sexta-feira, 10 de setembro de 2021

ACHADOS DA SEMANA: Seefeel, Carlinhos Brown, Laughing Hyenas e Coleman Hawkins & Ben Webster

Seefeel
Li elogios ao álbum Quique (1993), debut dessa banda britânica que sequer conhecia. Reouvi algumas vezes, mas devo confessar que não consegui embarcar na sonoridade. É um cruzamento de ambient, techno, post-rock e até mesmo shoegaze, mas tudo num formato embrionário. Não tem aquela explosão arrebatadora, sabe? Não foi dessa vez.

Carlinhos Brown
Apesar de na época ser criança, lembro que o álbum Alfagamabetizado (1996) fez bastante burburinho quando lançado, inclusive internacionalmente e com direito ao hit “A Namorada”. Todavia, não escutei na época. Fui ouvir só agora, quando finalmente foi disponibilizado no Spotify. É um álbum pop riquíssimo, que olha para o passado e o futuro da música brasileira, soando criativo, moderno e sólido. Fora que é muito bem produzido. Vale conferir sem preconceitos.

Laughing Hyenas
Banda barulhenta do rock alternativo, infelizmente pouquíssimo lembrada. O vocalista é o lendário John Brannon. You Can’t Pray A Lie (1989) é um disco cheio de vigor, fúria e distorções. Tem quem diga que é um dos pilares do post-hardcore. Não sei se concordo. Em sonoridade, tá mais para o embrião grunge. Inclusive, só depois fui saber que tem produção do Butch Vig.

Coleman Hawkins & Ben Webster
Aqui vai uma recomendação importante para todo guitarrista que se interessa por blues: ok, nós adoramos Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton, mas faça um favor ao seu fraseado e senso de improvisação, pegue o disco Coleman Hawkins Encounters Ben Webster (1959) e ouça com atenção. Faça isso várias vezes. Embarque no clima das faixas. Depois tire os solos nota por nota. Pronto, você elevou o seu nível em 100%. É o blues longe da caricatura, ainda que imerso na sua essência. O vocabulário jazzístico é natural. Vale lembrar que na ficha técnica temos nomes como Oscar Peterson, Ray Brown e Herb Ellis. Fabuloso.

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