Philip Glass
Decidi separar alguns discos do Philip Glass para companhia noturna. Viajei na construção progressiva (não enquanto gênero, mas enquanto progresso mesmo) do Glassworks (1982); no aconchego minimalista de Solo Piano (1989), onde cada nota deságua na resolução perfeita; e a ópera Einstein On The Beach (da década de 1970, num registro de 1993), a mais complexa, ao menos no que diz respeito a experiência auditiva, muito por seus ritmos repetitivos paranoicos. Os três discos servem de ótima porta de entrada para o trabalho deste que é talvez o mais aclamado compositor contemporâneo.
Tuatha de Danann
Trova Di Danú (2004). Essa banda e disco foram uma febre entre amigos na minha adolescência. Até achava uma proposta criativa (power metal com folk, progressivo e música renascentista no cenário nacional), mas nunca me interessei em ouvir. Era “elfo” demais pra mim. Por acaso lembrei e fui dar uma conferida. É bacana, mas a minha impressão inicial se mantém. Deixo para os bebedores de hidromel.
The Darkness
Permission To Land (2003). É uma bobagem, claro, mas rock é também sobre fanfarronice. Se na época, enquanto jovem sisudo, achava idiota, hoje consigo ver valor nas canções, que trazem alegria (numa época que até o Green Day tava sério), elementos de glam/hard setentista (pastiche, mas que funciona), além de ótimos timbres de guitarra pra rock. A forçação de barra do vocalista é a única coisa que se mantém um problema.
Saxon
Eu odeio a “cultura de motoclube”. Aglutinação de homens pra ouvir “rock pauleira" e tomar cerveja quente não é minha onda. Dito isso, confesso que se estou sozinho em casa, gosto de estourar uma lata de pilsen merda e ouvir um The Eagle Has Landed (1982). Em minha defesa digo: vexames eu comento sozinho.
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