sábado, 25 de setembro de 2021

TEM QUE OUVIR: Count Basie (and his orchestra) - The Atomic Mr. Basie (1958)

O jazz swing viveu seu apogeu nas décadas de 1930 e 1940, quando nomes como Benny Goodman e Duke Ellington levaram o estilo a uma simbiose de alta popularidade e excelência musical não vista até então na música popular. Entretanto, entre o comodismo do sucesso e a vanguarda do jazz bebop, as big bands caíram numa entressafra criativa recuperada via o frescor do Count Basie e sua orquestra.

Já no final da década de 1950, artisticamente e comercialmente estabelecido, o pianista e bandleader cedeu o papel de arranjador e compositor para um jovem Neal Hefti, que fez a experiente orquestra do Count Basie ganhar nova vida.


Sustentados pela lendária seção rítmica formada por Eddie Jones (baixo), Sonny Payne (bateria), Freddie Green (guitarra), além do próprio Count Basie ao piano, os 12 instrumentistas da seção de metais alternam entre solos vorazes e temas quentes tocados em conjunto com a força de um exército.

A abertura com o "The Kid From Red Band" já é uma estrondosa e carismática introdução ao que vêm a seguir. Destaque para o veloz walking bass e o solo de piano.

"Duet" e "After Supper" são charmosas e noturnas. Adoro como o agudo do trompete e o grave do trombone se entrelaçam. Verdadeiramente sexual.

Dá para imaginar uma pista de dança num passado longínquo ao som de "Flight Of The Foo Birds". Por sua vez, a frenética "Double-O" parece uma trilha de desenho animado.

A elegância se mantém em alta com "Teddy The Toad". Já em "Whirly Bird" vale se atentar a guitarra do Freddie Green, o "Malcolm Young do jazz".

O clima sexy volta em "Midnite Blue", faixa de beleza cinematográfica, assim como "Splanky", só que essa de perfil detetivesco.

A tipicamente nova-iorquina "Fantail" e a singelamente sofistica "Lil' Darlin" fecham esse disco de elegância arrebatadora. Um retrato em preto e branco de um dos grandes momentos da música americana.

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