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por Rena Alves, do Maria D'escrita
Na semana passada o Ju me mandou o disco Madvillainy (2004) do Madvillain. Eu não sei bem se estamos aqui falando de um cantor solo ou uma banda. Em alguns momentos tive a impressão de que mais de uma pessoa participava das músicas, mas fiquei na dúvida. Mas vamos ao disco?
Acho que vale dizer pra vocês que o rap é meu estilo de música predileto (isso não quer dizer que eu manje horrores, ok?). Apesar disso, eu não conhecia o Madvillain e quando o Ju me mandou o disco eu achei que viria alguma doideira no estilo Death Grips, afinal, vocês já devem ter notado o tipo de coisa que o Jú me manda. Já tava pronta pra algo bem pedrada!
Para minha surpresa, Madvillain resgata mais o que foi feito nos anos 90 na cena gangsta rap por uma galera como o N.W.A (talvez sem tanto flow), do que se mostra transgressor e inova na cena. E vocês podem me perguntar se com isso quero fazer uma crítica e eu lhes repondo, meus caros: JAMÉ!
Madvillainy é um dos melhores discos de rap que ouvi nos últimos tempos. O flow é maneiro, o beat é bastante elogiável e os samples casam com toda a obra sem fazer mais do mesmo, achei criativo sem perder essência. Resolvi analisar o disco como um todo e não faixa a faixa, pois ele tem cortes bem despadronizados (essa palavra existe?). Enquanto algumas faixas têm 3 minutos, outras têm 50 segundos. Para uma música emenda na outra. Algo bem desconexo e muito legal, mas que deixaria essa análise maçante se feita da maneira que costumo fazer em outros discos.
Sem desmerecer o que é feito de novo, já que tem muita coisa que eu acho legal, eu sou bastante saudosista no que diz respeito ao rap do final dos anos 80 e início dos 90, tanto na cena gangsta rap, mas também com a galera do coletivo Native Tongue e todo esse movimento alternativo do hip hop. Então, ouvir algo que resgatou essas raízes que eu tanto curto foi bastante gratificante.
Minha nota é 9.9 na ansiedade de ouvir os outros discos.
Beijão pra vocês!
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