quinta-feira, 13 de outubro de 2022

ACHADOS DA SEMANA: Aulis Sallinen, Grupo Rumo, Peter Bjorn and John, Blind Pigs, Carlos Cachaça e Cat Power

Aulis Sallinen
Com o intuito de tentar me familiarizar com a produção erudita contemporânea, cheguei a esse prestigiado (e veterano) compositor finlandês que até então eu sequer tinha ouvido falar. Escutei algumas vezes seu Works For String Orchestra. Achei uma maravilha como ele consegue ser tão lírico quanto denso, tão consoante quanto dissonante. É um trabalho de indiscutível excelência técnica e musical. Preciso agora pesquisar mais.

Grupo Rumo
É conhecido de todos a pesquisa do Luiz Tatit com relação a fala dentro da canção. Todos sabem também da “missão” de cronista entre o morro e o asfalto que o Noel Rosa desempenhou. Entretanto, foi agora que me dei conta da relação de ambos, visto que antes via o espetacular Rumo Aos Antigos (1981) como uma improvável combinação do antigo com a vanguarda. Ingenuidade minha, tem tudo a ver, não por acaso tendo dado tão certo. Obs: atente-se que não há somente canções do Noel no disco, mas também Sinhô e Lamartine Babo.

Peter Bjorn and John
Writer’s Block (2006). Na época passou despercebido por mim. Eu lá ia ter saco pra hipster assoviando. Mas peguei pra ouvir e não é que achei bem legal. É um indie rock com produção arrojada e, até mesmo, certa densidade oriunda de guitarras shoegaze. O resultado são canções “fofinhas” ricas em texturas.

Blind Pigs
São Paulo Chaos (1997). Disco genuíno de punk rock lançado na numa época em que o hardcore melódico e pop punk invadia o Brasil. Acho bem bom. Vale conferir.

Carlos Cachaça
Excepcional compositor, parceiro de Cartola, infinitamente com menor reconhecimento. Tava lá no surgimento da Mangueira. Peguei uma compilação sua no Spotify e desfrutei do melhor do samba. Fino.

Cat Power
Após assistir uma apresentação “chata” (na falta de uma palavra melhor) da Cat Power no Popload, relembrei o disco Jukebox (2008), que embora tenha sido muito malhado quando lançado, eu adorava e, reouvindo, continuo adorando. Tem aquele clima de gravação orgânica dos anos 60’s/70’s que tão bem combina com o repertório. Tem Dylan, Billie Holiday, James Brown, Janis Joplin, Joni Mitchell… Tudo em formato classudo. Fora que sua voz tá ótima. Má impressão tirada.

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