Seefeel
Li elogios ao álbum Quique (1993), debut dessa banda britânica que sequer
conhecia. Reouvi algumas vezes, mas devo confessar que não consegui embarcar na
sonoridade. É um cruzamento de ambient, techno, post-rock e até mesmo
shoegaze, mas tudo num formato embrionário. Não tem aquela
explosão arrebatadora, sabe? Não foi dessa vez.
Carlinhos Brown
Apesar de na época ser criança, lembro que o álbum Alfagamabetizado (1996) fez
bastante burburinho quando lançado, inclusive internacionalmente e com direito
ao hit “A Namorada”. Todavia, não escutei na época. Fui ouvir só agora, quando
finalmente foi disponibilizado no Spotify. É um álbum pop riquíssimo, que olha
para o passado e o futuro da música brasileira, soando criativo, moderno e sólido. Fora que é muito bem produzido. Vale conferir sem preconceitos.
Laughing Hyenas
Banda barulhenta do rock alternativo, infelizmente pouquíssimo
lembrada. O vocalista é o lendário John Brannon. You Can’t Pray A Lie (1989) é um disco cheio de vigor, fúria e
distorções. Tem quem diga que é um dos pilares do post-hardcore. Não sei se
concordo. Em sonoridade, tá mais para o embrião grunge. Inclusive, só depois
fui saber que tem produção do Butch Vig.
Coleman Hawkins & Ben Webster
Aqui vai uma recomendação importante para todo guitarrista que se interessa por
blues: ok, nós adoramos Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton, mas faça um favor
ao seu fraseado e senso de improvisação, pegue o disco Coleman Hawkins
Encounters Ben Webster (1959) e ouça com atenção. Faça isso várias vezes. Embarque
no clima das faixas. Depois tire os solos nota por nota. Pronto, você elevou o
seu nível em 100%. É o blues longe da caricatura, ainda que imerso na sua
essência. O vocabulário jazzístico é natural. Vale lembrar que na ficha técnica temos nomes como Oscar Peterson, Ray Brown e Herb Ellis. Fabuloso.
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