa participava das músicas, mas fiquei na dúvida. Mas vamos ao disco?

Acho que vale dizer pra vocês que o rap é meu estilo de música predileto (isso não quer dizer que eu manje horrores, ok?). Apesar disso, eu não conhecia o Madvillain e quando o Ju me mandou o disco eu achei que viria alguma doideira no estilo Death Grips, afinal, vocês já devem ter notado o tipo de coisa que o Jú me manda. Já tava pronta pra algo bem pedrada!


Para minha surpresa, Madvillain resgata mais o que foi feito nos anos 90 na cena gangsta rap por uma galera como o N.W.A (talvez sem tanto flow), do que se mostra transgressor e inova na cena. E vocês podem me perguntar se com isso quero fazer uma crítica e eu lhes repondo, meus caros: JAMÉ!

Madvillainy é um dos melhores discos de rap que ouvi nos últimos tempos. O flow é maneiro, o beat é bastante elogiável e os samples casam com toda a obra sem fazer mais do mesmo, achei criativo sem perder essência. Resolvi analisar o disco como um todo e não faixa a faixa, pois ele tem cortes bem despadronizados (essa palavra existe?). Enquanto algumas faixas têm 3 minutos, outras têm 50 segundos. 
Para uma música emenda na outra. Algo bem desconexo e muito legal, mas que deixaria essa análise maçante se feita da maneira que costumo fazer em outros discos.

Sem desmerecer o que é feito de novo, já que tem muita coisa que eu acho legal, eu sou bastante saudosista no que diz respeito ao rap do final dos anos 80 e início dos 90, tanto na cena gangsta rap, mas também com a galera do coletivo Native Tongue e todo esse movimento alternativo do hip hop. Então, ouvir algo que resgatou essas raízes que eu tanto curto foi bastante gratificante.

Minha nota é 9.9 na ansiedade de ouvir os outros discos.


Beijão pra vocês!

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